BRASÍLIA - A grade de parâmetros elaborada pelo Ministério da Fazenda só abrange o segundo mandado do presidente Lula. De 2011 a 2014, o crescimento da economia utilizado na avaliação financeira e atuarial do Ministério da Previdência é bem menor, ficando em torno de 3,5% ao ano, em média. A partir daí, a economia passa a crescer menos ainda, chegando a 2,5% em 2026, último ano avaliado pelo estudo. Ou seja, a partir de 2011, a receita previdenciária seria mantida em termos constantes, em comparação com o PIB.
O crescimento da massa salarial cai também para 7,1% ao ano, em média, de 2011 a 2014 e, a partir daí, para algo em torno de 6 5% ao ano. Por isso, o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) volta a subir a partir de 2011 e atinge seu nível mais elevado em 2026, quando chegará, de acordo com o estudo, a 1,94% do PIB. Mesmo assim, o déficit projetado para 2026 ainda será menor do que o estimado para 2007. O estudo do Ministério da Previdência não prevê reajuste real para o salário mínimo de 2011 a 2026.
A hipótese considerada pelos técnicos na avaliação financeira e atuarial do RGPS foi a de que, a partir de 2011, o mínimo será corrigido apenas pela inflação do período, o que reduz consideravelmente o crescimento das despesas com benefícios previdenciários. Essa é, no entanto, uma hipótese bastante improvável, pois é difícil imaginar que existam condições políticas para manter o piso salarial sem reajuste real por tanto tempo.
Riscos
A previsão de trajetória extremamente favorável para o déficit previdenciário até 2010 não deve ser motivo para evitar mudanças nas regras das aposentadorias e pensão, alertou o secretário de Políticas de Previdência Social (SPS), Helmut Schwarzer. "Discordo da idéia de que não se deve fazer mudanças nas regras do sistema previdenciário", disse. "O Fórum da Previdência deve olhar o horizonte de 20 a 30 anos. Temos que estabelecer novas regras para quem vai se aposentar em 2030 ou 2040", acrescentou.
Para ele, quanto mais tempo o País demorar a fazer essas mudanças, maior será a velocidade em que elas terão que ser feitas. A inevitabilidade das alterações decorre, segundo Schwarzer, do envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Taí: justamente aquilo que antecipamos no comentário anterior sobre a questão da anunciada redução do déficit. O próprio Secretário de Políticas de Previdência Social na última linha deixa claro que “(...)A inevitabilidade das alterações decorre, segundo Schwarzer, do envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas(...)”.
Mas, como temos visto, o governo Lula é de uma covardia dolorosa. Todas as mudanças que se pretende adotar, somente começarão a vigorar depois do seu governo, ou seja, o preço político das alterações serão jogadas no colo do seu sucessor. Ah, mas ele é o bacana, faz a mudanças para outros, antes anuncia que não vai mexer em nada, e pronto, os idiotas acreditam.
Por isso, afirmamos que sem redução nos benefícios, ou redução de despesas, ou aumento das receitas, apostando apenas no aumento da massa salarial, é uma loteria, uma aposta até pode-se dizer irresponsável. Como a explicação veio em seguida, o mistério está desfeito: virá reforma sim na previdência, mas para o próximo presidente pagar o preço político por ela. Viva a hipocrisia Lula! Aliás, vale a sentença lá da Tribuna da Imprensa:
“Um ex-ministro do Trabalho, ex-operário, lutar agora contra os direitos do trabalhador é louco ou pau-mandado. (VLN)”
O crescimento da massa salarial cai também para 7,1% ao ano, em média, de 2011 a 2014 e, a partir daí, para algo em torno de 6 5% ao ano. Por isso, o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) volta a subir a partir de 2011 e atinge seu nível mais elevado em 2026, quando chegará, de acordo com o estudo, a 1,94% do PIB. Mesmo assim, o déficit projetado para 2026 ainda será menor do que o estimado para 2007. O estudo do Ministério da Previdência não prevê reajuste real para o salário mínimo de 2011 a 2026.
A hipótese considerada pelos técnicos na avaliação financeira e atuarial do RGPS foi a de que, a partir de 2011, o mínimo será corrigido apenas pela inflação do período, o que reduz consideravelmente o crescimento das despesas com benefícios previdenciários. Essa é, no entanto, uma hipótese bastante improvável, pois é difícil imaginar que existam condições políticas para manter o piso salarial sem reajuste real por tanto tempo.
Riscos
A previsão de trajetória extremamente favorável para o déficit previdenciário até 2010 não deve ser motivo para evitar mudanças nas regras das aposentadorias e pensão, alertou o secretário de Políticas de Previdência Social (SPS), Helmut Schwarzer. "Discordo da idéia de que não se deve fazer mudanças nas regras do sistema previdenciário", disse. "O Fórum da Previdência deve olhar o horizonte de 20 a 30 anos. Temos que estabelecer novas regras para quem vai se aposentar em 2030 ou 2040", acrescentou.
Para ele, quanto mais tempo o País demorar a fazer essas mudanças, maior será a velocidade em que elas terão que ser feitas. A inevitabilidade das alterações decorre, segundo Schwarzer, do envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Taí: justamente aquilo que antecipamos no comentário anterior sobre a questão da anunciada redução do déficit. O próprio Secretário de Políticas de Previdência Social na última linha deixa claro que “(...)A inevitabilidade das alterações decorre, segundo Schwarzer, do envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas(...)”.
Mas, como temos visto, o governo Lula é de uma covardia dolorosa. Todas as mudanças que se pretende adotar, somente começarão a vigorar depois do seu governo, ou seja, o preço político das alterações serão jogadas no colo do seu sucessor. Ah, mas ele é o bacana, faz a mudanças para outros, antes anuncia que não vai mexer em nada, e pronto, os idiotas acreditam.
Por isso, afirmamos que sem redução nos benefícios, ou redução de despesas, ou aumento das receitas, apostando apenas no aumento da massa salarial, é uma loteria, uma aposta até pode-se dizer irresponsável. Como a explicação veio em seguida, o mistério está desfeito: virá reforma sim na previdência, mas para o próximo presidente pagar o preço político por ela. Viva a hipocrisia Lula! Aliás, vale a sentença lá da Tribuna da Imprensa:
“Um ex-ministro do Trabalho, ex-operário, lutar agora contra os direitos do trabalhador é louco ou pau-mandado. (VLN)”