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Saiu a sétima e mais atual versão da tese que será defendida em junho durante o III Congresso do PT pelo grupo conhecido como Campo Majoritário e que há 12 anos, pelo menos, manda no partido, e aí falamos de José Dirceu, Ricardo Berzoini, Marco Aurélio Garcia dentre outras figuras.
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Por ser um documento longo e de aspectos variados, num só comentário não se pode esgotar a análise. Hoje, vamos nos ater no que o partido pretende no campo dos “meios de comunicação”. Segue o trecho, depois, em seguida, nosso comentário.
Por ser um documento longo e de aspectos variados, num só comentário não se pode esgotar a análise. Hoje, vamos nos ater no que o partido pretende no campo dos “meios de comunicação”. Segue o trecho, depois, em seguida, nosso comentário.
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Entendemos que o PT não pode abrir mão de seu compromisso histórico com a democratização dos meios de comunicação e o fortalecimento de uma imprensa comprometida com a linguagem e as causas populares e, principalmente, que respeite o público, seu interesse e sua inteligência. É preciso fortalecer a concepção de um sistema de comunicação que combine a atuação do setor público, do setor privado e dos instrumentos de comunicação comunitária.
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Quando você fala em “democratizar” os meios de comunicação, o que vem à mente, é a universalização de acesso e a possibilidade de se criar meios e incentivos para o aparecimento de novos veículos. Certo ? Então, se você ler o entendimento do PT pensará isto mesmo ? Claro, se a gente ler rápido passa batido, mas o grande detalhe está na expressão “...uma imprensa comprometida com a linguagem e as causas populares...”. Diretamente o que se pretende é ditar a linguagem que os meios comunicação deverão adotar para serem populares. Resumo: censura. Não há outra interpretação. Que governante pode simplesmente ditar para os veículos a “linguagem” adequada para ser popular ? E, ainda, que tipo de “popular”, o que não lê jornal, não assina ou compra revistas ? Ora, convenhamos, é uma cretinice. Qual a percentagem da população que lê jornal e revistas colocadas nas bancas ? Dez por cento, quinze por cento ? E estes, formam que camada sócio-econômica da população ? E por que os meios de comunicação não poderiam utilizar uma linguagem até mais refinada como forma de incentivo a elevar o padrão de leitura e entendimento das camadas mais populares ? Tem que ser baixo nível para ser popular ? Se assim fosse, a rede de tevê aberta no Brasil que teria maiores índices de audiência seria ou SBT ou Record, certo ? Mas a campeã é a Globo. Pelo documento do Petê isto seria inadmissível, pelo menos a Globo deveria “baixar” o nível de linguagem !
Quando você fala em “democratizar” os meios de comunicação, o que vem à mente, é a universalização de acesso e a possibilidade de se criar meios e incentivos para o aparecimento de novos veículos. Certo ? Então, se você ler o entendimento do PT pensará isto mesmo ? Claro, se a gente ler rápido passa batido, mas o grande detalhe está na expressão “...uma imprensa comprometida com a linguagem e as causas populares...”. Diretamente o que se pretende é ditar a linguagem que os meios comunicação deverão adotar para serem populares. Resumo: censura. Não há outra interpretação. Que governante pode simplesmente ditar para os veículos a “linguagem” adequada para ser popular ? E, ainda, que tipo de “popular”, o que não lê jornal, não assina ou compra revistas ? Ora, convenhamos, é uma cretinice. Qual a percentagem da população que lê jornal e revistas colocadas nas bancas ? Dez por cento, quinze por cento ? E estes, formam que camada sócio-econômica da população ? E por que os meios de comunicação não poderiam utilizar uma linguagem até mais refinada como forma de incentivo a elevar o padrão de leitura e entendimento das camadas mais populares ? Tem que ser baixo nível para ser popular ? Se assim fosse, a rede de tevê aberta no Brasil que teria maiores índices de audiência seria ou SBT ou Record, certo ? Mas a campeã é a Globo. Pelo documento do Petê isto seria inadmissível, pelo menos a Globo deveria “baixar” o nível de linguagem !
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Quando governantes estúpidos querem se meter ao ordenamento da forma de pensar das pessoas, acreditem, jamais terão direito de usar a expressão “democratização”. A nenhum governante, pelo menos os democráticos, é dado o direito de “guiarem” e “conduzirem” a linguagem, sua forma e sua essência, com que as pessoas devam ou não se comunicar. É uma aberração. Num mundo livre, você escolhe o que fazer de sua própria vida. Há limites ? Sim, os limites são necessários para a boa convivência social na sociedade. Esta cria regras, leis, normas para que uns não invadam o direito dos outros. Se o fizer, há punições.
Quando governantes estúpidos querem se meter ao ordenamento da forma de pensar das pessoas, acreditem, jamais terão direito de usar a expressão “democratização”. A nenhum governante, pelo menos os democráticos, é dado o direito de “guiarem” e “conduzirem” a linguagem, sua forma e sua essência, com que as pessoas devam ou não se comunicar. É uma aberração. Num mundo livre, você escolhe o que fazer de sua própria vida. Há limites ? Sim, os limites são necessários para a boa convivência social na sociedade. Esta cria regras, leis, normas para que uns não invadam o direito dos outros. Se o fizer, há punições.
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Portanto, e muito ainda iremos ler sobre este trecho do documento que considero imbecil, mas sintomático do que é o Petê, é preciso estar atento aos passos que o governo irá tomar buscando atingir este objetivo. E não será uma tentativa isolada e única. No primeiro mandato, houve diversas tentações. Agora, esta “normatização” da linguagem começará a ganhar contornos mais definidos. Que a sociedade brasileira não se iluda: por todos os meios que puder, o governo Lula vai lutar para impor a regra da censura nas comunicações e nos veículos. Como já se disse, a visão que esta gente tem de liberdade de expressão é vesga. É um direito inarredável de cada um escolher o que ouvir, ler e assistir. Tem que prefira baixo nível, tem que deseje algo melhor, com mais profundidade, com mais conteúdo. Tem que lê jornal apenas pelas manchetes. Tem que comece a leitura pela política, outros pelo horóscopo, outros pelo futebol, e assim por diante. Tem ainda aqueles que adoram ir ao sebo mais próximo para adquirir clássicos da literatura. Outros, escolhem seus livros pela lista dos best-sellers. Outros mais, que só lêem determinados autores. Ora, como pretender igualar a linguagem empregada para 180,0 milhões ? Quantos “públicos” diferentes cabem nestes 180,0 milhões de brasileiros ? Porque, sinceramente, meus amigos, “imprensa comprometida”, num país que se diz livre e democrático, que eu saiba, é a imprensa do Diário Oficial. Qualquer outro comprometimento, é no mínimo suspeito. Exemplos recentes ? Para quem adora a história dos povos, eis a China recente, a Cuba um pouco mais próxima de nós, e a antiga URSS. Ah, só para lembrar: nos três países citados, quem não se “comprometeu” com a imprensa ditada pela “inteligentsia” do governo, ou está preso, ou foi executado.
Portanto, e muito ainda iremos ler sobre este trecho do documento que considero imbecil, mas sintomático do que é o Petê, é preciso estar atento aos passos que o governo irá tomar buscando atingir este objetivo. E não será uma tentativa isolada e única. No primeiro mandato, houve diversas tentações. Agora, esta “normatização” da linguagem começará a ganhar contornos mais definidos. Que a sociedade brasileira não se iluda: por todos os meios que puder, o governo Lula vai lutar para impor a regra da censura nas comunicações e nos veículos. Como já se disse, a visão que esta gente tem de liberdade de expressão é vesga. É um direito inarredável de cada um escolher o que ouvir, ler e assistir. Tem que prefira baixo nível, tem que deseje algo melhor, com mais profundidade, com mais conteúdo. Tem que lê jornal apenas pelas manchetes. Tem que comece a leitura pela política, outros pelo horóscopo, outros pelo futebol, e assim por diante. Tem ainda aqueles que adoram ir ao sebo mais próximo para adquirir clássicos da literatura. Outros, escolhem seus livros pela lista dos best-sellers. Outros mais, que só lêem determinados autores. Ora, como pretender igualar a linguagem empregada para 180,0 milhões ? Quantos “públicos” diferentes cabem nestes 180,0 milhões de brasileiros ? Porque, sinceramente, meus amigos, “imprensa comprometida”, num país que se diz livre e democrático, que eu saiba, é a imprensa do Diário Oficial. Qualquer outro comprometimento, é no mínimo suspeito. Exemplos recentes ? Para quem adora a história dos povos, eis a China recente, a Cuba um pouco mais próxima de nós, e a antiga URSS. Ah, só para lembrar: nos três países citados, quem não se “comprometeu” com a imprensa ditada pela “inteligentsia” do governo, ou está preso, ou foi executado.