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Lembra daquela turbulência nos mercados internacionais – com quedas fortes na Bolsa de São Paulo – em fevereiro?
.Lembra daquela turbulência nos mercados internacionais – com quedas fortes na Bolsa de São Paulo – em fevereiro?
Pois é, começou de novo.
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A Bolsa de Xangai, a principal da China, caiu 4,5% nesta quinta-feira, que lá já é de noite, com mercados fechados. Enquanto isso, já meio dia na Europa, as bolsas, todas, estão em queda, replicando a onda chinesa.
A Bolsa de Xangai, a principal da China, caiu 4,5% nesta quinta-feira, que lá já é de noite, com mercados fechados. Enquanto isso, já meio dia na Europa, as bolsas, todas, estão em queda, replicando a onda chinesa.
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Primeira diferença em relação à crise iniciada em 27 de fevereiro: naquela vez, a bolsa de Xangai caiu 8,8% no primeiro movimento; agora, começou com uma queda de metade disso. Menos mal.
Os motivos também são algo diferentes. Em fevereiro, ninguém soube exatamente a causa imediata que desfechou as vendas de ações e altas de juros. Havia uma sensação de desconforto com o “excesso” de crescimento chinês – que está puxando para a frente a economia mundial e pode puxar para trás se houver uma crise por lá. Mas não havia nada que indicasse essa marcha a ré.
Primeira diferença em relação à crise iniciada em 27 de fevereiro: naquela vez, a bolsa de Xangai caiu 8,8% no primeiro movimento; agora, começou com uma queda de metade disso. Menos mal.
Os motivos também são algo diferentes. Em fevereiro, ninguém soube exatamente a causa imediata que desfechou as vendas de ações e altas de juros. Havia uma sensação de desconforto com o “excesso” de crescimento chinês – que está puxando para a frente a economia mundial e pode puxar para trás se houver uma crise por lá. Mas não havia nada que indicasse essa marcha a ré.
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Agora, a sensação de desconforto é a mesma, com um dado concreto. Hoje, no fim da quinta chinesa, o governo anunciou que no primeiro trimestre a economia chinesa cresceu fortíssimos (mesmo para os padrões deles) 11,1%, com uma inflação ao consumidor, em março, subindo para 3,3% anualizada.
Agora, a sensação de desconforto é a mesma, com um dado concreto. Hoje, no fim da quinta chinesa, o governo anunciou que no primeiro trimestre a economia chinesa cresceu fortíssimos (mesmo para os padrões deles) 11,1%, com uma inflação ao consumidor, em março, subindo para 3,3% anualizada.
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Isso, sim, pode ser sinal de superaquecimento da economia, comentaram as próprias autoridades chinesas. Excesso de demanda, aumentos de preços – tudo pode levar à reação clássica do Banco Central com alta de juros para esfriar a economia e conter a inflação.
Isso, sim, pode ser sinal de superaquecimento da economia, comentaram as próprias autoridades chinesas. Excesso de demanda, aumentos de preços – tudo pode levar à reação clássica do Banco Central com alta de juros para esfriar a economia e conter a inflação.
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Eis o medo: a fábrica do mundo, que consome insumos do mundo todo, estaria em desaceleração?
Eis o medo: a fábrica do mundo, que consome insumos do mundo todo, estaria em desaceleração?
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Vendam ações, é a ordem que se espalha pelo mundo.
Vendam ações, é a ordem que se espalha pelo mundo.
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Essa é a primeira reação. A segunda será assim: mas como é mesmo que seria essa desaceleração chinesa? Quer dizer que eles não vão crescer 11%, vão crescer só 9%? Que eles vão reduzir o crescimento das exportações e aumentar o das importações?
Essa é a primeira reação. A segunda será assim: mas como é mesmo que seria essa desaceleração chinesa? Quer dizer que eles não vão crescer 11%, vão crescer só 9%? Que eles vão reduzir o crescimento das exportações e aumentar o das importações?
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Ora, então tudo bem, não é mesmo?
Ora, então tudo bem, não é mesmo?
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Quanto à crise de fevereiro, acabou em março, quando o pessoal realizou que era só isso, uma confusão. Agora deve ser algo parecido.
Quanto à crise de fevereiro, acabou em março, quando o pessoal realizou que era só isso, uma confusão. Agora deve ser algo parecido.
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Mas quem sabe a turbulência ajuda ao BC brasileiro a dar uma subidinha no dólar.
Mas quem sabe a turbulência ajuda ao BC brasileiro a dar uma subidinha no dólar.
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COMENTANDO A NOTICIA: Isto já comentamos aqui, portanto, não se trata de novidade: a economia chinesa, segundo os dirigentes do gigante asiático precisa crescer menos. Isto é um ponto.Apenas, é de se entender, que eles não sairão mundo alardeando esta necessidade. A razão: evitar o pânico e os incêndios que o anúncio provocaria. Porém, de uma forma ou de outra, os chineses precisarão por o pé no freio de seu crescimento, e não apenas por questão de elevação da inflação dentro do país. A China tem uma capacidade limitada para suprir sua demanda por energia elétrica. E isto num tempo que o terror do meio ambiente se espalho pelo mundo feito tsumani, faz a autoridade chinesa pensar duas vezes nos investimentos que precisa compor em sua matriz energética.
Num primeiro momento, se a China de fato reduzir a velocidade, por exemplo, algo dos atuais 11% para algo ao redor de 7 a 8% (e vai precisar), a conseqüência para nós é uma redução na venda de commoditties. O mercado chinês, e graças a ele, sustentou em boa parte o peso de nossos produtos agrícola na balança comercial de 2006, e graça ao fluxo que ocorre e se mantém inalterado em 2007, tende a dar mais fôlego ao setor agropecuário brasileiro, que assim poderia recuperar-se em boa parte da grave crise que viveu principalmente em 2006.
COMENTANDO A NOTICIA: Isto já comentamos aqui, portanto, não se trata de novidade: a economia chinesa, segundo os dirigentes do gigante asiático precisa crescer menos. Isto é um ponto.Apenas, é de se entender, que eles não sairão mundo alardeando esta necessidade. A razão: evitar o pânico e os incêndios que o anúncio provocaria. Porém, de uma forma ou de outra, os chineses precisarão por o pé no freio de seu crescimento, e não apenas por questão de elevação da inflação dentro do país. A China tem uma capacidade limitada para suprir sua demanda por energia elétrica. E isto num tempo que o terror do meio ambiente se espalho pelo mundo feito tsumani, faz a autoridade chinesa pensar duas vezes nos investimentos que precisa compor em sua matriz energética.
Num primeiro momento, se a China de fato reduzir a velocidade, por exemplo, algo dos atuais 11% para algo ao redor de 7 a 8% (e vai precisar), a conseqüência para nós é uma redução na venda de commoditties. O mercado chinês, e graças a ele, sustentou em boa parte o peso de nossos produtos agrícola na balança comercial de 2006, e graça ao fluxo que ocorre e se mantém inalterado em 2007, tende a dar mais fôlego ao setor agropecuário brasileiro, que assim poderia recuperar-se em boa parte da grave crise que viveu principalmente em 2006.
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Nossa balança comercial poderia ver seu saldos positivos andando em menor velocidade. E por duas razões distintas: de um lado, claro, por conta de um volume de compras da China em menor volume. E de outro, pelo crescimento acelerado das importações, o dobro em relação às exportações, por conta do câmbio com um real aquecido. No curto prazo, nada com que se preocupar, mas no médio prazo é que deveria o governo Lula passar a tratar da questão cambial com mais carinho.
Nossa balança comercial poderia ver seu saldos positivos andando em menor velocidade. E por duas razões distintas: de um lado, claro, por conta de um volume de compras da China em menor volume. E de outro, pelo crescimento acelerado das importações, o dobro em relação às exportações, por conta do câmbio com um real aquecido. No curto prazo, nada com que se preocupar, mas no médio prazo é que deveria o governo Lula passar a tratar da questão cambial com mais carinho.