domingo, fevereiro 26, 2012

É muita cara de pau: sobre controle de importações, Argentina pede que Brasil tenha paciência

Comentando a Notícia

Com informações da  AFP, lemos abaixo que a Argentina, com toda a cara de pau que alguém sem caráter pode ter, pediu que o Brasil tivesse "mais paciência" para com as retaliações comerciais que vem impondo ao comércio bilateral, criando barreiras de todo o gênero para evitar que os produtos brasileiros tenham acesso ao seu mercado. Em contrapartida, o Brasil tem se comportado, como tantas vezes já informamos e criticamos, como uma mocinha, cheia de recatos e timidez. Ou seja, enquanto a Argentina, por sua presidente Cristina Kirchner, chuta o nosso traseiro à  vontade, sem dó nem fastio, a exemplo do que já fez o índio de meia pataca da Bolívia, Evo Morales, o Brasil precisa ter paciência e não retaliar, como deveria ser o correto. Tenham dó!

Vejam no post anterior. A parceira Argentina, que arbitrariamente adota medidas que contrariam tudo o que preconiza o Mercosul, já provocou retração de cerca de R$ 300,0 milhões nas exportações brasileiras com as suas últimas imposições e caprichos. Qual é, hein? E ainda tem a cara de pau para, cinicamente, pedir que o Brasil tenha mais paciência com suas macaquices e molecagens!

 Que droga de governo brasileiro é este que não dispara um pio para o mau parceiro que age a revelia do mercado comum que mantém com o Brasil , e teima em adotar barreiras atrás de barreiras para dificultar a entrada de produtos brasileiros!!! 

Afinal, o governo Dilma governa com base em que interesses, os nossos ou os do resto do mundo, principalmente em favor de  maus parceiros comerciais como é o caso da Argentina, que nos últimos anos não soube respeitar minimamente a cooperação comercial que diz manter com o Brasil? É  por covardia,  é por incompetência, é por fraqueza, qual afinal o “fabuloso” empecilho que impede da presidente Dilma agir com mais energia contra esta esculhambação reincidente, com que o governo vizinho insiste em nos agredir? Já passou dos limites do razoável  a falta de uma reação por parte das autoridades brasileiras. Pergunto de novo, dona Dilma: é fraqueza ou covardia o que a impede de agir contra os entraves que a Argentina coloca, rotineiramente, contra nossas exportações? Que tal devolver-lhes o mesmo tratamento que nos dispensam? 

É preciso deixar claro aos moleques do governo argentino que o Brasil merece respeito e não é nenhuma pocilga para ser chutada de acordo com as conveniências políticas da senhora Kirchner. Não somos republiqueta de quinta categoria com quem se estabelece acordos comerciais e,  de forma unilateral e tresloucada, se manda às favas os tratados celebrados. Ou,  então, que se enterre de vez esta pantomima chamada Mercosul e que cada um siga seu próprio caminho. 

Dona Dilma, a senhora foi eleita para governar o Brasil e defender aquilo que é o interesse nacional, e não para bancar a ama-seca de uma presidente estrangeira que não consegue se comportar com a compostura que se exige de uma nação decente. Dê um basta, portanto, à irresponsabilidade da senhora Kirchner. Ponha em prática um pouco da dureza com que a senhora trata seus ministros!

Tenha coragem, senhora presidente, de devolver no mesmo tom o tratamento que a Argentina tem dispensado ao Brasil quando o assunto é comércio bilateral. Acredite, eles precisam muito mais do Brasil do que nós precisamos deles. Então, imponha-se e ponha um ponto final nos constrangimentos, desmandos  e humilhações que a Argentina vem nos causando. Deixe de acovardar-se. E deixe de irritar tanto ao povo honesto deste país, que trabalha, que paga impostos e que, por ações de um governo que só pensa em se manter no poder, esquecendo-se de suas missões principais, aceita passivamente que estes trabalhadores, empresários ou não, sejam esbulhados por governantes vizinhos irresponsáveis e incapazes de conduzir com dignidade o destino de seus povos. Dona Dilma, pense mais no Brasil e menos em relações públicas internacionais com gente que não presta.  

Abaixo, o texto da AFP.
*****
A Argentina pediu nesta quinta-feira aos industriais brasileiros que tenham "um pouco de paciência" para avaliar medidas de controle às importações implementadas nesta quarta-feira pelo governo da presidente Cristina Kirchner, questionadas por seus parceiros do Mercosul.

"Recebemos a informação dos funcionários argentinos de que não haverá prejuízos, e sim soluções equilibradas, graduais. Pediram que tivéssemos um pouco de paciência e para não nos precipitarmos", disse o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, após uma reunião em Buenos Aires com os ministros argentinos da Economia, Hernán Lorenzino, e da Indústria, Débora Giorgi.

Os importadores deverão apresentar a partir da quarta-feira que vem uma declaração juramentada com detalhes de suas compras e as autoridades levarão 72h para autorizar as operações, após a fiscalização dos organismos envolvidos no comércio exterior, embora o prazo possa se estender por dez dias.

A Fiesp calcula que aproximadamente 80% das exportações brasileiras para a Argentina poderão ser afetadas, o que afeta um universo de 5.500 importadores argentinos.

Além do Brasil, principal parceiro comercial da Argentina, os outros sócios do Mercosul, Paraguai e Uruguai, expressaram suas críticas às medidas de Buenos Aires, que se somam a outras de caráter protecionista, cuja intenção é acumular divisas, em um âmbito de crise financeira internacional.

"A reunião (com os ministros) foi muito positiva na busca de um entendimento cada vez maior entre os dois países, para que as vendas brasileiras para a Argentina não sejam reduzidas e as vendas argentinas ao Brasil aumentem", acrescentou Skaf.

A balança comercial da Argentina com o Brasil teve um déficit em 2011 de 4,242 bilhões de dólares, com aumento de 20% do saldo negativo com relação a 2010, segundo dados oficiais da Argentina.

Em 2011, a Argentina importou do Brasil US$ 21,944 bilhões de dólares (+22%) e exportou ao vizinho US$ 17,702 bilhões (+23%).