Sebastião Nery, Tribuna da Imprensa
Ramiro Berbert de Castro, o doutor Ramirinho, candidato a deputado pelo PSD da Bahia, ia passando pela praia do Norte, em Ilhéus, com o vereador Raimundo Sá Barreto, quando viu uma casa comercial:
- De quem é aquela casa?
- Do Wladimir, irmão do Otoni.
Ramirinho foi lá, entrou:
- Wladimir, você é meu parente. Você é irmão do Otoni. Otoni tem um filho casado com a filha do Raimundinho Muniz de Aragão (depois ministro da Educação do governo Castelo Branco). E Raimundinho é casado com uma prima de minha mulher, a Britinha. Você é meu parente. Quero seu voto.Ganhou o voto genealógico. E quando saiu disse a Sá Barreto:
- Este é o meu partido. E é só meu, porque conheço todos os seus membros, um a um. É um partido escondido, clandestino. Só eu conheço.
Copom
O Brasil tem um partido escondido, clandestino: o Copom, o do Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Ninguém conhece todos os seus membros. Só o Meirelles. São gordinhos, bem nutridos, enxundiosos. Vivem escondidos e só falam com seus patrões, lá de fora.
Se reúnem uma vez por mês (agora, cada mês e meio). Fingem que decidem alguma coisa e depois o porta-voz, Meirelles, anuncia como se fosse uma decisão deles, mas na verdade a decisão já veio tomada lá de fora.
Agem como os outros partidos ou grupos terroristas do mundo inteiro. O ETA da Espanha, por exemplo. Ninguém conhece seu presidente, os chefes, os líderes. Só o porta-voz aparece. Só ele fala por todos. Soltam sua bomba mensal de juros arrasadores em cima do País e o porta-voz Meirelles, meigo, mimoso e melífluo, vai logo lá para fora prestar contas aos donos do partido.
E o cúmplice Lula dizendo que o Copom vai fazer o que ele quer.
Palhaçada
Agora mesmo, o Ilimar Franco descobriu, em papéis oficiais da Presidência da República, e publicou no "Globo", a prova indesmentível de que a taxa oficial de juros, a Selic, é sempre decidida, comunicada e imposta pelo FMI e pelo Banco Mundial, ao Banco Central e ao Copom, muito antes de o BC e o Copom se reunirem para fingirem que decidem e fixam:
"Na página 35 do material distribuído pela Presidência da República, no lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), está escrito que a taxa Selic, que era de 13,25% em dezembro de 2006, cairá (sic) para 12,2% em 2007, 11,4% em 2008, 10,5% em 2009 e 10,1% em 2010" ("O Globo").
Portando, as reuniões mensais (agora, de 45 em 45 dias) do Copom "para fixarem a nova taxa Selic", como dizem o governo, o Banco Central e o Copom, são uma grossa farsa, uma fraude, para enganarem a Nação.
Já está tudo decidido pelo FMI: em dezembro de 2006 a taxa Selic era 13,25%, em 2007 irá "caindo" a conta-gotas para chegar a 12,2% em dezembro de 2007, 11,4% em 2008, 10,5% em 2009, 10,1% em 2010. Uma palhaçada.
Ombudsman
O CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getulio Vargas, é o mais completo e respeitado instituto de estudos da história nacional a partir de 1930. Cresce, por isso mesmo, sua responsabilidade, quando publica estudos pela Editora FGV.Pela Editora FGV, saiu "João Goulart entre a memória e a História", coletânea de estudos de pesquisadores e professores do CPDOC, UFRJ, Uerj, UFF, UFMG, coordenada pela historiadora Marieta de Morais Moreira.
Embora modesto, o livro é um trabalho muito importante, até porque início de estudos mais densos que certamente virão, a partir dos arquivos de João Goulart, do saudoso jornalista Raul Riff, seu assessor de imprensa, e do bravo José Gomes Talarico, também amigo de Jango, doados ao CPDOC.
Ombudsman (2)
Na próxima edição, é preciso corrigr um engano logo na página 14, uma nota exatamente no texto da coordenadora Marieta de Moraes Ferreira:
"Em março de 1964, os marinheiros se rebelaram contra as punições e castigos praticados na Marinha. A posição de Jango causou a insatisfação dos militares, sobretudo após a demissão (sic) do ministro Paulo Mario da Cunha Rodrigues (sic), que havia ordenado a prisão dos marinheiros rebelados".
Errado. Basta ver no "Dicionário Histórico-Biográfico" da própria FGV: "A determinação do presidente João Goulart em atender às reivindicações dos marinheiros deu origem a uma crise na Marinha, que culminou com a exoneração do ministro Silvio Mota, substituído no dia 27 de março pelo almirante Paulo Mario da Cunha Rodrigues, nome proposto pelos marinheiros. No mesmo dia, foi determinada a libertação dos amotinados. No dia 4 de abril, Cunha Rodrigues era exonerado do Ministério da Marinha e em junho desligado definitivamente do serviço ativo da Marinha"".
Na manhã de 1º de abril, as tropas do general Mourão já no Rio, alguns deputados e líderes estudantis fomos a ele, na Marinha, perguntar o que fazer:
Ramiro Berbert de Castro, o doutor Ramirinho, candidato a deputado pelo PSD da Bahia, ia passando pela praia do Norte, em Ilhéus, com o vereador Raimundo Sá Barreto, quando viu uma casa comercial:
- De quem é aquela casa?
- Do Wladimir, irmão do Otoni.
Ramirinho foi lá, entrou:
- Wladimir, você é meu parente. Você é irmão do Otoni. Otoni tem um filho casado com a filha do Raimundinho Muniz de Aragão (depois ministro da Educação do governo Castelo Branco). E Raimundinho é casado com uma prima de minha mulher, a Britinha. Você é meu parente. Quero seu voto.Ganhou o voto genealógico. E quando saiu disse a Sá Barreto:
- Este é o meu partido. E é só meu, porque conheço todos os seus membros, um a um. É um partido escondido, clandestino. Só eu conheço.
Copom
O Brasil tem um partido escondido, clandestino: o Copom, o do Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Ninguém conhece todos os seus membros. Só o Meirelles. São gordinhos, bem nutridos, enxundiosos. Vivem escondidos e só falam com seus patrões, lá de fora.
Se reúnem uma vez por mês (agora, cada mês e meio). Fingem que decidem alguma coisa e depois o porta-voz, Meirelles, anuncia como se fosse uma decisão deles, mas na verdade a decisão já veio tomada lá de fora.
Agem como os outros partidos ou grupos terroristas do mundo inteiro. O ETA da Espanha, por exemplo. Ninguém conhece seu presidente, os chefes, os líderes. Só o porta-voz aparece. Só ele fala por todos. Soltam sua bomba mensal de juros arrasadores em cima do País e o porta-voz Meirelles, meigo, mimoso e melífluo, vai logo lá para fora prestar contas aos donos do partido.
E o cúmplice Lula dizendo que o Copom vai fazer o que ele quer.
Palhaçada
Agora mesmo, o Ilimar Franco descobriu, em papéis oficiais da Presidência da República, e publicou no "Globo", a prova indesmentível de que a taxa oficial de juros, a Selic, é sempre decidida, comunicada e imposta pelo FMI e pelo Banco Mundial, ao Banco Central e ao Copom, muito antes de o BC e o Copom se reunirem para fingirem que decidem e fixam:
"Na página 35 do material distribuído pela Presidência da República, no lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), está escrito que a taxa Selic, que era de 13,25% em dezembro de 2006, cairá (sic) para 12,2% em 2007, 11,4% em 2008, 10,5% em 2009 e 10,1% em 2010" ("O Globo").
Portando, as reuniões mensais (agora, de 45 em 45 dias) do Copom "para fixarem a nova taxa Selic", como dizem o governo, o Banco Central e o Copom, são uma grossa farsa, uma fraude, para enganarem a Nação.
Já está tudo decidido pelo FMI: em dezembro de 2006 a taxa Selic era 13,25%, em 2007 irá "caindo" a conta-gotas para chegar a 12,2% em dezembro de 2007, 11,4% em 2008, 10,5% em 2009, 10,1% em 2010. Uma palhaçada.
Ombudsman
O CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da Fundação Getulio Vargas, é o mais completo e respeitado instituto de estudos da história nacional a partir de 1930. Cresce, por isso mesmo, sua responsabilidade, quando publica estudos pela Editora FGV.Pela Editora FGV, saiu "João Goulart entre a memória e a História", coletânea de estudos de pesquisadores e professores do CPDOC, UFRJ, Uerj, UFF, UFMG, coordenada pela historiadora Marieta de Morais Moreira.
Embora modesto, o livro é um trabalho muito importante, até porque início de estudos mais densos que certamente virão, a partir dos arquivos de João Goulart, do saudoso jornalista Raul Riff, seu assessor de imprensa, e do bravo José Gomes Talarico, também amigo de Jango, doados ao CPDOC.
Ombudsman (2)
Na próxima edição, é preciso corrigr um engano logo na página 14, uma nota exatamente no texto da coordenadora Marieta de Moraes Ferreira:
"Em março de 1964, os marinheiros se rebelaram contra as punições e castigos praticados na Marinha. A posição de Jango causou a insatisfação dos militares, sobretudo após a demissão (sic) do ministro Paulo Mario da Cunha Rodrigues (sic), que havia ordenado a prisão dos marinheiros rebelados".
Errado. Basta ver no "Dicionário Histórico-Biográfico" da própria FGV: "A determinação do presidente João Goulart em atender às reivindicações dos marinheiros deu origem a uma crise na Marinha, que culminou com a exoneração do ministro Silvio Mota, substituído no dia 27 de março pelo almirante Paulo Mario da Cunha Rodrigues, nome proposto pelos marinheiros. No mesmo dia, foi determinada a libertação dos amotinados. No dia 4 de abril, Cunha Rodrigues era exonerado do Ministério da Marinha e em junho desligado definitivamente do serviço ativo da Marinha"".
Na manhã de 1º de abril, as tropas do general Mourão já no Rio, alguns deputados e líderes estudantis fomos a ele, na Marinha, perguntar o que fazer:
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"Meus amigos, agora é dispersar e rápido. Cada um que resista com suas próprias forças. É duro lutar contra o imperialismo agonizante"
"Meus amigos, agora é dispersar e rápido. Cada um que resista com suas próprias forças. É duro lutar contra o imperialismo agonizante"