Indústria Têxtil: A notícia ruim...
Lauro Jardim, Radar, Veja online
De janeiro a maio, o déficit acumulado do setor têxtil brasileiro bateu os 360 milhões de dólares. Esta é a má notícia que a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) irá divulgar logo mais. É um resultado pior do que o registrado nos cinco primeiros meses de 2006.
ENQUANTO ISSO...
Lauro Jardim, Radar, Veja online
De janeiro a maio, o déficit acumulado do setor têxtil brasileiro bateu os 360 milhões de dólares. Esta é a má notícia que a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) irá divulgar logo mais. É um resultado pior do que o registrado nos cinco primeiros meses de 2006.
ENQUANTO ISSO...
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... e a notícia boa
Lauro Jardim, Radar, Veja online
Há, no entanto, pelo menos uma luz no fim do túnel escuro da indústria têxtil brasileira. O aperto que a Receita deu nos últimos meses na importação de vestuários confeccionados rendeu bons frutos. Era um setor notoriamente complicado, com fraudes explodindo por todas as golas e mangas de camisas importadas. Nos EUA e na Europa, por exemplo, o quilo do vestuário confeccionado era importado por 15 dólares, em média. Aqui, por 9 dólares. Em maio, esse valor subiu para 14,3 dólares.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Porém, o déficit é preocupante. Além de ser uma importante atividade geradora de milhares de empregos, a indústria têxtil também já foi importante geradora de divisas provenientes da exportação. Com o câmbio situado nas atuais condições, a atividade ficou praticamente inviabilizada, pelo menos para o mercado externo. É bom lembrar o duplo cenário desastroso, que vale também para outra atividade em crise, a de calçados. De um lado, nossas empresas precisam suportar uma carga tributária imoralmente elevada para bancar um Estado perdulário, juros altos e pirataria. De outro lado, nossos concorrentes internacionais não se preocupam com carga tributária, juros e câmbio. Assim, fica impossível para os produtos brasileiros competirem lá fora.
... e a notícia boa
Lauro Jardim, Radar, Veja online
Há, no entanto, pelo menos uma luz no fim do túnel escuro da indústria têxtil brasileira. O aperto que a Receita deu nos últimos meses na importação de vestuários confeccionados rendeu bons frutos. Era um setor notoriamente complicado, com fraudes explodindo por todas as golas e mangas de camisas importadas. Nos EUA e na Europa, por exemplo, o quilo do vestuário confeccionado era importado por 15 dólares, em média. Aqui, por 9 dólares. Em maio, esse valor subiu para 14,3 dólares.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Porém, o déficit é preocupante. Além de ser uma importante atividade geradora de milhares de empregos, a indústria têxtil também já foi importante geradora de divisas provenientes da exportação. Com o câmbio situado nas atuais condições, a atividade ficou praticamente inviabilizada, pelo menos para o mercado externo. É bom lembrar o duplo cenário desastroso, que vale também para outra atividade em crise, a de calçados. De um lado, nossas empresas precisam suportar uma carga tributária imoralmente elevada para bancar um Estado perdulário, juros altos e pirataria. De outro lado, nossos concorrentes internacionais não se preocupam com carga tributária, juros e câmbio. Assim, fica impossível para os produtos brasileiros competirem lá fora.