SÃO PAULO - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou ontem um manifesto no qual acusa o modelo de produção bioenergética do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de se sustentar na "apropriação de territórios, de bens naturais, de força de trabalho". O MST também acusa os Estados Unidos de quererem firmar uma parceria bioenergética com o Brasil, a ser formalizada na visita de George Bush ao País, para enfraquecer as relações brasileiras com Venezuela e Bolívia, países exportadores de combustíveis fósseis.
Segundo o manifesto, as bases da produção de biodiesel são grandes propriedades monoculturas, principalmente de cana-de-açúcar, o que desfavorece a produção de alimentos e coloca em risco a soberania alimentar brasileira. "Não podemos manter os tanques cheios e as barrigas vazias", diz o texto. O MST defende um novo modelo "alicerçado na agricultura camponesa e na agroecologia, com produção diversificada, priorizando o consumo interno".
O manifesto é resultado de um seminário sobre a exploração da indústria da cana na América Latina promovido pela Via Campesina, no quais estiveram presentes representantes do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Colômbia, Guatemala e República Dominicana, realizado em São Paulo nos dias 26 e 27. O documento critica especialmente a cultura da cana, que serviu historicamente "para a manutenção do colonialismo e estruturação das classes dominantes".
"Aproveitando-se da legítima preocupação da opinião pública internacional com o aquecimento global, grandes empresas agrícolas, de biotecnologia, petroleiras e automotivas percebem que os biocombustíveis representam uma fonte importante de acumulação de capital. A biomassa é apresentada falsamente como nova matriz energética, cujo princípio é a energia renovável", critica o manifesto.
Ministério Público
Também ontem foi enviada ao Ministério Público uma representação para abertura de inquérito criminal contra o MST e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), para investigar as ocupações de terras ocorridas no Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, no dia 19 de fevereiro. O autor da representação é o deputado estadual Campos Machado, líder do PTB na Assembléia Legislativa de São Paulo.
O MST tem organizado uma série de protestos em todo o País. Só no Oeste e Noroeste de São Paulo, na última semana, sem-terras e agricultores promoveram quase 15 ocupações. Em Minas Gerais, durante ação em fazenda no Norte de Minas Gerais na segunda-feira, dois integrantes do movimento foram baleados.
Segundo o manifesto, as bases da produção de biodiesel são grandes propriedades monoculturas, principalmente de cana-de-açúcar, o que desfavorece a produção de alimentos e coloca em risco a soberania alimentar brasileira. "Não podemos manter os tanques cheios e as barrigas vazias", diz o texto. O MST defende um novo modelo "alicerçado na agricultura camponesa e na agroecologia, com produção diversificada, priorizando o consumo interno".
O manifesto é resultado de um seminário sobre a exploração da indústria da cana na América Latina promovido pela Via Campesina, no quais estiveram presentes representantes do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Colômbia, Guatemala e República Dominicana, realizado em São Paulo nos dias 26 e 27. O documento critica especialmente a cultura da cana, que serviu historicamente "para a manutenção do colonialismo e estruturação das classes dominantes".
"Aproveitando-se da legítima preocupação da opinião pública internacional com o aquecimento global, grandes empresas agrícolas, de biotecnologia, petroleiras e automotivas percebem que os biocombustíveis representam uma fonte importante de acumulação de capital. A biomassa é apresentada falsamente como nova matriz energética, cujo princípio é a energia renovável", critica o manifesto.
Ministério Público
Também ontem foi enviada ao Ministério Público uma representação para abertura de inquérito criminal contra o MST e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), para investigar as ocupações de terras ocorridas no Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, no dia 19 de fevereiro. O autor da representação é o deputado estadual Campos Machado, líder do PTB na Assembléia Legislativa de São Paulo.
O MST tem organizado uma série de protestos em todo o País. Só no Oeste e Noroeste de São Paulo, na última semana, sem-terras e agricultores promoveram quase 15 ocupações. Em Minas Gerais, durante ação em fazenda no Norte de Minas Gerais na segunda-feira, dois integrantes do movimento foram baleados.