quinta-feira, maio 23, 2013

OSX demite mais de 300 funcionários em reestruturação


Exame.com
Stefânia Akel, Estadão Conteúdo

A companhia decidiu desacelerar a construção de seu estaleiro no porto de Açu e só seguirá adiante com a obra se houver novas encomendas

Divulgação 
Além isso, Eike Batista afirmou que vai injetar US$ 120 milhões na empresa,
dos US$ 500 milhões que ele prometeu investir se necessário

São Paulo - A OSX Brasil (OSXB3), controlada por Eike Batista, demitiu mais de 300 funcionários como parte de um plano de reestruturação mais amplo para reduzir gastos e focar nas principais encomendas.

A companhia decidiu desacelerar a construção de seu estaleiro no porto de Açu e só seguirá adiante com a obra se houver novas encomendas. Em um comunicado, a OSX informou que tem cerca de 260 funcionários trabalhando no local, de 575 no fim de março.

Além isso, Eike Batista afirmou que vai injetar US$ 120 milhões na empresa, dos US$ 500 milhões que ele prometeu investir se necessário.

Grande parte dos planos originais da OSX eram baseados nas expectativas de que a OGX Petróleo e Gás precisaria de 48 plataformas de petróleo até 2020. Mas a OGX tem sofrido uma série de problemas e analistas afirmam que é improvável que a encomenda total seja necessária.

Em uma conferência com analistas na semana passada, Carlos Bellot, diretor presidente da OSX, disse que quase 50% do trabalho no estaleiro de Açu já está feito. A empresa investiu R$ 540,2 milhões no primeiro trimestre, principalmente para a construção do estaleiro.

As medidas tomadas agora pela OSX vão ajudar a companhia a sair de uma "armadilha", segundo analistas do Credit Suisse. Eles afirmaram que os investidores vêm vendendo ações devido à preocupação de que a empresa está gastando muito com construção antes de ter encomendas suficientes. O Credit Suisse frisou que a OSX pode recuperar parte de seu valor perdido. As ações da empresa caíram 77% nos últimos 12 meses e estão atualmente cotadas a R$ 3,18, em linha com os declínios de outras start-ups do grupo de Eike Batista.

O banco afirmou ainda que os preços atuais refletem uma liquidação simples da OSX, mas que há espaço para uma recuperação, com os preços das ações podendo chegar a R$ 8,40. O Credit Suisse alertou, no entanto, que isso só será possível se a OSX detalhar seus planos de gastos a partir de agora e se continuar a receber empréstimos baratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal para financiar seus investimentos.

 As informações são da Dow Jones.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA: 
Interessante certas posições que assumem nossos governantes. Em 2008/9, no olho do furacão da crise financeira internacional, algumas companhias brasileiras, preventivamente, em razão até da economia mundial, dispensaram centenas de empregados. O governo federal estrilou, e exigiu que as empresas financiadas com dinheiro público, o tal Bolsa BNDES, se comprometessem em não dispensar ninguém. 

Agora, que não vivemos crise nenhuma, a não ser a incompetência federal, o grupo econômico do senhor Eike, brindado com muitos bilhões do BNDES, entra semana, sai semana, aparece na imprensa dispensando pessoal. E o governo Dilma? Nem um pio, e ainda trata de arrumar “jeitos” de salvar o megaempresário de uma bancarrota! 

Estivesse na oposição, o PT estaria berrando de forma alucinada contra Eike e o governo bondoso que “financia” um empresário entalado. 

Como afirmei aqui há alguns dias, o PT se tornou o principal aríete dos empresários obsequiosos em ganhar a proteção do Estado e, em troca, abastecer as arcas do partido. A isso eles chamam de política econômica! Arre!!!!