terça-feira, fevereiro 20, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Lula faz Brasil pagar mais caro por gás boliviano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociou, e quem saiu perdendo foi o Brasil. O acordo celebrado com a Bolívia é muito mais vantajoso para os cofres do país de Evo Morales. A partir do dia 15 de março, a Petrobras passará a pagar para aos bolivianos não só pelo gás natural que importa, mas também pelos subprodutos que vêm misturados.
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Hoje, o gás enviado pela Bolívia é rico também em GLP (mistura de metano e butano), etano e gasolina natural. Essas commodities têm valor alto no mercado internacional e, agora, serão pagas em separado pela cotação internacional.
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Segundo o ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Carlos Villegas, a adição contratual pode render cerca de US$ 100 milhões ao ano para o país.

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A palavra é ...

Sérgio Rodrigues, NoMínimo

Cadê
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Cadê? Ou seja, que é de – que muita gente diz “quede” –, o que foi feito de, onde está? Cadê o sábio que ainda trata essa palavra como uma contração brasileira popular, informal e rude, embora um “que é de” que vira “cadê” não esconda na pronúncia o bigodão sujo de bacalhau? Quede esse erudito que se agarra às raízes lusas para não ser arrastado pelo sudoeste que despenteia o idioma do lado de baixo do Equador? Alguém sabe, alguém viu? E cadê a cadelinha (língua de fora) com cadência nas cadeiras que fez caducar essa cadeia? Cadê ela?

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Novo tratado
Alerta Total
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Brasil e EUA vão reformular o acordo bilateral que mantêm para pedidos de extradição.A decisão de mudar os termos do documento, firmado em 1961 e considerado obsoleto, foi tomada ontem, em Brasília, durante reunião entre o ministro da Justiça do Brasil, Márcio Thomaz Bastos, e seu equivalente americano, o secretário da Justiça, Alberto Gonzáles.
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O acordo em vigor prevê a possibilidade de extradição dos EUA para o Brasil e vice-versa de pessoas que praticarem 32 tipos de crimes, entre os quais homicídio doloso, seqüestro, pirataria e até bigamia.
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Mas não contempla crimes que se intensificaram a partir dos anos 90, como lavagem de dinheiro e terrorismo.

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Impunidade crônica
Editorial da Folha de S. Paulo
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O primeiro escândalo do governo Lula completou ontem três anos sem punição. Em fevereiro de 2004 a revista "Época" revelou trechos de um vídeo em que Waldomiro Diniz -então subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil- cobrava propina do agenciador de casas de jogo Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

A divulgação do flagrante deu origem a dois inquéritos. Um, no âmbito da Justiça fluminense, investiga a atuação de Diniz na Loterj (Loteria Estadual do Rio). A fita, apesar de divulgada somente em 2004, foi gravada em 2002, ano em que Diniz ainda presidia a autarquia no governo de Benedita da Silva (PT).
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O outro inquérito, em nível federal, investiga se houve tráfico de influência, da parte do então assessor da Casa Civil, para a renovação de um contrato de loterias com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 650 milhões, em benefício da empresa GTech.
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Nos dois casos, não houve até agora nenhuma condenação.
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É difícil haver prova mais contundente de corrupção do que o vídeo em que Diniz aparece negociando com Cachoeira -outra tão incisiva, as imagens de um diretor dos Correios embolsando dinheiro, também foi produzida numa gestão petista. Apesar da virulência da prova, três anos se passaram sem que a Justiça tenha dado satisfação à sociedade.
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Trata-se de um exemplo particularmente catastrófico de impunidade. O contraste entre a clareza da prova e a ausência de pena ajuda a perenizar na política o espírito da anistia, do qual agora tenta nutrir-se o chefe cassado de Waldomiro Diniz.

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O PAC passa bem
Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo

O governo anuncia um corte no orçamento de 16,4 bilhões de reais, mas tranqüiliza a população: o PAC não será afetado.

Que alívio. Seria desesperador imaginar que a nova medida possa representar algum tipo de risco ao PAC.

Com o corte, as verbas para infra-estrutura, por exemplo, cairão em 6 bilhões de reais. Uma tesourada de 30% no setor que, segundo o PAC, deveria puxar a aceleração do crescimento. Mas o governo garante: o PAC está intacto.

Os recursos para a indústria, agricultura, turismo e comércio cairão quase pela metade. Mas o PAC continua sem nenhum arranhão.

Essa sensação de segurança é muito importante. Se um dia o Brasil afundar, é confortante saber que, apesar de tudo, estará tudo bem com o PAC.

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Mais sindicalista do que presidente. Está tudo dito
Reinaldo Azevedo

“Antes de sermos presidentes da República, tu, lá na Bolívia, e eu, aqui no Brasil, ambos éramos sindicalistas. E não podemos deixar que essa relação maior seja prejudicada porque hoje somos presidentes da República”. É Lula ao anunciar o aumento de 250% no preço do gás boliviano que abastece a usina termelétrica de Cuiabá. Lula não poderia ser mais claro. A sua condição de sindicalista é, a seu juízo, maior e mais importante do que a de presidente da República.

E o diabo que este não apenas tornou-se o pensamento dominante no país: está virando uma filosofia de vida. Repulsivo ? Mais que isso, deprimente ! Por mais que me doa, sou forçado a reconhecer: o Brasil transformou-se numa sociedade decadente.

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Evo, afano e chantagem
Cláudio Humberto
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O presidente boliviano Evo Morales, que passou a mão em investimentos e bens do Brasil, recolheu em Brasília R$ 20 milhões doados a seu governo. Achou pouco e até fez chantagem, ameaçando cancelar a viagem. O presidente Lula disse a dois senadores que já está “de saco cheio”, mas “não sou eu quem vai derrubar o índio”. No Itamaraty, diplomatas da área só se referem a Morales como “aquele filho da p(*)”.

Porém, Lula tinha tanta pressa em dar R$ 20 milhões do nosso suado dinheirinho ao cocaleiro Evo Morales que até editou medida provisória liberando a grana.