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Governo americano continua vigiando a relação de Chávez com o Irã
(Atta Kenare/AFP)
Encerrando sua visita de dois dias ao Irã,
Chávez disse que ele e Ahmadinejad assinaram
vários acordos de cooperação industrial
Os Estados Unidos continuam vigiando a Venezuela e não descartam sanções contra o governo de Hugo Chávez por sua relação com o Irã, informou nesta sexta-feira um alto funcionário do departamento de Estado americano.
"Nenhuma opção está fora da mesa e o departamento continuará estudando qualquer ação adicional que possa ser necessária no futuro", assinalou o diretor do escritório para a América Latina do departamento de Estado, Kevin Whitaker, durante uma audiência no Congresso.
"O Departamento pediu com ênfase à Venezuela que tome o caminho da cooperação e responsabilidade ao invés de continuar se isolando, e continuaremos fazendo isso", afirmou Whitaker. Ele ainda afirmou que Washington continua monitorando o país por “exemplos de apoio a atos de terrorismo internacional”.
“Em vez de cumprir obrigações internacionais, a Venezuela optou por ter relações próximas com o Irã e a Síria”, disse, também nesta sexta, o coordenador de antiterrorismo do departamento de Estado americano, Daniel Benjamin.
Sanções -
Em maio, os Estados Unidos impuseram sanções contra a companhia estatal de petróleo venezuelana, a PDVSA, como parte de um novo esforço contra os programas nucleares e bélicos de Irã, Síria e Coreia do Norte.
Como resposta, Caracas repudiou a medida. "É uma agressão do império ianque contra a Venezuela. Não é contra qualquer empresa petroleira, (PDVSA) é uma das maiores empresas de petróleo do mundo, e é contra um país que tem as primeiras reservas de petróleo comprovadas no planeta", disse Chávez em 7 de junho.
Já o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, classificou as sanções como uma “ação hostil”. Contudo, afirmou que é preciso avaliar o real efeito da medida antes de determinar o que seria uma represália apropriada.
(Com agência France-Presse)