domingo, fevereiro 26, 2012

Homem que rasgou notas do Carnaval deixa cadeia

Cida Alves, Veja online

Tiago Faria, da Império de Casa Verde, foi libertado da Penitenciária de Tremembé após pagamento de fiança de R$ 12,4 mil. Cauê Santos Ferreira também foi solto

(José Patrício/AE)
Tiago Faria é liberado do Presídio de Tremembé após pagamento de fiança

Tiago Faria, o homem que iniciou o tumulto na apuração do resultado do Carnaval de São Paulo, deixou às 15h25 a penitenciária de Tremembé, no interior do estado. Faria foi preso em flagrante na terça-feira após invadir o espaço reservado à leitura das notas das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, arrancar as notas da mão do locutor, rasga-las e tentar fugir com os papeis.  

A soltura foi confirmada há pouco pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). De acordo Eduardo Moraes, o advogado de Faria, o acusado está muito assustado com a repercussão do caso e vai direto para sua casa em São Paulo, onde quer descansar ao lado da família. O homem, integrante da escola Império de Casa Verde, foi indiciado pela polícia por supressão de documentos e danos ao patrimônio público.  

Cauê Ferreira, da Gaviões da Fiel, que foi preso na mesma situação que Faria, também foi solto nesta sexta. Ele também conseguiu um alvará de soltura após pedido de seu advogado, Davi Gebara, ao Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo). Segundo Gebara, a fiança – fixada em 12.400 reais foi paga na manhã desta sexta-feira pela Gaviões. O mesmo valor foi pago pela mulher de Tiago Faria, na tarde de quinta-feira. 

Investigação - 
O delegado responsável pela investigação do episódio, Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, indiciou na quinta-feira o diretor de carnaval da Camisa Verde e Branco, Alexandre Salomão, por supressão de documentos e danos ao patrimônio público. Salomão aparece em fotos e filmagens rasgando envelopes que estavam sobre a mesa dos jurados durante a confusão. 

Nesta sexta, Nico Gonçalves, ouvirá outras três pessoas envolvidas no caso. Pouco antes das 14 horas chegaram à unidade o vice-presidente da Gaviões, Wagner da Costa e o presidentes da Pérola Negra, Edílson Carlos Casal. Será ouvida nesta sexta ainda a presidente da Tom Maior, Luciana Silva.  

Na segunda-feira, a polícia ouve os presidentes da Rosas de Ouro, Angelina Basilio; da Liga das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira; da Vai-Vai, Darly Silva; e os diretores da Vai-Vai Renato Maluf e Caio de Souza Santos. 

Marcos Bezerra/Futura Press/AE
Tiago Faria, da Império de Casa Verde, rasga papéis onde estavam as notas

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A informação a seguir, que espero, sinceramente, acabe não se confirmando, foi publicada na página do Cláudio Humberto. Porém, dado o passado de lavanderia de reputações dos amigos e companheiros  que tão bem  caracteriza o PT, esta canalhice é bem possível de acontecer. Ou seja, além de quererem aparelhar o carnaval transformando o lazer popular em palanque político-ideológico, esta corja ainda tenta impor sua cultura de impunidade a toda à sociedade. Sem contar que a baderna que ajudaram a promover só serve para transformar o Carnaval em uma palhaçada particular para si mesmos. Cambada de crápulas!!!  
Segue o texto do Cláudio Humberto.

 Lulistas armam esquema para blindar Gaviões
Um delegado ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-presidente Lula assumiu a coordenação das “investigações” do ato de banditismo de dirigentes de escolas de samba de São Paulo. O delegado Mauro Marcelo, ex-diretor-geral da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Lula, aprecia a tese de que o roubo de votos foi orquestrado por meia dúzia de escolas. O objetivo seria dificultar a punição dos envolvidos: afinal, ficaria muito complicado punir seis escolas e a Liga.

O número maior de escolas acusadas inviabilizaria o rebaixamento da Casa Verde e Gaviões da Fiel, que de fato estariam por trás do crime.

Assim como os bandidos tentaram “melar” a apuração, a ideia dos lulistas, segredada a esta coluna, é “melar” a punição dos Gaviões.

Na blindagem, primeiro alega-se é que “é preciso aguardar a conclusão do inquérito”; depois, “aguardar a sentença transitada em julgado”.

O delegado Mauro Marcelo poderia aproveitar e investigar suspeitas de suposto envolvimento de membros da Gaviões da Fiel com o PCC.