quarta-feira, maio 25, 2011

E a mentira de Fernando Haddad sobre o kit gay veio à tona

Comentando a Notícia

No texto de Coisas do passado no presente, da edição de segunda-feira, 23, há uma crítica ao ministro Fernando Haddad sobre a mentira que ele contou no Congresso sobre o kit gay, e que o MEC pretende distribuir nas escolas para, depois, no programa de rádio Bom dia, Ministro, ele se desdizer em relação ao que a informara e até se comprometera com os parlamentares.

No Jornal O Globo, vem a notícia de que um grupo de congressistas das bancadas católica e evangélica estão coléricos pedindo a cabeça do ministro. Leiam, comento depois.

Reunidos no final da tarde desta terça-feira, a bancada de evangélicos e católicos da Câmara defendeu a renúncia ou a demissão do ministro da Educação, Fernando Haddad. Os religiosos estão revoltados e acusam Haddad de ter descumprido a palavra a respeito da discussão sobre o material de combate à homofobia nas escolas. Na semana passada, Haddad reuniu-se com essa bancada, na Câmara, e afirmou que o desconhecia (três vídeos e material impresso), mas aceitou a indicação de parlamentares desse grupo para participar da discussão.

No fim de semana, o ministro afirmou que teve acesso a esse material e que não entendeu haver os problemas apontados pelos religiosos, que o consideraram uma apologia ao homossexualismo e que, ao contrário de seu propósito, estimulava a homofobia. Evangélicos e católicos afirmaram que se sentiram traídos e querem a demissão de Haddad.

O líder do PR, Lincoln Portela (MG), da base do governo, apresentou a proposta da demissão, aplaudido pelos 35 parlamentares desse grupo que estava reunido. “Nossa paciência chegou ao fim com esse ministro. Nós representamos 50 milhões de brasileiros. Não o queremos no ministério (…), disse Lincoln Portela. O deputado Garotinho (PSB-RJ), evangélico, chegou a defender a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, como uma forma de atingir Haddad. “Estamos dando fôlego a esse governo. Nossa decisão precisa ser política. Se eles querem salvar o Palocci, nós queremos salvar a família brasileira. Vamos trazer o ministro e ir a Dilma e exigir que demita o Haddad”, disse Garotinho.

Lincoln Portela foi contra a convocação de Palocci e defendeu o ministro no caso do aumento de seu patrimônio (…). Presente à reunião, o senador Magno Malta (PR-ES), evangélico, ameaçou abandonar a base do governo. ” Se tiver que esticar a corda, vamos esticar. Se tiver que votar contra o governo ou deixar a base, vamos assim decidir. Esses filmes do Ministério da Educação mostram uma verdadeira academia de homossexuais. Vou fazer um discurso contra o Haddad. Vou bater para sangrar”, disse Malta.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Vejam a que ponto se chegou: um ministro vai ao Congresso, é confrontado sobre a qualidade de um material que MEC autorizara a distribuição, afirma que nada estava decidido, que desconhecia o tal material e que os parlamentares poderiam opinar e participar da composição do tal kit. Dia depois, vai ao rádio e afirma que nada será alterado, e se põe a enumerar as virtudes e as razões do tal material. Com que cara ficaram os parlamentares numa situação assim? É lógico que a reação acima informada, é perfeitamente natural. Como disse no artigo de segunda feira, em países sérios, ministro mentir no Congresso é motivo de demissão imediata. Já no Brasil...

Quando será que os nossos congressistas tomarão vergonha na cara e deixarão de ser tratados como lixo pelo Executivo? Ou o Legislativo se impõem como poder constituído, ou o melhor que tem a fazer é fechar as portas e apagar a luz. Não pode aceitar passivamente ser agredido e destratado de forma tão vil. Só não venham, depois, dizer que isto faz parte do jogo democrático. Porque não faz mesmo!!!!