quarta-feira, março 07, 2007

Jovem surdo acusado de roubo passa 13 dias na cadeia

CURITIBA - O ajudante de motorista Alexandre Oliveira Pontes, que ontem completou 20 anos, conseguiu a liberdade provisória no fim da tarde, depois de 13 dias preso em uma cela no 2º Distrito Policial de Londrina, no Norte do Paraná. De acordo com a família do rapaz, ele foi preso injustamente, sob acusação de tentativa de assalto a uma loja de conveniências em um posto de combustível. Surdo desde o nascimento, Pontes somente se comunica pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) e, segundo os familiares, esse problema teria levado as pessoas a interpretarem errado seus gestos. "A prioridade agora é ver como está a cabecinha dele", disse sua irmã, Ivani Pontes.

Segundo a advogada Michele Bitencourt, que representou o rapaz, na sexta-feira, em depoimento, uma funcionária do posto admitiu que "pode ter havido um mal-entendido". "Não há prova, tanto que foi retirada a queixa", acentuou. "Pelo simples fato de não falar, foi acusado de furto."

A advogada reclama não ter conseguido a liberdade imediatamente na Justiça. "No dia 21 (quando foi preso) nós já entramos com o pedido de liberdade provisória, mas não tivemos nenhuma resposta", afirmou. Ela disse que irá preparar uma ação de indenização "contra quem o acusou injustamente".

De acordo com a irmã de Alexandre, o rapaz tirou dinheiro de uma agência bancária, por volta das 15 horas do dia 21 de fevereiro, e desceu até o posto, onde comprou um achocolatado. Ele pagou e saiu do local. Ela acredita que, por não falar nada, os funcionários podem ter estranhado sua atitude. Além do fato de ele carregar a carteira na cintura. Ele teria saído do posto e tomado um ônibus, quando foi preso. O proprietário ligou para a polícia falando da tentativa de assalto.

A promotora da 2ª Vara Criminal de Londrina, Luciana Esteves, disse que o rapaz foi denunciado pelo Ministério Público com base em inquérito no 1º Distrito Policial, que "concluiu haver indícios de tentativa de roubo". Segundo ela, o proprietário e dois policiais civis, que teriam perseguido Alexandre, disseram que ele dava a entender que estaria armado. Não houve apreensão de arma.

Em razão de "indícios testemunhais", ele foi denunciado. Segundo a Promotoria, o pedido de liberdade foi distribuído para a 3ª Vara Criminal e a promotora daquela Vara, Sandra Koch, havia dado parecer favorável. Como o processo principal foi para a 2ª Vara Criminal, o pedido foi remetido para lá, onde, de acordo com a Promotoria, chegou somente ontem.

Para o Ministério Público, Alexandre não se fez acompanhar de tradutor porque, ao ser indagado por escrito se iria se manifestar naquele momento ou em juízo, ele optou, também por escrito, pelo juízo, "o que descartaria a necessidade de tradutor para que ele explicasse o ocorrido".

COMENTANDO A NOTÍCIA: É isto aí: num país em que o presidente, em que a Polícia não consegue prender os criminosos, e quando o faz, a Justiça os solta, num país em que a ministra do Supremo Tribunal, junto com o Ministro da Justiça e Presidente da República acham “que não se pode tomar decisões sob pressão ou forte emoção”, os inocentes vão sendo presos injustamente, as crianças vão sendo colhidas por balas perdidas, parte da juventude do país está indo de qualquer jeito para qualquer lugar do mundo longe do Brasil, e os que ficam ou entram para o crime ou por ele é assassinado, e ainda os que conseguem sobreviver não encontram alternativas, empregos e qualidade de vida com perspectiva de futuro, existe ainda um imbecil ocupando a cadeira presidencial que acha que pode continuar mentindo para o país, que em quatro anos contingenciou mais de 70% das verbas de segurança pública, e que do alto do salto Luiz XV arrota que o país nunca esteve tão bem !!!! Só se for tão bem abandonado e esquecido pelo poder público, que não se cansa em gastar em esbanjamento e desperdício e em praticar o “bom-samaritano latino” , ao invés de investir os poucos recursos que ainda restam dentro do próprio país onde há carência de tudo, ausência de Estado, ausência de governo, ausência de vergonha na cara, ausência de responsabilidade e respeito para com o povo que trabalha, que é assaltado pela maior carga tributária dentre os países emergentes e recebe uma “banana” do governo que deveria proteger o cidadão que mantém toda a palhaçada que está aí.