Lula pede que empresários viajem pela América do Sul
Carolina Glycerio, BBC Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quinta-feira a empresários reunidos no Fórum Econômico Mundial para América Latina, em Santiago, no Chile, que apóiem o processo de integração sul-americana.
"É importante que vocês comecem a viajar pela América do Sul, que vocês comecem a procurar oportunidades, nichos de investimentos e a acreditar na integração da América do Sul, porque ela veio para ficar e quem não acreditar vai ficar a margem do progresso dos nossos países", afirmou Lula, na sessão de encerramento da reunião na capital chilena.
A integração regional foi um dos temas em que Lula mais insistiu durante a sua passagem de menos de 24 horas por Santiago.
Único chefe de Estado a participar do evento fora a anfitriã, Michelle Bachelet, Lula disse que não haverá desenvolvimento a menos que haja uma integração das redes de rodovias, energia e telecomunicações da região.
Acordos bilaterais
Estudo divulgado na quarta-feira pelo Fórum Econômico coloca o Brasil em segundo lugar, atrás apenas do Chile, em um ranking de 12 países da região sobre as condições de atratividade para investimentos em infra-estrutura.
Segundo o relatório, o principal entrave a investimentos no setor no Brasil, que aparece atrás apenas do Chile, é a estrutura legal. A Argentina aparece em nono no ranking e a Venezuela, em décimo.
Além da participação no Fórum, Lula cumpriu um programa de visita oficial ao Chile, durante a qual foram assinados oito acordos bilaterais, incluindo as áreas de biocombustíveis, petróleo, ciência e tecnologia e educação.
Em entrevista coletiva com Bachelet, o presidente elogiou o Chile como "exemplo" por combinar "estabilidade política, desenvolvimento e justiça social" e disse que a relação dos dois países "não conhece contenciosos".
Em resposta a uma pergunta sobre o "chavismo", ele negou, no entanto, que queira desenvolver uma relação "primorosa" com o país para fazer contrapeso a outras lideranças na região.
Lula disse ainda que é preciso lembrar como era a Venezuela "antes de Chávez" e que os venezuelanos devem gostar do estilo do seu presidente porque o reelegeram "tantas vezes".
Após a visita a Santiago, Lula seguiu para a Argentina.
ENQUANTO ISSO...
Brasil é pouco atraente para empresários, diz Banco Mundial
Redação Terra
Para o economista-chefe do Banco Mundial (Bird), Paulo Corrêa, o Brasil é "pouco atraente" para os empresários que pretendem investir em obras de infra-estrutura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo ele, isso ocorre por conta da falta de clareza nas leis que regulam mercados como telefonia, energia e transportes.
No mês passado, o Bird divulgou um relatório sobre os problemas da infra-estrutura brasileira que classificou a insegurança jurídica e regulatória como especialmente danosas para a área.
Para o Bird, o Programa de Aceleração do Investimento (PAC), só dará certo se houver fortalecimento das concessões, melhoria das instituições para tomada de decisões e melhoria do planejamento de longo prazo.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Não basta apenas Lula apenas para o papo furado como forma de atrair empresários e estes se sintam com apetite em investir no Brasil, ou na América do Sul.
Como um empresário investirá num país como a Venezuela ou Bolívia, por exemplo, sabendo que a qualquer momento, por um destempero sem nenhuma razão, o desmiolado presidente daqueles países podem decretar a estatização da atividade, e sem a devida indenização, como está acontecendo com a Petrobrás em relação à Bolívia !!!
Ou num país em que a carga tributária é uma das mais altas do mundo, com juros básicos altos e sem segurança jurídica nenhuma, e tendo que enfrentar uma infra-estrutura obsoleta e em frangalhos, como no caso do Brasil ?
Empresário se sente atraído não apenas por oportunidades de bons negócios: mas também, e principalmente, em países que respeitem as regras do jogo e as fique mudando a todo instante apenas por capricho de governantes imaturos, como, ainda, onde seu capital é respeitado e haja reais condições de haver retorno nos investidos que realizar.
Criar condições favoráveis à atração de investimentos produtivos é tarefa de governantes competentes e que não fiquem sentados no troninho fazendo de conta que governam, e apenas produzindo discursos vazios e programas inconsistentes. Internamente, em razão do país ter mais de 70% de sua população sem acesso universal à informação, pode colar a demagogia barata de Lula, mas para quem a cabeça no lugar e sabe usá-la com inteligência e racionalidade, simplesmente ignora estes “chamamentos” idiotas e imbecis.
Carolina Glycerio, BBC Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quinta-feira a empresários reunidos no Fórum Econômico Mundial para América Latina, em Santiago, no Chile, que apóiem o processo de integração sul-americana.
"É importante que vocês comecem a viajar pela América do Sul, que vocês comecem a procurar oportunidades, nichos de investimentos e a acreditar na integração da América do Sul, porque ela veio para ficar e quem não acreditar vai ficar a margem do progresso dos nossos países", afirmou Lula, na sessão de encerramento da reunião na capital chilena.
A integração regional foi um dos temas em que Lula mais insistiu durante a sua passagem de menos de 24 horas por Santiago.
Único chefe de Estado a participar do evento fora a anfitriã, Michelle Bachelet, Lula disse que não haverá desenvolvimento a menos que haja uma integração das redes de rodovias, energia e telecomunicações da região.
Acordos bilaterais
Estudo divulgado na quarta-feira pelo Fórum Econômico coloca o Brasil em segundo lugar, atrás apenas do Chile, em um ranking de 12 países da região sobre as condições de atratividade para investimentos em infra-estrutura.
Segundo o relatório, o principal entrave a investimentos no setor no Brasil, que aparece atrás apenas do Chile, é a estrutura legal. A Argentina aparece em nono no ranking e a Venezuela, em décimo.
Além da participação no Fórum, Lula cumpriu um programa de visita oficial ao Chile, durante a qual foram assinados oito acordos bilaterais, incluindo as áreas de biocombustíveis, petróleo, ciência e tecnologia e educação.
Em entrevista coletiva com Bachelet, o presidente elogiou o Chile como "exemplo" por combinar "estabilidade política, desenvolvimento e justiça social" e disse que a relação dos dois países "não conhece contenciosos".
Em resposta a uma pergunta sobre o "chavismo", ele negou, no entanto, que queira desenvolver uma relação "primorosa" com o país para fazer contrapeso a outras lideranças na região.
Lula disse ainda que é preciso lembrar como era a Venezuela "antes de Chávez" e que os venezuelanos devem gostar do estilo do seu presidente porque o reelegeram "tantas vezes".
Após a visita a Santiago, Lula seguiu para a Argentina.
ENQUANTO ISSO...
Brasil é pouco atraente para empresários, diz Banco Mundial
Redação Terra
Para o economista-chefe do Banco Mundial (Bird), Paulo Corrêa, o Brasil é "pouco atraente" para os empresários que pretendem investir em obras de infra-estrutura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo ele, isso ocorre por conta da falta de clareza nas leis que regulam mercados como telefonia, energia e transportes.
No mês passado, o Bird divulgou um relatório sobre os problemas da infra-estrutura brasileira que classificou a insegurança jurídica e regulatória como especialmente danosas para a área.
Para o Bird, o Programa de Aceleração do Investimento (PAC), só dará certo se houver fortalecimento das concessões, melhoria das instituições para tomada de decisões e melhoria do planejamento de longo prazo.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Não basta apenas Lula apenas para o papo furado como forma de atrair empresários e estes se sintam com apetite em investir no Brasil, ou na América do Sul.
Como um empresário investirá num país como a Venezuela ou Bolívia, por exemplo, sabendo que a qualquer momento, por um destempero sem nenhuma razão, o desmiolado presidente daqueles países podem decretar a estatização da atividade, e sem a devida indenização, como está acontecendo com a Petrobrás em relação à Bolívia !!!
Ou num país em que a carga tributária é uma das mais altas do mundo, com juros básicos altos e sem segurança jurídica nenhuma, e tendo que enfrentar uma infra-estrutura obsoleta e em frangalhos, como no caso do Brasil ?
Empresário se sente atraído não apenas por oportunidades de bons negócios: mas também, e principalmente, em países que respeitem as regras do jogo e as fique mudando a todo instante apenas por capricho de governantes imaturos, como, ainda, onde seu capital é respeitado e haja reais condições de haver retorno nos investidos que realizar.
Criar condições favoráveis à atração de investimentos produtivos é tarefa de governantes competentes e que não fiquem sentados no troninho fazendo de conta que governam, e apenas produzindo discursos vazios e programas inconsistentes. Internamente, em razão do país ter mais de 70% de sua população sem acesso universal à informação, pode colar a demagogia barata de Lula, mas para quem a cabeça no lugar e sabe usá-la com inteligência e racionalidade, simplesmente ignora estes “chamamentos” idiotas e imbecis.