Adelson Elias Vasconcellos
QILAI SHEN / BLOOMBERG
Chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano do Nordeste
Por incrível que pareça mas, finalmente, o Brasil se tornou um importante exportador mundial de jumentos. É verdade. Em reportagem do jornal O Globo, desta quarta-feira, 07, informa-se que enviaremos uma leva para a China.Há cerca de um mês, um acordo entre os dois países liberou o intercâmbio de asnos — também conhecidos como burros e jumentos, largamente utilizados na indústria de alimentos e na de cosméticos no país asiático.
Os chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano do Nordeste. Além de movimentar a economia local, a iniciativa vai resolver o problema de excesso de oferta de jegues na região. Com as facilidades de financiamento, houve grande crescimento do uso de motos para transporte e os jegues estão perdendo espaço.
Em junho do ano passado, um grupo de empresários chineses conversou, da Bahia ao Rio Grande do Norte, com fazendeiros e políticos. Aos políticos locais, o grupo propôs um programa de garantia de compra a preços de mercado, envolvendo até linhas de crédito, por meio de um sistema batizado de Projegue. Mas o projeto ainda não deslanchou.
A China abate 1,5 milhão de burros ao ano, criados no país, na Índia e na Zâmbia. O processo envolve tecnologia de ponta, com melhoria genética, cuidados na produção de alimentos específicos e assistência técnica.
Agora, com a importação dos jumentos brasileiros, a China resolve dois problemas. O deles e o nosso. O deles é a escassez de jumentos por lá, o nosso, o problema é de excesso. Aliás o jumento é o único produto que contraria a lei da oferta e da procura, mas esta jabuticaba é exclusividade verde-amarela. Aqui, quanto mais jumentos são lançados no mercado, após cada eleição – por coincidência é neste período que eles se reproduzem com incrível facilidade - mais seu preço tende a subir. No governo federal, se diz, abriram 25 mil vagas para jumentos. Todos os candidatos foram admitidos, sem nem precisar de testes de DNA, sem requisitos como pedigree ou filiação partidária, nem tampouco especialização em sua área de atuação. O governo petista criou inúmeros programas que serão desenvolvidos pela CUT e demais centrais, financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, para especialização e treinamento de mão obra, onde se prometem qualificar os jumentos admitidos para servirem à pátria de modo altaneiro.
E foi por conta desta maneira em qualificar a vida pública nacional, que a prática chamou a atenção de chineses que veem no jumento um modo econômico de poderem conter os protestos de liberdade em seu país, sem precisar assim de tribunais de exceção e execução em praça pública, tão criticados pelas entidades de direitos humanos.
E, a continuar , por aqui, esta caça às bruxas do conhecimento, da racionalidade, do bom senso e da até do estado de direito democrático onde a Carta Magna deixou de ser magna, logo o Brasil deixará de ser taxado, pejorativamente, de país bananeiro, para se tornar em pátria dos jumentos. Agora é a era da barbárie civilizada, onde o berreiro e bate bumbo mais barulhento guiam nossos juízes, a lei se tornou apenas mera retórica. Melhor, não se gasta mais papel, com que os ambientalistas estão até agora comemorando. Dizem que a ideia foi de Marina, mas há controvérsias.
No país em que inventaram um Machado de Assis branco em propaganda de estatal, em que se quis proibir Monteiro Lobato, onde se censura até dicionário, onde Jesus acaba de ser condenado uma segunda vez, vinte séculos depois da primeira vez, não é de estranhar que este país se torne o maior produtor e exportador mundial de jumentos, produto beleza, safra especial, não tem prá ninguém. Podem valorizar o real o quanto quiserem, pode o governo petista aumentar o custo Brasil às alturas, contra nossos jumentos não tem competição. Ninguém os fabrica com tanto esmero, com tamanha qualidade de detalhes, com imensa criatividade que nem o maior gênio inovador será capaz de superar em precisão ao jumento nacional, made in Brazil legítimo.
E nossos jumentos tipo exportação tem uma grande vantagem: são produtos ecologicamente corretos, só comem capim, não derrubam florestas, não poluem rios. Talvez acabem se tornando mascotes de tantas entidades não governamentais que no Brasil só vivem de dinheiro governamental, caso único no mundo. Se a gente ouvir e ler os discursos desta gente bacana que prega o fim da agropecuária, jumento e ambientalista tem tudo a ver. Então por que eles não podem se tornar mascotes deste movimento assim tão animal, não é mesmo?
Mas nossos jumentos, é bem provável, sofrerão um certo problema de adaptação. Não por conta do idioma, que nisto todos os jumentos se entendem perfeitamente. Mas é que na China eles querem o jumento para serem usados em larga escala na indústria de alimentos e na de cosméticos no país asiático. Ocorre que os jumentos por aqui são usados muito mais na política. Daí porque o MST promete ocupar fazendas produtivas para implementar, com orientação do INCRA, centros de readaptação e reciclagem, o que permitirá que os lotes de jumentos exportados acabem se tornando nosso principal produto de exportação.
E dizer que foi preciso que o PT e as esquerdas chegassem ao poder para o Brasil descobrir sua maior vocação!!!
