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Na tentativa de esconder a prática do nepotismo, os parlamentares criaram há tempos o nepotismo cruzado: a troca de nomeações de parentes entre gabinetes. Nas legislaturas passadas, foram registrados vários casos de troca de mulheres. Um deputado contratava a mulher do outro, e vice-versa. Geralmente, com salários iguais. No mandato que se iniciou no dia 1º de fevereiro, novamente parentes de parlamentares foram abrigados em gabinetes dos colegas.
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O deputado Waldemir Moka (PMDB-MS) empregou em seu gabinete a mulher do colega de bancada Flaviano Melo (PMDB-AC), Elizabeth Christina de Alencar Lima. Funcionária concursada do Senado há 17 anos, Elizabeth está cedida à Câmara e já trabalhou com outros deputados. Em 1º de fevereiro, dia da posse dos novos deputados, ela foi transferida do gabinete de João Correia (PMDB-AC), que não foi reeleito, para o gabinete de Moka, escolhido 3º secretário da Câmara. Apenas um dia antes de expirar o prazo da sua cessão, caso em que ela teria que voltar ao trabalho no Senado. Com a ajuda de Moka, Elizabeth vai ficar peto do marido no Congresso.
O deputado Waldemir Moka (PMDB-MS) empregou em seu gabinete a mulher do colega de bancada Flaviano Melo (PMDB-AC), Elizabeth Christina de Alencar Lima. Funcionária concursada do Senado há 17 anos, Elizabeth está cedida à Câmara e já trabalhou com outros deputados. Em 1º de fevereiro, dia da posse dos novos deputados, ela foi transferida do gabinete de João Correia (PMDB-AC), que não foi reeleito, para o gabinete de Moka, escolhido 3º secretário da Câmara. Apenas um dia antes de expirar o prazo da sua cessão, caso em que ela teria que voltar ao trabalho no Senado. Com a ajuda de Moka, Elizabeth vai ficar peto do marido no Congresso.
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O novo padrinho disse que contratou a mulher de Flaviano porque ela pediu para fazer parte da sua equipe, e que Elizabeth foi contratada por se tratar de uma funcionária concursada: “Nem conhecia o Flaviano; sou muito criterioso na minha vida”, afirmou Moka. Flaviano é ex-senador e ex-prefeito de Rio Branco.
O novo padrinho disse que contratou a mulher de Flaviano porque ela pediu para fazer parte da sua equipe, e que Elizabeth foi contratada por se tratar de uma funcionária concursada: “Nem conhecia o Flaviano; sou muito criterioso na minha vida”, afirmou Moka. Flaviano é ex-senador e ex-prefeito de Rio Branco.
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Hábito antigo
Ex-mulheres também têm o seu espaço. Maria Helena Leite de Lima Patriota, que foi casada com o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), é funcionária da conterrânea Ana Arraes (PSB-PE), filha do ex-governador Miguel Arraes e mãe do governador Eduardo Campos. Ana lembra que o casal Patriota está separado há dez anos e afirma que a contratação não foi pedida pelo colega da bancada.O nepotismo é um antigo hábito de Patriota e da família socialista. No início da legislatura passada, ele instalou um parente, Gennedy Patriota, no gabinete do Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE), com o maior salário disponível à época: R$ 5,1 mil. Adna Olímpio Silva, parente do pastor, foi contratada pelo gabinete de Patriota com o mesmo salário. Não satisfeito, Olímpio colocou a sua mulher, Rute Marinho, com salário de R$ 1,6 mil, no gabinete do colega de bancada Eduardo Campos, líder do PSB na Câmara naquela época. Olímpio recebeu em seu gabinete a mulher da Campos, Renata Andrade.
Hábito antigo
Ex-mulheres também têm o seu espaço. Maria Helena Leite de Lima Patriota, que foi casada com o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), é funcionária da conterrânea Ana Arraes (PSB-PE), filha do ex-governador Miguel Arraes e mãe do governador Eduardo Campos. Ana lembra que o casal Patriota está separado há dez anos e afirma que a contratação não foi pedida pelo colega da bancada.O nepotismo é um antigo hábito de Patriota e da família socialista. No início da legislatura passada, ele instalou um parente, Gennedy Patriota, no gabinete do Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE), com o maior salário disponível à época: R$ 5,1 mil. Adna Olímpio Silva, parente do pastor, foi contratada pelo gabinete de Patriota com o mesmo salário. Não satisfeito, Olímpio colocou a sua mulher, Rute Marinho, com salário de R$ 1,6 mil, no gabinete do colega de bancada Eduardo Campos, líder do PSB na Câmara naquela época. Olímpio recebeu em seu gabinete a mulher da Campos, Renata Andrade.
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Neste ano, há outros casos de parentes contratados em gabinetes de colegas. O pai de Gorete Pereira (PR-CE), Antônio Pereira da Silva, foi contratado pelo gabinete de Daniel Almeida (PCdoB-BA). O gabinete de Eduardo Lopes (PSB-RJ) abrigou o filho do deputado João Bacelar (PFL-BA), Hélio Bacelar Neto.
Neste ano, há outros casos de parentes contratados em gabinetes de colegas. O pai de Gorete Pereira (PR-CE), Antônio Pereira da Silva, foi contratado pelo gabinete de Daniel Almeida (PCdoB-BA). O gabinete de Eduardo Lopes (PSB-RJ) abrigou o filho do deputado João Bacelar (PFL-BA), Hélio Bacelar Neto.