domingo, outubro 21, 2012

Governo avalia 'permanentemente' reajuste dos combustíveis


Glauber Gonçalves
 Agência Estado

Secretário do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, reconhece que há defasagem ante os preços internacionais

RIO - O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, disse nesta sexta-feira que o governo está constantemente avaliando o reajuste do preço dos combustíveis. "Permanentemente há uma avaliação", disse Almeida, reconhecendo que há defasagem ante os preços internacionais. Ele destacou que essa é uma decisão que deve ser tomada conjuntamente pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega e a presidente Dilma Rousseff.

Ao ser questionado sobre os eventuais cortes de investimentos que a Petrobrás estuda fazer, caso não haja reajuste dos combustíveis, o secretário disse não acreditar que a estatal recorrerá a tal medida. "Se a Petrobrás produzir petróleo em grande quantidade, ela terá dinheiro para fazer seus investimentos (...) Não acredito que ela terá dificuldade em atender o plano de investimento. Evidente que vai ter que fazer algumas engenharias, mas a turma que está lá é muito competente e vai saber fazer", disse. Ele afirmou que também está em estudo no âmbito do ministério o aumento do porcentual de álcool na gasolina e informou que o ideal é que a decisão saia antes da próxima safra da cana, que começa em abril, mas evitou definir uma data.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Esta tal “avaliação permanente” deve estar olhando para o lado errado. Além da desvalorização também permanente das ações da estatal, é permanente também a perda de sua capacidade de investir, não apenas na prospecção de novos poços, mas também na sua capacidade de refino, tanto é assim que muitos projetos de “novas refinarias” foram simplesmente adiados. 

A consequência danosa para este tipo de “avaliação permanente” é a falta de combustíveis em postos no Centro-Oeste, Amapá e Rio Grande do Sul. E não venham culpar o mau tempo por conta disto...Porque, neste caso, já não se trata mais de "avaliação" e sim de má política.