Carlos Sardenberg, Portal G1
Eis como termina a semana: a economia privada bombando, o governo e a política decepcionando.
Eis como termina a semana: a economia privada bombando, o governo e a política decepcionando.
Não chega a ser novidade, mas o contraste desta semana foi muito forte.
No lado da economia real:
- a bolsa bate recordes sucessivos, com aumento do volume de negócios;
- o valor de mercado das companhias listadas na Bovespa rompeu hoje a marca do R$ 1 trilhão – você leu bem, trilhão;
- em maio, nada menos que 21 companhias abriram capital e lançaram ações em bolsa, com os estrangeiros comprando a maior parte dos títulos;
- estrangeiros continuam comprando ações e aumentando suas posições no país, e não apenas em juros;
- hoje, o risco Brasil foi, de novo, à mínima histórica (138 pontos), confirmando o grau de confiança na estabilidade da economia;
- inflação na casa dos 3% anuais, juros em queda no mercado;
- recorde na venda de automóveis em maio;
Precisa mais?
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Enquanto isso, o que chega de Brasília? O Senado concentrado em salvar a cara de seu presidente; a licença ambiental para as usinas do Madeira não saiu, nem se fixou prazo; o Ministério dos Transportes descobre agora que contratos com a Gautama estão irregulares (detalhe, os contratos vêm desde 2000); as ações do governo tardam.
Enquanto isso, o que chega de Brasília? O Senado concentrado em salvar a cara de seu presidente; a licença ambiental para as usinas do Madeira não saiu, nem se fixou prazo; o Ministério dos Transportes descobre agora que contratos com a Gautama estão irregulares (detalhe, os contratos vêm desde 2000); as ações do governo tardam.
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Mas nada foi mais sensacional – no péssimo sentido – do que a decisão do Ministério dos Transportes de cancelar convênio com o governo do Maranhão para a construção da BR-402. O Ministério descobriu, agora, que algumas pontes foram construídas antes da assinatura do convênio. E quando o convênio foi assinado, o governo maranhense “esqueceu” que as pontes estavam lá e incluiu no projeto orçamento para construí-las.
Mas nada foi mais sensacional – no péssimo sentido – do que a decisão do Ministério dos Transportes de cancelar convênio com o governo do Maranhão para a construção da BR-402. O Ministério descobriu, agora, que algumas pontes foram construídas antes da assinatura do convênio. E quando o convênio foi assinado, o governo maranhense “esqueceu” que as pontes estavam lá e incluiu no projeto orçamento para construí-las.
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Lembra aquela ponte que levava do nada a lugar nenhum? Pois então, foi dada como inexistente e pediram verba para fazer de novo.
Lembra aquela ponte que levava do nada a lugar nenhum? Pois então, foi dada como inexistente e pediram verba para fazer de novo.