quinta-feira, maio 23, 2013

Câmara aprova nova regra para licitação de obra em aeroporto


Exame.com
Iolando Lourenço, Agência Brasil

A MP será agora encaminhada à apreciação do Senado, onde precisará ser votada até o dia 3 de junho, para não perder a validade

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados 
Plenário da Câmara dos Deputados durante votação desta terça-feira

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou hoje (21) a Medida Provisória (MP) 600, que dispõe sobre o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste e constitui fonte adicional de recursos para ampliação de limites operacionais da Caixa .

A MP será agora encaminhada à apreciação do Senado, onde precisará ser votada até o dia 3 de junho, para não perder a validade.

A medida também permite o uso de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para a reforma de aeroportos públicos, com uso das regras do Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

O texto estabelece, ainda, que a critério da Secretaria de Aviação Civil (SAC), a execução das obras poderá ser direta por meio de recursos do Banco do Brasil ou de suas subsidiárias.

Os deputados aprovaram o relatório da comissão mista do Congresso que a analisou a MP. De acordo com o relator da proposta na comissão, deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), o uso do RDC vai tornar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mais competitiva na execução das obras nos aeroportos.

“Temos um programa para 270 aeroportos regionais, para que a população não fique a menos de 100 quilômetros de um aeroporto”, disse.

O destaque que pretendia excluir do texto a possibilidade de uso do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras em aeroportos regionais foi um dos rejeitados pelos deputados.

Também foram rejeitados todos os destaques que pretendiam modificar o texto da MP.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Aquilo que era para servir apenas para obras nas cidades que servirão de sub sedes para a Copa do Mundo, o tal de Regime Diferenciado de Contratação, e que por isso deveria ser provisório, aos poucos vai se tornando definitivo em todas as obras públicas. Neste ponto, a lei de licitações está se tornando mera peça de ficção e, claro, as possibilidades de desvios de todo o gênero, vão se ampliando ao infinito.  Estamos institucionalizando a ladroeira.