Jornal do Brasil
Uma das principais bandeiras do governo pode provocar retrocesso na política de erradicação do trabalho infantil. O alerta é da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), para quem o avanço da cultura de cana-de-açúcar, movido pelo boom do etanol, pode aumentar a exploração do trabalho de menores de 16 anos na lavoura.
- Nos últimos 14 anos, foram retiradas 100 mil crianças dos canaviais, mas o crescimento da cultura de cana pode fazer essa força de trabalho voltar para o campo - diz a senadora.
Lúcia quer que a Comissão de Direitos Humanos do Senado monitore a expansão da lavoura de cana-de-açúcar no país, para evitar o crescimento do trabalho infantil.
- O governo retirou a bolsa-trabalho infantil do Peti e só deixou o benefício do Bolsa Família para amparar crianças retiradas do ambiente de trabalho - declara a senadora. - Isso vai fazer falta agora que existe uma nova fronteira agrícola em expansão.
Para o senador Paulo Paim (PT-RS), o investimento do governo em educação não tem sido suficiente para manter as crianças longe do trabalho. Faltam escolas com turno integral e escolas técnicas que possam habilitar os jovens para melhores postos de trabalho no futuro.
- Não é que o governo não tenha avançado no combate ao trabalho infantil, mas falta investimento em áreas básicas da educação - diz Paim. - O resultado não é um trabalho 'invisível' como se prega. Está nas crianças vendendo bala nos semáforos.
O senador petista defende a necessidade de novas políticas para aumentar a formalização dos postos de trabalho.
- Precisamos pensar seriamente em desonerar a folha de pagamento para incentivar a formalidade. As empresas que trabalham na sombra não se inibem em contratar força de trabalho irregular. Existem 2,5 milhões de crianças trabalhando que comprovam isso.
Uma das principais bandeiras do governo pode provocar retrocesso na política de erradicação do trabalho infantil. O alerta é da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), para quem o avanço da cultura de cana-de-açúcar, movido pelo boom do etanol, pode aumentar a exploração do trabalho de menores de 16 anos na lavoura.
- Nos últimos 14 anos, foram retiradas 100 mil crianças dos canaviais, mas o crescimento da cultura de cana pode fazer essa força de trabalho voltar para o campo - diz a senadora.
Lúcia quer que a Comissão de Direitos Humanos do Senado monitore a expansão da lavoura de cana-de-açúcar no país, para evitar o crescimento do trabalho infantil.
- O governo retirou a bolsa-trabalho infantil do Peti e só deixou o benefício do Bolsa Família para amparar crianças retiradas do ambiente de trabalho - declara a senadora. - Isso vai fazer falta agora que existe uma nova fronteira agrícola em expansão.
Para o senador Paulo Paim (PT-RS), o investimento do governo em educação não tem sido suficiente para manter as crianças longe do trabalho. Faltam escolas com turno integral e escolas técnicas que possam habilitar os jovens para melhores postos de trabalho no futuro.
- Não é que o governo não tenha avançado no combate ao trabalho infantil, mas falta investimento em áreas básicas da educação - diz Paim. - O resultado não é um trabalho 'invisível' como se prega. Está nas crianças vendendo bala nos semáforos.
O senador petista defende a necessidade de novas políticas para aumentar a formalização dos postos de trabalho.
- Precisamos pensar seriamente em desonerar a folha de pagamento para incentivar a formalidade. As empresas que trabalham na sombra não se inibem em contratar força de trabalho irregular. Existem 2,5 milhões de crianças trabalhando que comprovam isso.