sexta-feira, abril 20, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Um furacão no crime organizado
Alerta Total

Afilhado falando
Numa das escutas da Operação Furacão, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, Ernesto da Luz Pinto Dória, aparece chamando o bicheiro Antônio Petrus Kallil, o Turcão, de “padrinho”.
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Dória se refere ao pagamento mensal pelos serviços prestados de “meu oxigênio”. Preso com outros 24 magistrados, bicheiros, advogados e um procurador federal, Dória decidiu colaborar com as investigações, revelando as tramas do esquema criminoso que atingiria até o Carnaval do Rio.
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Ernesto da Luz Pinto Dória seria o intermediário entre a máfia dos bingos, advogados e um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a Polícia Federal (PF).
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Viva o crime organizado
Relatório da Polícia Federal revela que bicheiros presos pela Operação Hurricane deram R$ 1 milhão ao ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região José Eduardo Carreira Alvim, em troca de decisões favoráveis a donos de bingo no Rio de Janeiro. A PF relata que os acusados pagavam um mensalinho de R$ 10 mil ao desembargador do Tribunal Regional do Trabalho paulista Ernesto da Luz Pinto Dória.
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Também são acusados de terem recebido suborno o desembargador José Ricardo Siqueira Regueira, o procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira, três delegados da PF e policiais civis do Rio. Os valores das propinas variavam de R$ 100 mil a R$ 1 milhão.
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Boa política do Bicho
O inquérito sigiloso da Operação Hurricane, que já prendeu 25 suspeitos de explorar e favorecer a exploração do jogo no País, sustenta haver 'indícios e provas' do 'pagamento rotineiro' de propinas a congressistas.
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A PF cita os deputados Marina Maggessi (PPS-RJ) e Simão Sessim (PP-RJ) como supostos participantes do esquema. Os parlamentares negam tal envolvimento, mas sofrerão apurrinhações na Câmara.
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Máquinas de lavar
Há indícios de que pelo menos quatro presos na operação Hiricane sejam beneficiados de remessas ilegais para fora do País.
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A estimativa é de que membros da quadrilha tenham até US$ 10 milhões em paraísos fiscais. Os policiais fizeram também um levantamento das contas existentes no Brasil em nome dos envolvidos e estão conferindo saques e depósitos.

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Os aliados e suas listas de cargos
De O Globo

"Assustados com o apetite dos partidos aliados por cargos poderosos em órgãos técnicos do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus auxiliares decidiram estabelecer um limite na composição do segundo escalão: líderes e presidentes de partidos da base foram avisados que estão fora da divisão política postos de comando de Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o BNDES.

Antes do escândalo do mensalão, em 2005, boa parte desses cargos era ocupada por indicações políticas. A presidência da Caixa é um exemplo. Até o ano passado o titular era Jorge Matoso, afilhado da atual ministra do Turismo, Marta Suplicy. Matoso caiu no escândalo que também derrubou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci."

COMENTANDO A NOTICIA: Incrível, não ? Você só ouve falar de lista de cargos, lista de indicados, porteira fechada, bases governistas, coalizão, etc. Mas alguém viu por aí algum candidato a cargos apresentar programas e projetos caso seja nomeado ? Alguém discute idéias ? Alternativas para melhorar o país ? Pois é, os gigolôs se assanham para terem acesso ao dinheiro público. Quanto ao interesse da população, nenhum destes cretinos está minimamente preocupado.

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Carlos Wilson volta à Câmara e apóia CPI
De O Globo

"O clima no governo mudou em relação à instalação da CPI do Apagão Aéreo no Congresso Nacional. Ontem, o sinal amarelo acendeu por dois motivos: a percepção de que uma investigação no Senado está cada dia mais próxima de se tornar uma realidade, e a defesa da investigação do caos aéreo feita pelo deputado Carlos Wilson (PT-PE). Ex-presidente da Infraero, Carlos Wilson subiu à tribuna para informar que esteve fora por duas semanas para tratamento de saúde, mas que está de volta e disposto a colaborar com a CPI.

Carlos Wilson afirmou que, na condição de ex-presidente da Infraero, poderia ajudar no esclarecimento de fatos. As declarações surpreenderam petistas e líderes governistas na Câmara. O objetivo da oposição com a CPI é investigar denúncias de irregularidades na gestão da Infraero nos últimos anos.

— Fiquei afastado por 15 dias para fazer um tratamento médico, que foi exitoso. Quero dizer que sou a favor da CPI do Apagão Aéreo. Fui presidente dessa grande empresa e poderia colaborar com algumas informações, apesar de a Infraero não estar ligada diretamente ao caos aéreo — avisou Carlos Wilson."

O ministro da Justiça, Tarso Genro, informou ontem que determinou a abertura de inquérito, pela Polícia Federal, para apurar denúncias de irregularidades na Infraero. Ele negou, porém, que a medida tenha como objetivo inviabilizar a instalação da CPI do Apagão Aéreo, que ontem recebeu parecer favorável do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

— Há uma seqüência natural de fatos administrativos que determinaram que essa investigação seja procedida também pela Polícia Federal — disse o ministro. — A Controladoria Geral da União (CGU) fez sua investigação e notou a possibilidade de delitos que devem ser investigados pela PF. E assim foi determinado.

COMENTANDO A NOTÍCIA: A posição de Carlos Wilson no que tem de surpreendente ? Alguém já viu um político comandando órgão público ser preso e condenado ? Não goza a figura de imunidade parlamentar que lhe permite continuar impune apesar de qualquer coisa de errado ou de criminoso que venha cometer ? Ele sabe bem que na Câmara, a base governista por ter maioria, qualquer CPI tende a ser nula em termos de esclarecimentos.

Quanto ao Tarso Genro, a balela de abrir inquérito na Polícia Federal para investigação , é uma bobagem. Quais inquéritos a Polícia Federal abriu e encerrou com sucesso nas investigações feitos nos crimes cometidos em nível de governo federal ? O histórico, como já sabemos, é zero de produtividade. Primeiro, que a Polícia Federal é comandado pelo próprio ministério que tem o Tarso à frente. Segundo, que o caso mais recente, que foi o do dossiê fajuto, além de decepcionante o resultado final, tratou-se de pilhéria as conclusões da Polícia Federal. E dos envolvidos, quantos estão presos, indiciados ou respondendo processo por conta do inquérito da Polícia Federal? Portanto, que Tarso Genro páre de encher o saco e de querer enrolar. A polícia federal neste governo está a serviço apenas para fazer marketing em operação sensacionalista na prisão de sonegadores de impostos . Ou como polícia política a serviço de um partido político. O resto é balela, pura embromação. Quesito, aliás, no qual Tarso Genro tem muitas habilidades...