domingo, junho 24, 2007

Sai acordo entre a EPE e YPFB

...ou mais um capítulo das mentiras de Lula e Morales

Sandra Pinheiro Amorim, Jornal A Gazeta (Cuiabá/MT)

Volume a ser enviado à usina pela estatal boliviana será de 1,1 milhão de m3, metade dos 2,2 milhões de m3 previstos originalmente

A Empresa Pantanal Energia (EPE) e a Yascimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), após meses de negociações, chegaram a um acordo na madrugada de ontem. A partir de hoje a estatal boliviana enviará 1,1 milhão de metros cúbicos (m3) por dia para a Usina Governador Mário Covas (Termelétrica de Cuiabá), possibilitando a retomada do funcionamento da unidade, parada desde sábado (16), para gerar 240 megawatts (MW).

O volume foi acertado no pré-contrato que tem validade até 31 de julho deste ano e significa metade dos 2,2 milhões estabelecidos no contrato anterior, com a empresa privada Andina, antes da nacionalização do gás e petróleo bolivianos. Por conta do restabelecimento da pressão no duto, a usina voltará a operar apenas na segunda-feira.

Pelo documento provisório a YPFB manterá o volume mínimo de 1,1 milhão até 2009 de m3, mas poderá elevar para 2,2 milhões de m3, caso seja requerido pela Pantanal para gerar a carga máxima de 480 MW. A partir de 2010 é que a quantidade firme voltará a ser de 2,2 milhões de m3. A vigência do contrato foi mantida em até 2019.

Até o mês passado, a diretoria da EPE informava que não abriria mão desse volume. Mas diante do cenário atual em que a capacidade de produção boliviana chegou ao limite ante uma demandar maior, a empresa acabou cedendo.

No pré-contrato também foi confirmado o reajuste no preço do milhão de BTU (MBTU) de US$ 1,19 para US$ 4,20. O aumento será retroativo a 15 de maio, conforme prometido anteriormente pelo governo brasileiro ao boliviano. A majoração foi acertada entre os presidentes boliviano, Evo Morales, e brasileiro, Evo Morales, em fevereiro deste ano. A conta será rateada entre os clientes de 34 concessionárias de energia elétrica do país e deverá ter impacto de 0,17% na conta de luz de cada consumidor.

Assinatura - Da parte brasileira, quem efetivamente assinou o contrato com a YPFB foi a Transborder Gas Services (TBS), que efetivamente compra e entrega o gás para a EPE operar a termelétrica. Ambas são empresas pertencentes ao Projeto Integrado Cuiabá.

"Tanto o novo preço quanto o início de sua vigência refletem os acordos firmados anteriormente pelos governos brasileiro e boliviano", comenta o diretor Comercial e de Assuntos Regulatórios da EPE, Fábio Garcia.

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: Reparem que no acordo, o fornecimento caiu pela metade, o que permitirá que a Usina opera com apenas 50% de sua capacidade total, o que é e será um grande transtorno, sem dúvida, e o preço saltou de US$ 1,19 para US$ 4,20/MBTU, ou seja, quase triplicou. Não há como negar: se tratar de um tremendo negócio para ...a Bolívia. E o contrato anterior? Foi prô lixo, como também o foram o interesse e a soberania nacionais.

Voltamos, assim, a velha questão: afinal, Lula é presidente de que país, Brasil ou Bolívia?