Adelson Elias Vasconcellos
No texto abaixo, comentei sobre o texto tendencioso e discriminatório do jornalista Gilberto Diemenstein sobre evangélicos e gays. Ocorre que Diemenstein engrossa as fileiras da turma que, defendendo direitos de um grupo, ataca os direitos de outros grupos. Além disto, a mistura de religião com “opções” sexuais demonstra total estupidez e ignorância.
Mas há outro movimento, conduzido por uma turma não menos barulhenta que tentam impor um comportamento movidos pela mentira e mistificação. É a turma das drogas, maconha principalmente.sem o brilho que merecia, nenhum grande veículo de comunicação deu destaque ou sequer se preocupou em informar seus leitores.
A seguir o texto da Reuters. Retorno para comentar:
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Holanda pode classificar maconha concentrada como droga pesada
A Holanda, famosa por sua política liberal em relação às drogas, anunciou nesta sexta-feira que pode classificar algumas formas de maconha altamente concentrada como droga pesada, comparável à cocaína ou heroína, em função do risco de criação de dependência.
Com muitas "coffeeshops" vendendo maconha abertamente a fregueses, além do cultivo doméstico de plantas de maconha ser tolerado no país, a Holanda atrai atenção na discussão global sobre as políticas em relação às drogas leves.
Nos últimos três anos o país vem restringindo e desencorajando o consumo e venda de drogas leves, por razões de saúde e criminalidade, e agora quer limitar o turismo de drogas, especialmente nas cidades situadas perto das fronteiras.
O governo propôs a criação de "passes de maconha" especiais para impedir visitantes de usarem as coffeeshops e restringir o acesso de moradores no país a elas. Alguns analistas prevêem que a medida pode provocar uma queda no número de turistas e nos gastos deles no país.
Agora uma comissão holandesa concluiu que o haxixe e a maconha vendidos na Holanda têm teor de THC, a substância psicoativa principal, de cerca de 18% e informou à ministra da Saúde que uma concentração de THC superior a 15% coloca a droga em nível semelhante à heroína ou cocaína.
"Eu me preocupo há anos com a concentração de THC, especialmente quando é tão alta. Vamos analisar essa questão seriamente", disse à emissora pública NOS a ministra da Saúde, Edith Schippers.
"As consequências, em termos de geração de dependência, são muito mais fortes e graves. Está claro que este é um fator preocupante."
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COMENTO:
Ora vejam só, o país que era o berço da turma do fumacê, como que então, movido pelas evidências e até pela comprovação de pesquisas científicas, se vê na contingência de declarar a “inofensiva” maconha uma droga tão letal quanto a heroína e cocaína!
Dada a importância da discussão de descriminalização das drogas tomou forma no Brasil, por que esta notícia não teve maior divulgação e repercussão na mídia? Vá se saber quais interesses movem esta gente além de poderem se drogar de forma descontrolada?
Os números da criminalidade se já não deixavam dúvidas, assim como a comprovação cabal do dano que as drogas causam ao ser humano, fica claro que existe esta história de drogas leves ou pesadas. Droga é droga, e o seu prejuízo é igual, independente do tipo que o usuário resolva adotar para si.
Assim, a mistificação de que a Holanda adotara uma política liberal e o mundo não acabara, fica desmoralizada.
Vários foram os artigos que reproduzimos aqui sobre os danos que a maconha provoca. Se a cannabis tem lá suas propriedades terapêuticas como se tenta teorizar, que seu uso fique restrito ao uso terapêutico em ambientes controlados como o são os laboratórios da indústria farmacêutica. Liberar seu uso indiscriminado à população como seus defensores reclamam é condenar a população a sua degradação social. E isto é e está longe de ser moderno, de ser civilidade. A sociedade brasileira, apesar do duro golpe desferido pelos ministros do STF afrontando a Constituição e o Código Penal, não pode se deixar enredar pelo discurso canalha e asqueroso dos “iluminados” da maconha ou de qualquer outra droga ilícita. No país em que se espalham com maior insistência políticas antitabagismo, em que se pretende até proibir a publicidade de biscoito, não pode seguir um caminho inverso e contraditório de liberalização das drogas, sejam elas leves ou pesadas, porque, de resto, não existem nem leves nem pesadas, existem drogas, todas elas fatais ao organismo humano, e todas elas degradantes do ponto de vista social. Infelizmente, neste ponto, a sociedade brasileira sequer pode contar com o apoio da Justiça de seu país que, em nome da liberdade de expressão, liberou geral a apologia ao crime, muito embora tenha sido a mesma justiça que decretou censura a um órgão de imprensa de divulgar os crimes praticados por uma das cabeças coroadas da política nacional.
Voltem ao texto da Reuters: tudo o que se tem dito por parte dos que são contrários à liberalização das drogas no país, está lá plenamente justificado. Isto é, o dano irreversível que as drogas causam ao organismo humano e o aumento da criminalidade. Está na hora do país adotar uma postura séria e honesta em relação às drogas ilícitas, a de que não existem justificativas capazes de que se adote uma política de descriminalização e liberação. Foi preciso que a Holanda adota esta política para perceber o quanto ela é perniciosa aos indivíduos em particular, dado o grau de degradação física e social que as drogas provocam, e à sociedade pelo aumento da criminalidade que a liberação provoca. Os mitos que se contam precisam ser desmascarados, com a coragem de quem deseja um país melhor e mais justo. Para isso, a única “droga” que realmente importa é do estado de direito democrático e um povo educado com qualidade, única maneira de nos vacinarmos contra as ideologias e teorias vagabundas e mentirosas de quem não conseguem viver de maneira sóbria.
Mas há um dado que precisa também ser considerado nesta discussão: segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, as drogas ilegais são consumidas por 5% da população mundial. Ora, é possível tentar justificativa a descriminalização para tão pequena parcela, colocando em risco a saúde e a segurança dos restantes 95% da população mundial? Então por que a repressão não consegue conter o uso e o tráfico, o que é crime deixará de sê-lo apenas por conta da nossa incompetência? Da mesma forma, então, se poderia argumentar que o homicídio, que no Brasil vitima 50 mil pessoas por ano, deveria deixar de ser crime apenas porque nossa segurança pública não consegue impedir homicídios aconteçam? Ora, tenhamos juízo e bom senso numa hora dessas.
E já que falamos de drogas, um pouco de humor. Nota enviada desde Caracas informa:
Confirmado!!! Hugo Chavez se encuentra en Cuba en grave estado de salud por culpa de una bacteria. Invitamos a todos a orar por la vida y salud de la bacteria.