Mais de um terço das indústrias de SP promete aumentar investimentos
Reinaldo Azevedo
Por Marcelo Rehder, no Estadão deste domingo:
Mais de 73% das indústrias paulistas vão manter ou aumentar os investimentos neste ano. Essa é uma das principais constatações de sondagem feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a intenção de investimento das empresas do setor para 2007.O dado pode reverter a tendência de perda de participação do investimento no Produto Interno Bruto (PIB), que surpreendeu o mercado na semana passada. Pelo novo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de investimento caiu de 20,16% para 16,3% do PIB em 2005 (último dado disponível).A Fiesp ouviu 191 empresas do setor em todo o Estado de São Paulo no mês passado.
Desse total, 36,3% responderam que vão aumentar o investimento em relação a 2005, enquanto outros 37,4% querem manter o mesmo nível. Já 26,3% dos entrevistados pretendem desembolsar menos. O montante médio de investimento previsto equivale a 6,6% do faturamento das empresas.A sondagem revela também a preocupação das empresas com o grau de concorrência enfrentada tanto diante de outros produtores nacionais quanto em relação às importações. Entre os objetivos a serem atingidos por meios dos investimentos, apontados pelos empresários, o principal foi o aumento da produtividade, citado em 80,3% das respostas de múltipla escolha.
*******************
Desafio de Jorge será impulsionar mercado interno
MONTEVIDÉU - A quatro dias de deixar o governo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz que o Brasil enfrenta um dilema em relação ao câmbio e admite que o governo não sabe como frear a valorização do real, que tem tirado a competitividade de alguns setores brasileiros no mercado internacional.
Na avaliação do ministro, o desafio do seu sucessor, Miguel Jorge, será impulsionar o mercado interno, depois de quatro anos de recordes sucessivos no comércio exterior. Para ele, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma oportunidade para investir em políticas industriais.
"O presidente Lula tem dito que já existe uma força que movimenta as exportações", disse. Furlan também defende a necessidade de Miguel Jorge levar adiante a busca por investidores estrangeiros nas áreas de semicondutores e fármacos.
"Quanto mais a situação do Brasil melhora, em termos de credibilidade, em termos de reservas internacionais e de superávit comercial, maior vai ser o afluxo de recursos estrangeiros, e, de uma certa forma a pressão sobre o câmbio", prevê o ministro, que estava ontem no Uruguai, liderando uma missão com cerca de 30 representantes do governo e do setor privado.
Furlan sugere que os setores que ainda não se adaptaram ao novo patamar do câmbio que ofereçam sugestões para melhorar a produtividade. "O que a gente pede é que os setores, que ainda colocam esse tema, que coloquem sugestões. Aquilo que se dizia que precisava comprar mais (dólar), está sendo comprado agressivamente. Ninguém imaginava em janeiro do ano passado, que as nossas reservas internacionais pudessem caminhar para US$ 150 bilhões em 2007", disse.
Para o ministro, o governo deve encontrar caminhos para dar ganhos de produtividade à produção brasileira retirando pesos e entraves que hoje encarecem a produção. Ele lista três frentes de ação: melhorar a infra-estrutura do País; reduzir a carga tributária e os custos financeiros; e eliminar a burocracia. Para Furlan, os estudos no governo para continuar desonerando os setores afetados pela valorização do real deveriam ser levados adiante.
COMENTANDO A NOTICIA: O diagnóstico de Furlan é perfeito: melhorar a infra-estrutura, reduzir a carga tributária e os custos financeiros e eliminar a burocracia. E se ele tivesse incluído também a segurança jurídica (e tudo aquilo que ela resume), então estaria dando a receita certa para o país resolver muitas das mais aflitivas dificuldades que temos enfrentado. Claro que por sua natureza, Furlan não sai do governo dando tiro em todas as direções. Mas se sabe que tanto ele teve sérios atritos com diversos ministérios para ver atendidas as recomendações que listou, quanto esteve demissionário em outras tantas. Acreditamos até que sua não permanência se deve justamente em ter percebido que estas reivindicações não serão atendidas. O que é uma pena, sem dúvida, já que elas estão na raiz do país não sair da estagnação em que se encontra. E claro, não é mudando a forma de cálculo do PIB que fará emergirmos para o patamar das demais nações emergentes, que crescem, no mínimo, o dobro que o Brasil. E a lamentar ainda estarmos jogando fora a oportunidade4 de crescimento da economia mundial como um todo. Poderíamos ter avançado muito, mas o governo Lula escolheu a mediocridade como caminho. E, neste sentido, não há milagre que nos salve.
*****************
Infra-estrutura precisa de US$ 1,8 tri ao ano, avalia OCDE
GENEBRA - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estabelece uma série de princípios para a participação de empresas privadas em projetos de Parceria Público-Privada (PPPs) com governos, principalmente de países emergentes. Segundo a OCDE, conhecida como o clube dos países ricos, o mundo precisará de investimentos de US$ 1,8 trilhão ao ano em infra-estrutura para atender à demanda internacional por energia, transporte, telecomunicações e outros serviços.
Segundo a entidade, entre 2001 e 2005, as empresas privadas, em sua maior parte com origem nos países ricos, investiram US$ 175 bilhões em mais de 800 projetos de infra-estrutura nas economias emergentes. Com tanto dinheiro envolvido nessas transações, os países da OCDE e em consulta mesmo outros que não fazem parte do bloco, como o Brasil, decidiram elaborar uma lista de princípios que devem ser seguidos pelos governos e empresas nos futuros projetos. De acordo com a OCDE, antes de fechar qualquer parceria, os governo devem ter garantias de que o projeto de uma empresa privada terá como ser financiado e que os riscos não colocarão em perigo a "integridade das finanças públicas".
Os governos ainda precisam garantir que a concorrência para participar de parcerias seja "limpa e sem corrupção", além de assegurar bases legais sólidas para conseguir atrair investimentos. Caso os projetos tenham um impacto ambiental ou social importante, a OCDE pede que avaliações independentes sejam feitas para determinar se os benefícios serão de fato maiores que os custos gerados pelo projeto.
Segundo os princípios adotados pela OCDE, procedimentos de solução de disputas entre o governo e o setor privado devem ser estabelecidos para lidar com problemas durante a execução dos contratos.
*******************
PSDB resiste em obstruir votação do PAC
O PSDB está resistindo à idéia do PFL de obstrução das votações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que tramitam no Congresso. Os tucanos acreditam que ser contra o programa será ruim sob o ponto de vista eleitoral, de acordo com o que disseram dois líderes do partido em reportagem da Agência Estado.
Reinaldo Azevedo
Por Marcelo Rehder, no Estadão deste domingo:
Mais de 73% das indústrias paulistas vão manter ou aumentar os investimentos neste ano. Essa é uma das principais constatações de sondagem feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a intenção de investimento das empresas do setor para 2007.O dado pode reverter a tendência de perda de participação do investimento no Produto Interno Bruto (PIB), que surpreendeu o mercado na semana passada. Pelo novo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de investimento caiu de 20,16% para 16,3% do PIB em 2005 (último dado disponível).A Fiesp ouviu 191 empresas do setor em todo o Estado de São Paulo no mês passado.
Desse total, 36,3% responderam que vão aumentar o investimento em relação a 2005, enquanto outros 37,4% querem manter o mesmo nível. Já 26,3% dos entrevistados pretendem desembolsar menos. O montante médio de investimento previsto equivale a 6,6% do faturamento das empresas.A sondagem revela também a preocupação das empresas com o grau de concorrência enfrentada tanto diante de outros produtores nacionais quanto em relação às importações. Entre os objetivos a serem atingidos por meios dos investimentos, apontados pelos empresários, o principal foi o aumento da produtividade, citado em 80,3% das respostas de múltipla escolha.
*******************
Desafio de Jorge será impulsionar mercado interno
MONTEVIDÉU - A quatro dias de deixar o governo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz que o Brasil enfrenta um dilema em relação ao câmbio e admite que o governo não sabe como frear a valorização do real, que tem tirado a competitividade de alguns setores brasileiros no mercado internacional.
Na avaliação do ministro, o desafio do seu sucessor, Miguel Jorge, será impulsionar o mercado interno, depois de quatro anos de recordes sucessivos no comércio exterior. Para ele, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma oportunidade para investir em políticas industriais.
"O presidente Lula tem dito que já existe uma força que movimenta as exportações", disse. Furlan também defende a necessidade de Miguel Jorge levar adiante a busca por investidores estrangeiros nas áreas de semicondutores e fármacos.
"Quanto mais a situação do Brasil melhora, em termos de credibilidade, em termos de reservas internacionais e de superávit comercial, maior vai ser o afluxo de recursos estrangeiros, e, de uma certa forma a pressão sobre o câmbio", prevê o ministro, que estava ontem no Uruguai, liderando uma missão com cerca de 30 representantes do governo e do setor privado.
Furlan sugere que os setores que ainda não se adaptaram ao novo patamar do câmbio que ofereçam sugestões para melhorar a produtividade. "O que a gente pede é que os setores, que ainda colocam esse tema, que coloquem sugestões. Aquilo que se dizia que precisava comprar mais (dólar), está sendo comprado agressivamente. Ninguém imaginava em janeiro do ano passado, que as nossas reservas internacionais pudessem caminhar para US$ 150 bilhões em 2007", disse.
Para o ministro, o governo deve encontrar caminhos para dar ganhos de produtividade à produção brasileira retirando pesos e entraves que hoje encarecem a produção. Ele lista três frentes de ação: melhorar a infra-estrutura do País; reduzir a carga tributária e os custos financeiros; e eliminar a burocracia. Para Furlan, os estudos no governo para continuar desonerando os setores afetados pela valorização do real deveriam ser levados adiante.
COMENTANDO A NOTICIA: O diagnóstico de Furlan é perfeito: melhorar a infra-estrutura, reduzir a carga tributária e os custos financeiros e eliminar a burocracia. E se ele tivesse incluído também a segurança jurídica (e tudo aquilo que ela resume), então estaria dando a receita certa para o país resolver muitas das mais aflitivas dificuldades que temos enfrentado. Claro que por sua natureza, Furlan não sai do governo dando tiro em todas as direções. Mas se sabe que tanto ele teve sérios atritos com diversos ministérios para ver atendidas as recomendações que listou, quanto esteve demissionário em outras tantas. Acreditamos até que sua não permanência se deve justamente em ter percebido que estas reivindicações não serão atendidas. O que é uma pena, sem dúvida, já que elas estão na raiz do país não sair da estagnação em que se encontra. E claro, não é mudando a forma de cálculo do PIB que fará emergirmos para o patamar das demais nações emergentes, que crescem, no mínimo, o dobro que o Brasil. E a lamentar ainda estarmos jogando fora a oportunidade4 de crescimento da economia mundial como um todo. Poderíamos ter avançado muito, mas o governo Lula escolheu a mediocridade como caminho. E, neste sentido, não há milagre que nos salve.
*****************
Infra-estrutura precisa de US$ 1,8 tri ao ano, avalia OCDE
GENEBRA - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estabelece uma série de princípios para a participação de empresas privadas em projetos de Parceria Público-Privada (PPPs) com governos, principalmente de países emergentes. Segundo a OCDE, conhecida como o clube dos países ricos, o mundo precisará de investimentos de US$ 1,8 trilhão ao ano em infra-estrutura para atender à demanda internacional por energia, transporte, telecomunicações e outros serviços.
Segundo a entidade, entre 2001 e 2005, as empresas privadas, em sua maior parte com origem nos países ricos, investiram US$ 175 bilhões em mais de 800 projetos de infra-estrutura nas economias emergentes. Com tanto dinheiro envolvido nessas transações, os países da OCDE e em consulta mesmo outros que não fazem parte do bloco, como o Brasil, decidiram elaborar uma lista de princípios que devem ser seguidos pelos governos e empresas nos futuros projetos. De acordo com a OCDE, antes de fechar qualquer parceria, os governo devem ter garantias de que o projeto de uma empresa privada terá como ser financiado e que os riscos não colocarão em perigo a "integridade das finanças públicas".
Os governos ainda precisam garantir que a concorrência para participar de parcerias seja "limpa e sem corrupção", além de assegurar bases legais sólidas para conseguir atrair investimentos. Caso os projetos tenham um impacto ambiental ou social importante, a OCDE pede que avaliações independentes sejam feitas para determinar se os benefícios serão de fato maiores que os custos gerados pelo projeto.
Segundo os princípios adotados pela OCDE, procedimentos de solução de disputas entre o governo e o setor privado devem ser estabelecidos para lidar com problemas durante a execução dos contratos.
*******************
PSDB resiste em obstruir votação do PAC
O PSDB está resistindo à idéia do PFL de obstrução das votações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que tramitam no Congresso. Os tucanos acreditam que ser contra o programa será ruim sob o ponto de vista eleitoral, de acordo com o que disseram dois líderes do partido em reportagem da Agência Estado.
.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, discorda: “Somos contra o PAC na sua forma, então, não temos nenhum problema para obstruir”. A sigla decidiu focar a obstrução no PAC porque o pedido de instalação da CPI do Apagão Aéreo foi arquivado.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, discorda: “Somos contra o PAC na sua forma, então, não temos nenhum problema para obstruir”. A sigla decidiu focar a obstrução no PAC porque o pedido de instalação da CPI do Apagão Aéreo foi arquivado.
.
O STF pode obrigar a realização da CPI. Para ajudar na decisão da instituição, o Supremo pediu informações a Arlindo Chinaglia (PT-SP) sobre a Comissão.
O STF pode obrigar a realização da CPI. Para ajudar na decisão da instituição, o Supremo pediu informações a Arlindo Chinaglia (PT-SP) sobre a Comissão.