A queda de 0,9% nas vendas totais (externas e internas) da indústria, em abril, na comparação com março, foi conseqüência da valorização do real ante o dólar e também do menor número de dias úteis do mês de abril, explicou, ontem, o economista Paulo Mol, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Como o indicador de vendas não capta a quantidade, e sim o faturamento das empresas, o menor rendimento das vendas ao Exterior, por causa da valorização de 2,7% na moeda brasileira, refletiu-se no indicador de abril da indústria, acrescentou Mol. Ele explicou ainda que a queda do dólar pode ter influenciado as empresas a reduzirem margem de lucro, o que teria afetado negativamente o faturamento.
O economista afirma, porém, que a trajetória das vendas do setor industrial é de crescimento, já que, no primeiro quadrimestre, o faturamento subiu 4,8%. Mol destacou, entretanto, que esse crescimento nas vendas é concentrado em alguns poucos segmentos, como alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, produtos químicos, metalurgia e refino de petróleo e álcool, que juntos, explicam mais de 80% das vendas industriais de janeiro a abril.
Concentração
Mol explicou também que uma característica do crescimento na indústria, em 2007, é a maior concentração em alguns poucos segmentos. Destacou que, do crescimento de 3,6% nas horas trabalhadas na produção de janeiro abril, 2,8 pontos percentuais são referentes somente a alimentos e bebidas, que têm sido puxado pela indústria de carne e pelo setor sucroalcooleiro.
"A característica básica do processo industrial neste ano é a concentração. Quase todos os indicadores mostram isso", disse Mol. O economista avalia que essa característica de queda no faturamento, mas aumento nas horas trabalhadas (que mais se aproxima do indicador de produção) deve ser mantida nos registros de maio, já que o real continuou se valorizando, mas a indústria continua indicando crescimento.
Como o indicador de vendas não capta a quantidade, e sim o faturamento das empresas, o menor rendimento das vendas ao Exterior, por causa da valorização de 2,7% na moeda brasileira, refletiu-se no indicador de abril da indústria, acrescentou Mol. Ele explicou ainda que a queda do dólar pode ter influenciado as empresas a reduzirem margem de lucro, o que teria afetado negativamente o faturamento.
O economista afirma, porém, que a trajetória das vendas do setor industrial é de crescimento, já que, no primeiro quadrimestre, o faturamento subiu 4,8%. Mol destacou, entretanto, que esse crescimento nas vendas é concentrado em alguns poucos segmentos, como alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, produtos químicos, metalurgia e refino de petróleo e álcool, que juntos, explicam mais de 80% das vendas industriais de janeiro a abril.
Concentração
Mol explicou também que uma característica do crescimento na indústria, em 2007, é a maior concentração em alguns poucos segmentos. Destacou que, do crescimento de 3,6% nas horas trabalhadas na produção de janeiro abril, 2,8 pontos percentuais são referentes somente a alimentos e bebidas, que têm sido puxado pela indústria de carne e pelo setor sucroalcooleiro.
"A característica básica do processo industrial neste ano é a concentração. Quase todos os indicadores mostram isso", disse Mol. O economista avalia que essa característica de queda no faturamento, mas aumento nas horas trabalhadas (que mais se aproxima do indicador de produção) deve ser mantida nos registros de maio, já que o real continuou se valorizando, mas a indústria continua indicando crescimento.