Comentando a Notícia
O PT, na ação cretina de se livrar de seus abacaxis e pecadilhos, sempre foi um bando bastante previsível. Sua defesa sempre é feita em ataques aos seus adversários, ataques estes, como vai se ver, nem sempre decentes, mas profundamente levianos e canalhas.
Na falta de um Franklin Martins para atacar a imprensa, vai prá briga alguém com aura de purificado, mas que não passa de mais um petista bestial.
Foi o que aconteceu hoje. O governo destacou o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, para ir à luta. E, vejam vocês, acusou a Prefeitura de São Paulo de ter vazado informações sigilosas contendo dados sobre o faturamento da empresa Projeto, do ministro Antonio Palloci.
Lembram quando disse que, o maior medo dos petistas era que fizessem com eles, o mesmo que eles sempre fizeram com os outros, até lembrando das informações do sigilo fiscal de Serra & Cia que foram parar nas mãos dos petistas da campanha de Dilma Rousseff, no ano passado?
Pois, então, Gilberto Carvalho achou por bem, ou foi orientado para tanto, de acusar a Prefeitura de São Paulo. Claro que as versões que a quadrilha reunida para impedir que se investigue qualquer coisa sobre o enriquecimento rápido do ministro Palloci, vai soltar inúmeras notas e “notícias” na tentativa de transformar a acusação em arma contra os adversários, na tentativa de silenciá-los.
E, muitas destas notas vão acabar batendo no muro que separa a verdade da mistificação. Precisamente este foi o caso. A acusação imbecil, leviana e cretina de Gilberto Carvalho, além de receber pronta resposta da Prefeitura, ainda deu margem para que se fizessem algumas ilações sobre o ocorrido com José Serra na campanha de 2010.
Primeiro, vamos a resposta da Prefeitura, que veio através de uma nota divulgado ao final do dia:
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"NOTA À IMPRENSA
Em relação às reportagens publicadas hoje na imprensa, nas quais o ministro da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho teria acusado a Prefeitura de São Paulo de vazamento de dados da empresa que possui como sócio o ministro Antonio Palocci, a Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo informa que todos os acessos ao ambiente da empresa Projeto no sistema da Nota Fiscal Eletrônica de Serviços, realizados no período de 1º de janeiro de 2010 a 17 de maio de 2011, foram realizados pela própria empresa ou por servidores da Secretaria de Finanças, de forma motivada para realização de procedimentos demandados pelo próprio contribuinte (retificação de lançamento e pagamento de tributo).
A Prefeitura de São Paulo não se recusa a prestar qualquer esclarecimento sobre o caso, porém, lamenta que tais declarações tenham sido feitas sem a correspondente comprovação dos fatos."
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Desfeita a falsa conspiração que se tentou criar, vejamos no que se pode deduzir das afirmações de Gilberto Carvalho, principalmente quando afirmou: “...O governo sabe de onde veio. Quando, no ano passado, se denunciavam questões do [relativas ao então candidato à Presidência] Serra, não se focou no conteúdo, só que havia um vazamento. E houve um vazamento agora na Prefeitura de São Paulo”.
Vamos ver se a gente consegue transformar este embrulho em algo com razoável lógica: se, de fato segundo Carvalho, a Prefeitura está por trás do vazamento dos dados sobre a empresa de Palocci e se o episódio de agora nos remete a alguns fatos da campanha quando informações do sigilo fiscal de Serra foi parar nas mãos de petistas, então Carvalho confessa que o governo federal coordenava a quebra ilegal do sigilo do Imposto de Renda de familiares do candidato tucano. Ou seja, Carvalho dá a entender que o suposto vazamento de agora, seria uma espécie vendeta pelo aconteceu na campanha de 2010. Se isto não for uma confissão, o que mais poderá ser?
Além disto, Carvalho tenta nos enrolar com a história de que o governo sabe de onde veio o suposto vazamento. Muito bem, só que a origem, e Carvalho sabe muito bem, parte de gente de seu próprio quintal.
E aguardem que, nos próximos dias e horas, novas “notas” serão espalhadas pela imprensa, com o objetivo de ocupar as pessoas em explicações sobre o que não fizeram, até um fato novo surgir no horizonte e nos fazer esquecer dos estranhos ganhos recebidos por Palloci, tanto na condição de deputado, quanto na condição de ministro nomeado para o governo Dilma. Sim, porque Palocci estava nomeado, ao faturar R$10 milhões.O ministro já estava nomeado para chefiar o chamado governo de transição, após a eleição presidencial, inclusive recebendo salários de R$ 11.179,00, quando sua empresa Projeto faturou R$ 10 milhões, nos últimos dois meses de 2010. A nomeação dos integrantes da equipe de transição foi publicada no Diário Oficial da União. A equipe recebeu verba de R$ 2,8 milhões, prevista em lei.
Claro que as empresas que foram beneficiadas pela “consultoria” prestadas por Palloci não irão se apresentar. Precisaremos de outro caseiro com moral suficiente para desmascarar Antonio Palloci mais uma vez. Como afirmei antes, o ministro até pode continuar no cargo, mas este fato o fez perder muito de sua autoridade.