quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Estamos muito longe do padrão europeu

Brasil terá padrão de vida 'europeu' em 2050, diz estudo
Fonte: BBC Brasil

Renda per capita (cálculo do valor do PIB dividido pela população) no Brasil será de US$ 27,13 mil em 2050
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Em 2050, a renda per capita no Brasil será equivalente à existente hoje na Europa, segundo um estudo sobre o futuro da economia dos países que compõem o grupo conhecido como BRIC (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China) divulgado em Londres.
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"O Brasil não estará tão bem quanto a China e a Índia, mas é possível dizer que, com base na renda per capita, daqui a 45 anos, os brasileiros terão um padrão de vida equivalente ao existente hoje (2005) na Europa", disse à BBC Brasil o autor das projeções, Peter Gutmann, analista da consultoria Experian Business Strategies.
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Segundo o estudo, a renda per capita (cálculo do valor do PIB dividido pela população) no Brasil será de US$ 27,13 mil em 2050 (cerca de três vezes maior do que a medida atual), um valor apenas um pouco inferior à renda per capita na Europa (países que adotaram o euro) em 2005, que ficou em US$ 29,47 mil.
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O autor reconhece que o cálculo da renda per capita serve apenas de parâmetro para a comparação já que fatores como a má distribuição de renda podem impedir que o crescimento da economia previsto beneficie a maior parte da população.
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Estados Unidos
No quesito renda per capita, os Estados Unidos, incluídos nas projeções para servir de base para comparação, continuarão muito à frente da China que será, então, a maior economia do mundo.
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De acordo com as previsões, a renda per capita americana terá subido de US$ 41,30 mil em 2005 para US$ 100,08 mil em 2050.
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Nesse patamar, será cerca de 30% maior do que a da China e em torno de 350% maior do que a renda per capita no Brasil. A renda per capita na Índia ficará em US$ 36,21 mil e na China, em US$ 74,40.
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Segundo Gutmann, o maior risco para que as previsões se tornem realidade está na dúvida sobre se os recursos do planeta darão conta da maior demanda por tanto tempo.
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"Mudança climática, devastação de grandes áreas e esgotamento de recursos naturais já estão ocorrendo. O risco é que os recursos, simplesmente, não consigam sustentar o crescimento projetado", disse Gutmann.
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Poder de compra
O estudo feito pela Experian Business Strategies e divulgado pela consultoria Grant Thornton International calcula o valor do Produto Interno Bruto dos quatro países e também dos EUA com base na PPC (Paridade do Poder de Compra ou ou Purchase Power Parity, em inglês).
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Com isso, a base de 2005 considera o PIB brasileiro em US$ 1,53 trilhão, o da Rússia em US$ 1,58 trilhão, o da Índia em US$ 3,66 trilhões e o da China em US$ 8,88 trilhões.
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Segundo as projeções, o Brasil crescerá, em média, 3,5% ao ano até 2050, quando a economia brasileira valerá US$ 7,22 trilhões, ou seja, será quase cinco vezes maior do que foi em 2005, medida com base na PPC.
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O estudo segue o caminho aberto pela Goldman & Sachs que, em 2003, cunhou a sigla BRIC prevendo que os quatro países seriam superpotências em 2050.
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Otimismo
Outro capítulo do relatório, que fala sobre otimismo nos BRICs, diz que o empresariado brasileiro é o mais pessimista entre os emergentes que compõem o grupo.
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A Índia está no topo da lista que elenca 32 países de acordo com o percentual de empresários que se declararam otimistas para os próximos 12 meses. Segundo a pesquisa, que ouviu 7,2 mil empresários, 97% dos indianos estão otimistas.
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No Brasil, 47% se declararam otimistas, na Rússia, 57%, e na China, 86%. A média global foi de 45%. Segundo a pesquisa, dificuldades para se conseguir empréstimos, escassez de financiamento de longo prazo e pessimismo com as exportações ajudam a explicar o resultado do Brasil.