Josie Jerônimo, Jornal do Brasil
O desembargador José Ricardo Regueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª região, preso pela Polícia Federal durante a Operação Furacão e solto por habeas corpus, defendeu ontem, na sede do tribunal, a liberdade de todos os acusados de envolvimento na máfia dos bingos. O magistrado, que diz já ter examinado mais de 4 mil processos só este ano - o equivalente a 34 por dia - negou as acusações e reclamou de ser preso. Alegou que os suspeitos não representam risco para a sociedade. Indagado sobre a pena ideal para crimes de corrupção, já que se mostrara contrário às prisões, Regueira respondeu que sanções de "natureza pecuniária" eram mais adequadas que a cadeia nesses casos.
- Prisão é para gente violenta, para gente perigosa que causa dano social - disse. - Não tem necessidade de prisão para gente pacífica. Mas para gente que não causa transtorno à sociedade, que só tem uma acusação de alguma coisa, eu não vejo necessidade disso.
Regueira lembrou que vários presos pela Operação Furacão eram "homens pacíficos", com cerca de 70 anos:
- Quando a Polícia Federal fez operação assim nos morros? Mas para prender velhinhos, foi eficiente.
Regueira informou que está lendo mais de 800 páginas sobre o caso para elaborar a defesa junto ao Supremo Tribunal Federal. O prazo vence em 15 dias. O magistrado negou envolvimento com a máfia dos bingos e definiu-se como um "brasileiro atípico" ao dizer que não conhece bicheiros nem pessoas do mundo do samba, em referência a Antônio Petrus Kalil, o Turcão, a Ailton Guimarães, o Capitão Guimarães, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, e ao presidente de honra da Beija-Flor, Aniz Abraão David, o Anísio. Os três prestaram depoimento ontem no Rio.
- Não gosto de samba nem de futebol - ironizou.
Das 24 pessoas presas com o desembargador no dia 13, Regueira afirmou conhecer apenas os também desembargadores José Eduardo Carreira Alvim, Ernesto Dória, o advogado Silvério Nery Cabral Jr., e o procurador João Sérgio Leal. Os outros, contou Regueira, só teve contato "durante o banho de sol", na prisão da Superintendência da PF, em Brasília.
Apesar de a polícia ter encontrado R$ 5 milhões em um imóvel na Tijuca cujo endereço foi achado em anotação apreendida durante buscas no gabinete do desembargador, de acordo com o processo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio, Regueira disse que as acusações contra ele são falsas. Devem-se a "perseguição" articulada pelo Ministério Público Federal e pela PF.
O magistrado negou também que mantivesse aparelhagem anti-escuta em seu gabinete. Argumentou que o carro fotografado durante uma reunião entre os acusados em um restaurante no Rio não era dele. Regueira não quis citar nomes, mas alegou que conquistou inimigos porque seu trabalho incomoda algumas pessoas:
- Existe gente que dobra a espinha e gente que não dobra.
Regueira também atacou o governo federal. Acusou o Planalto de tentar "desmontar o Judiciário" para ampliar os poderes do Executivo. Atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pela confusão legislativa a respeito dos jogos de azar:
- Incentivaram a criação de uma atividade e depois proibiram. Isso lesa o contribuinte.
COMENTANDO A NOTICIA: Primeiro, o imbecil precisa saber que prisão é feita para criminosos. Segundo, quem se une ao crime organizado, pode se considerar menos violento ? O crime organizado contrabandeia, trafica drogas e armas, que matam, o crime organizado rouba, assalta, seqüestra, estupra, corrompe. Portanto, quem a ele se alie passa a ser, queira ou não, tão ou até mais violento, em razão de que se vale de seu cargo para traficar influência que permite ao crime organizado agir livre, praticando violências de toda a sorte contra a sociedade.
O desembargador José Ricardo Regueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª região, preso pela Polícia Federal durante a Operação Furacão e solto por habeas corpus, defendeu ontem, na sede do tribunal, a liberdade de todos os acusados de envolvimento na máfia dos bingos. O magistrado, que diz já ter examinado mais de 4 mil processos só este ano - o equivalente a 34 por dia - negou as acusações e reclamou de ser preso. Alegou que os suspeitos não representam risco para a sociedade. Indagado sobre a pena ideal para crimes de corrupção, já que se mostrara contrário às prisões, Regueira respondeu que sanções de "natureza pecuniária" eram mais adequadas que a cadeia nesses casos.
- Prisão é para gente violenta, para gente perigosa que causa dano social - disse. - Não tem necessidade de prisão para gente pacífica. Mas para gente que não causa transtorno à sociedade, que só tem uma acusação de alguma coisa, eu não vejo necessidade disso.
Regueira lembrou que vários presos pela Operação Furacão eram "homens pacíficos", com cerca de 70 anos:
- Quando a Polícia Federal fez operação assim nos morros? Mas para prender velhinhos, foi eficiente.
Regueira informou que está lendo mais de 800 páginas sobre o caso para elaborar a defesa junto ao Supremo Tribunal Federal. O prazo vence em 15 dias. O magistrado negou envolvimento com a máfia dos bingos e definiu-se como um "brasileiro atípico" ao dizer que não conhece bicheiros nem pessoas do mundo do samba, em referência a Antônio Petrus Kalil, o Turcão, a Ailton Guimarães, o Capitão Guimarães, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, e ao presidente de honra da Beija-Flor, Aniz Abraão David, o Anísio. Os três prestaram depoimento ontem no Rio.
- Não gosto de samba nem de futebol - ironizou.
Das 24 pessoas presas com o desembargador no dia 13, Regueira afirmou conhecer apenas os também desembargadores José Eduardo Carreira Alvim, Ernesto Dória, o advogado Silvério Nery Cabral Jr., e o procurador João Sérgio Leal. Os outros, contou Regueira, só teve contato "durante o banho de sol", na prisão da Superintendência da PF, em Brasília.
Apesar de a polícia ter encontrado R$ 5 milhões em um imóvel na Tijuca cujo endereço foi achado em anotação apreendida durante buscas no gabinete do desembargador, de acordo com o processo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio, Regueira disse que as acusações contra ele são falsas. Devem-se a "perseguição" articulada pelo Ministério Público Federal e pela PF.
O magistrado negou também que mantivesse aparelhagem anti-escuta em seu gabinete. Argumentou que o carro fotografado durante uma reunião entre os acusados em um restaurante no Rio não era dele. Regueira não quis citar nomes, mas alegou que conquistou inimigos porque seu trabalho incomoda algumas pessoas:
- Existe gente que dobra a espinha e gente que não dobra.
Regueira também atacou o governo federal. Acusou o Planalto de tentar "desmontar o Judiciário" para ampliar os poderes do Executivo. Atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pela confusão legislativa a respeito dos jogos de azar:
- Incentivaram a criação de uma atividade e depois proibiram. Isso lesa o contribuinte.
COMENTANDO A NOTICIA: Primeiro, o imbecil precisa saber que prisão é feita para criminosos. Segundo, quem se une ao crime organizado, pode se considerar menos violento ? O crime organizado contrabandeia, trafica drogas e armas, que matam, o crime organizado rouba, assalta, seqüestra, estupra, corrompe. Portanto, quem a ele se alie passa a ser, queira ou não, tão ou até mais violento, em razão de que se vale de seu cargo para traficar influência que permite ao crime organizado agir livre, praticando violências de toda a sorte contra a sociedade.
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Portanto, Regueira deveria ter um pingo de vergonha e parar de querer bancar o santo que não é. Pretende ainda o benefício que seus aliados de crime não concedem à população, suas vítimas. Manter e conservar privilégios indecentes para continuar a prática de seus crimes. Definitivamente, Regueira deveria estar preso, juntamente com qualquer outro aliado que com ele cuspiu na sociedade e praticou os crimes de que é acusado.