Produto pretende atrair pequenos investidores ao oferecer proteção contra eventuais perdas
Investir em ações ficou menos arriscado e mais acessível desde o início do mês, com o lançamento do POP - Proteção do Investimento com Participação. Organizado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ele permite obter uma rentabilidade atrativa sobre o dinheiro aplicado ao mesmo tempo em que diminui as perdas eventuais por meio de uma proteção. O interessado no negócio precisa, em média, de R$ 4 mil, mas existe a possibilidade de um grupo de investidores comprarem um mesmo pacote de ações por meio do POP e, dessa forma, reduzir o valor desembolsado.
Investir em ações ficou menos arriscado e mais acessível desde o início do mês, com o lançamento do POP - Proteção do Investimento com Participação. Organizado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ele permite obter uma rentabilidade atrativa sobre o dinheiro aplicado ao mesmo tempo em que diminui as perdas eventuais por meio de uma proteção. O interessado no negócio precisa, em média, de R$ 4 mil, mas existe a possibilidade de um grupo de investidores comprarem um mesmo pacote de ações por meio do POP e, dessa forma, reduzir o valor desembolsado.
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Na prática, a intenção é atrair investidores que enxergam nas cadernetas de poupança a aplicação mais segura do mercado. “É um produto para o iniciante, preocupado em não perder dinheiro e que deseja fazer uma proteção desse investimento”, afirma Ricardo Nogueira, superintendente de operações da Bovespa. A segurança na operação deve-se ao fato de que nenhuma ação é vendida isoladamente. O POP é uma espécie de pacote, que deve ser resgatado em uma data estipulada previamente, em que os papéis estão protegidos por opções de compra e venda. Ou seja: se a ação valorizar muito, essa opção de compra permite a dedução - pela Bovespa - de uma porcentagem do lucro, uma espécie de pagamento pela segurança oferecida. Em contrapartida, se o valor da ação cair demais, o investidor não perderá tanto, pois a opção de venda assegura um valor mínimo para o negócio.
Na prática, a intenção é atrair investidores que enxergam nas cadernetas de poupança a aplicação mais segura do mercado. “É um produto para o iniciante, preocupado em não perder dinheiro e que deseja fazer uma proteção desse investimento”, afirma Ricardo Nogueira, superintendente de operações da Bovespa. A segurança na operação deve-se ao fato de que nenhuma ação é vendida isoladamente. O POP é uma espécie de pacote, que deve ser resgatado em uma data estipulada previamente, em que os papéis estão protegidos por opções de compra e venda. Ou seja: se a ação valorizar muito, essa opção de compra permite a dedução - pela Bovespa - de uma porcentagem do lucro, uma espécie de pagamento pela segurança oferecida. Em contrapartida, se o valor da ação cair demais, o investidor não perderá tanto, pois a opção de venda assegura um valor mínimo para o negócio.
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Marcelo Taquara, operador da corretora SWL, diz que o POP deve ganhar mais adeptos ao longo dos meses, quando suas regras forem mais conhecidas. “Ainda há muitas dúvidas, os investidores nos procuram com muitas questões.”
Marcelo Taquara, operador da corretora SWL, diz que o POP deve ganhar mais adeptos ao longo dos meses, quando suas regras forem mais conhecidas. “Ainda há muitas dúvidas, os investidores nos procuram com muitas questões.”
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Regras
Regras
Uma das maneiras mais simples de começar o investimento é constituir um clube de investimento, integrado apenas por pessoas físicas e que opera na bolsa com o auxílio de uma corretora. O número mínimo de integrantes de um clube são três pessoas, que dividem o valor necessário para a compra de um lote de POPs, cujo volume mínimo é de cem unidades. “O investimento inicial gira em torno de R$ 4 mil”, explica Nogueira.
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Um clube tem o direito de fazer qualquer tipo de transação na Bolsa. “O estatuto do clube de investimento define que tipo de operações serão permitidas. Se os integrantes só quiserem investir em POP, é possível. Mas precisa estar atento para comprar com o menor preço possível”, avalia Agostinho Renoldi Júnior, diretor da Corretora Gradual.
Um clube tem o direito de fazer qualquer tipo de transação na Bolsa. “O estatuto do clube de investimento define que tipo de operações serão permitidas. Se os integrantes só quiserem investir em POP, é possível. Mas precisa estar atento para comprar com o menor preço possível”, avalia Agostinho Renoldi Júnior, diretor da Corretora Gradual.
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A Petrobrás PN, Vale do Rio Doce PNA, Bradesco PN, Usiminas PNA, Telemar PN, Itaubanco PN, Siderúrgica Nacional ON e o Certificado de PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) são ações negociadas por meio do POP. O prazo de resgate é de seis ou doze meses, mas é possível negociar os papéis ao preço do dia antes disso, sem a proteção. Quem fizer isso, fica com a rentabilidade daquele dia, mas pode comprar outro POP com vencimento maior.
A Petrobrás PN, Vale do Rio Doce PNA, Bradesco PN, Usiminas PNA, Telemar PN, Itaubanco PN, Siderúrgica Nacional ON e o Certificado de PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa) são ações negociadas por meio do POP. O prazo de resgate é de seis ou doze meses, mas é possível negociar os papéis ao preço do dia antes disso, sem a proteção. Quem fizer isso, fica com a rentabilidade daquele dia, mas pode comprar outro POP com vencimento maior.