Sérgio Pardellas, Jornal do Brasil
Na esteira da visita do papa Bento XVI ao Brasil, as Igrejas evangélicas desencadearão ofensiva para arrebanhar novos fiéis. Trata-se do projeto de evangelização Mais que Ouro 2007, que será colocado em prática, a partir de julho, durante os jogos Pan-Americanos no Rio. Os missionários evangélicos vão se valer dos holofotes para, por meio de atividades envolvendo atletas e público, difundir suas idéias.
"Servir de exemplo e mostrar o amor de Deus por meio das atitudes e não apenas das palavras" é o mantra entoado pelos organizadores, que preferem não classificar a campanha de proselitismo religioso.
- Não é apenas algo proselitista. Queremos servir à comunidade, sair do discurso e mostrar o amor de Deus na prática - diz o coordenador do projeto, Marcos Grava, que percorre o país proferindo palestras sob o mote Esporte como ferramenta missionária.
- Dessa forma, pretendemos atrair as pessoas para a compreensão da mensagem e do Evangelho de Jesus Cristo.
Durante o Pan, os alvos dos evangelizadores serão os atletas, as comissões técnicas, a comunidade local e os turistas. São aguardados pelo menos 500 mil visitantes. Estão previstas ações no interior da Vila Pan-Americana e atividades paralelas em comunidades carentes da cidade. As atividades na Vila Pan-Americana servirão de suporte ao comitê organizador dos jogos, que enfrenta problemas de pessoal.
Em parceria com a prefeitura do Rio e a Riotur, os evangélicos distribuirão água mineral e oferecerão serviços de guia turístico e intéprete em barracas erguidas na própria Vila Pan-Americana. Montarão ainda postos para prestar assistência religiosa e psicológica aos atletas. Uma tentativa, mesmo que subliminar, de convencer novos fiéis a professar a fé evangélica. A justificativa, porém, é outra.
- Durante a competição, o estresse é alto sobretudo diante da perda e de eventual insucesso - declara Grava. - Daí a importância dessa atividade.
O projeto inclui também atividades como coreografias, teatro, bandas de música, caminhadas, coro de orações e distribuição de literatura evangélica. Todas comandadas por missionários evangélicos. A organização promete atenção especial aos moradores de favelas e regiões mais afastadas do evento, que, em geral, não têm condições de pagar ingresso.
Sob a coordenação dos chamados "Atletas de Cristo" - entidade sem fins lucrativos que subsiste via doações voluntárias desde fevereiro de 1984 e tem seguidores famosos como os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Kaká, Lúcio e Zé Roberto - o projeto levará às comunidades carentes o Kids Games, definido pelos organizadores como competições esportivas e atividades recreativas com princípios cristãos para crianças e adolescentes. Outra idéia é levar telões para que moradores de favelas possam acompanhar os jogos.
- Muitas pessoas não têm acesso aos jogos. Esse fenômeno no Rio de Janeiro é ainda mais intenso - diz Grava.
Os organizadores esperam que o Mais que Ouro 2007 envolva cerca de mil Igrejas e mais de 10 mil voluntários evangélicos, dos quais 500 missionários estrangeiros. Os voluntários e as entidades interessadas em participar estão sendo cadastrados pelo site maisqueourorio2007.org.br. Como não poderia deixar de ser, o pré-requisito é ser evangélico. O site tem até vinheta para promover o projeto: "Leve o amor de Deus e apresente o único caminho, a verdade e a vida, unindo denominações e conquistando a medalha de ouro para Jesus".
Na esteira da visita do papa Bento XVI ao Brasil, as Igrejas evangélicas desencadearão ofensiva para arrebanhar novos fiéis. Trata-se do projeto de evangelização Mais que Ouro 2007, que será colocado em prática, a partir de julho, durante os jogos Pan-Americanos no Rio. Os missionários evangélicos vão se valer dos holofotes para, por meio de atividades envolvendo atletas e público, difundir suas idéias.
"Servir de exemplo e mostrar o amor de Deus por meio das atitudes e não apenas das palavras" é o mantra entoado pelos organizadores, que preferem não classificar a campanha de proselitismo religioso.
- Não é apenas algo proselitista. Queremos servir à comunidade, sair do discurso e mostrar o amor de Deus na prática - diz o coordenador do projeto, Marcos Grava, que percorre o país proferindo palestras sob o mote Esporte como ferramenta missionária.
- Dessa forma, pretendemos atrair as pessoas para a compreensão da mensagem e do Evangelho de Jesus Cristo.
Durante o Pan, os alvos dos evangelizadores serão os atletas, as comissões técnicas, a comunidade local e os turistas. São aguardados pelo menos 500 mil visitantes. Estão previstas ações no interior da Vila Pan-Americana e atividades paralelas em comunidades carentes da cidade. As atividades na Vila Pan-Americana servirão de suporte ao comitê organizador dos jogos, que enfrenta problemas de pessoal.
Em parceria com a prefeitura do Rio e a Riotur, os evangélicos distribuirão água mineral e oferecerão serviços de guia turístico e intéprete em barracas erguidas na própria Vila Pan-Americana. Montarão ainda postos para prestar assistência religiosa e psicológica aos atletas. Uma tentativa, mesmo que subliminar, de convencer novos fiéis a professar a fé evangélica. A justificativa, porém, é outra.
- Durante a competição, o estresse é alto sobretudo diante da perda e de eventual insucesso - declara Grava. - Daí a importância dessa atividade.
O projeto inclui também atividades como coreografias, teatro, bandas de música, caminhadas, coro de orações e distribuição de literatura evangélica. Todas comandadas por missionários evangélicos. A organização promete atenção especial aos moradores de favelas e regiões mais afastadas do evento, que, em geral, não têm condições de pagar ingresso.
Sob a coordenação dos chamados "Atletas de Cristo" - entidade sem fins lucrativos que subsiste via doações voluntárias desde fevereiro de 1984 e tem seguidores famosos como os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Kaká, Lúcio e Zé Roberto - o projeto levará às comunidades carentes o Kids Games, definido pelos organizadores como competições esportivas e atividades recreativas com princípios cristãos para crianças e adolescentes. Outra idéia é levar telões para que moradores de favelas possam acompanhar os jogos.
- Muitas pessoas não têm acesso aos jogos. Esse fenômeno no Rio de Janeiro é ainda mais intenso - diz Grava.
Os organizadores esperam que o Mais que Ouro 2007 envolva cerca de mil Igrejas e mais de 10 mil voluntários evangélicos, dos quais 500 missionários estrangeiros. Os voluntários e as entidades interessadas em participar estão sendo cadastrados pelo site maisqueourorio2007.org.br. Como não poderia deixar de ser, o pré-requisito é ser evangélico. O site tem até vinheta para promover o projeto: "Leve o amor de Deus e apresente o único caminho, a verdade e a vida, unindo denominações e conquistando a medalha de ouro para Jesus".