domingo, junho 24, 2007

TOQUEDEPRIMA...

*** Servo desmente Vavá e diz que emprestou R$ 6 mil

O ex-deputado Nilton Cezar Servo, preso na Operação Xeque-Mate apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis, afirmou que emprestou R$ 6 mil a Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do Lula. As afirmações de Servo contradizem o que Vavá havia falado. O irmão do presidente disse que pediu R$ 2 mil.

"Na verdade, ele pediu mais. Pediu de R$ 10 mil a R$ 15 mil, mas emprestei R$ 6 mil", disse Servo. O ex-deputado disse que seu trabalho é legalizado por liminares. "Eu não tenho um centavo público na minha vida. Eu não tenho nada ligado com o governo. Eu não dependo de lobby junto ao governo. Existem mais de 10 mil pessoas envolvidas nesse negócio no Brasil. Eu não sou chefe de grupo algum. A minha família iniciou tal atividade quando foi implantada a Lei Zico, depois a Lei Pelé, depois a Lei Maguito Vilella, e hoje nós estamos ainda continuando na atividade por uma medida provisória ainda vigente que existe no Brasil, que tem força de lei, que autoriza o funcionamento de bingos e máquinas eletrônicas programadas", afirmou.

*** De um empresário para Roriz
De Andrei Meireles no site da revista ÉPOCA

"O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, vai receber nos próximos dias uma carta encaminhada ao então governador Joaquim Roriz pelo empresário Maurício Cavalcanti. Apreendida na casa do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura durante a busca e apreensão da Operação Aquarela, a carta é um pedido de Cavalcanti a Roriz para ajudá-lo a quitar uma dívida de R$ 2,6 milhões com o banco estatal do Distrito Federal. “Como o senhor bem sabe, ajudei a resolver um problema grave em São Paulo. Foi feito um empréstimo de (R$) 2 milhões e com os juros a dívida no banco regional chegou a (R$) 2,6 milhões”. Mais adiante, Cavalcanti, que foi dono do jornal Tribuna do Brasil, diz que o então secretário de Articulação do Distrito Federal, Valério Neves, vinha cumprindo a sua parte. “Valério cumpriu a sua parte até junho e só parou porque a publicidade foi suspensa pela eleição.” O Ministério Público do DF suspeita de um esquema de simulação de publicidade oficial no jornal de Cavalcanti para transferi-lhe dinheiro público e permitir a quitação da dívida com o banco estatal. Hoje senador, Roriz escalou Valério, que é seu chefe de gabinete, para dar explicações. Valério disse que não se lembrava da carta".

*** Políticos oportunistas irritam a Aeronáutica

O oportunismo de políticos que tentam se aproveitar da crise para obter rendimentos políticos, é hoje um fator de indignação tão sério quanto a molecagem dos controladores de vôo, que mantiveram o País refém de seus interesses particulares durante nove meses (o movimento começou logo após o acidente da Gol, com o claro propósito de desviar a atenção dos que suspeitavam da responsabilidade dos controladores pela tragédia). Além de figuras como o presidente da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que se ofereceram para "intermediar o diálogo" entre o comando da Aeronáutica e os sargentos controladores amotinados, irritam os militares o oportunismo do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da central Força Sindical, que já ameaça "trancar os aeroportos", e a deputada Luciana Genro (PSOL-RS), que se apresenta como "porta-voz" do grupo que sabotou o sistema de controle de tráfego aéreo. "Esse oportunismo não contribui em nada para a solução do problema e só revela a face mais lamentável da classe política brasileira", declarou a este site um oficial brigadeiro da ativa.

*** PT promete fim, mas infla cargos comissionados

Governo já gasta R$ 9,3 bilhões com 22 mil nomeações políticas, mais do que com orçamento do Bolsa Família.

*** Caso RCTV 2
Tales Faria, Informe JB

O Comitê Jurídico da Organização dos Estados Americanos (OEA) - entidade em que os EUA têm mais força nas Américas e adora fustigar Hugo Chávez - vai reunir-se no Rio de Janeiro, entre 27 de julho e 10 de agosto. O representante brasileiro nesse comitê de 11 membros é o professor Ricardo Seitenfuz, que preparou um informe sobre a decisão do governo Chaves de não renovar a concessão da RCTV. O informe é duro. Fala em violação de direitos à liberdade de expressão.

* COMENTANDO A NOTICIA: Até pode ser que o professor Ricardo consiga ler o tal informe. Mas estou duvidando que o governo Lula vá deixá-lo. Seria como incendiar a tal decantada relação Lula-Chavez, que bem sabemos além de amigos são cúmplices. Ambos tem assento permanente no Foro de São Paulo. Ambos tem idéias iguais para o defenestrado projeto socialista para a América Latina. Ambos apreciam, como nunca, um cala-boca na imprensa. Ambos cultivando um furor medonho contra qualquer crítica que se lhes possa ser dirigida. E num organismo continental como a OEA, os cavaleiros do apocalipse que gravitam em torno de Lula, tais como Amorim e Marco Aurélio Garcia,acharão um meio de cercear qualquer crítica, por mínima que seja, ao seu capanga ditador na Venezuela.

*** Se Waldir pedir para sair, Lula aceita. Feliz.
Cláudio Humberto

O presidente Lula aguarda mais uma vez um pedido de demissão do ministro Waldir Pires (Defesa), segundo revelou um ministro "da casa", como já ocorreu no início do apagão aéreo, há nove meses. O presidente aceitaria o pedido prontamente, feliz e aliviado. Lula não o demite por respeitar a história política e pessoal de Pires, que, por sua vez, não quer abrir mão do cargo. Ele foi desautorizado por Lula, que o proibiu de "negociar" com os controladores.

Lula não dá bola para ministro da Defesa. No primeiro governo, despachava com os comandantes militares, ignorando o então ministro José Viegas.

* COMENTANDO A NOTÍCIA: Aliás, Lula não dá bola para coisa alguma, a não ser pelas benesses do poder, e na conservação de seu curral eleitoral. O resto se pegar fogo, ele está pouco ou nada se importando. E se estivesse, não esperava Waldir Pires pedir demissão: já deveria tê-lo mandado embora há muito tempo. Assim como a diretoria da ANAC, que aliás, nesta última crise, cuidou de fugir com medo de sobrar-lhe algum respingo. De agência assim, que na hora da crise, foge e se esconde, quem precisa?

*** Governo 'adquire' apoio de ONGs
Cláudio Humberto

A ONG Agência de Notícias dos Direitos da Infância foi contratada pelo Ministério da Justiça para elaborar o Manual de Classificação Indicativa, que tem defendido com ardor. Quem a contratou foi José Eduardo Romão, especialista em - digamos - adquirir apoio de ONGs à nova censura prévia: ele é quem concede o registro de OSCIP que habilita a instituição a receber verbas do governo. E ainda fiscaliza a prestação de contas das entidades.

*** Grampo em Roriz: duas explicações diferentes

Valério Neves, assessor do ex-governador, hoje senador, Joaquim Roriz (PMDB-DF), deu duas explicações diferentes para as acusações levantadas pelas gravações da Polícia Civil do Distrito Federal. Na gravação entre Roriz e o ex-presidente do Banco de Brasília, estatal do GDF, Tarcísio Franklin Moura, um negócio seria "fechado" no escritório de Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas. No mesmo dia da gravação, um saque de R$ 2,2 milhões foi feito por Constantino e transportado até seu escritório por carro forte. Neves disse primeiro que Roriz não recebeu dinheiro de Constantino, teria apenas prestado a ele o favor de descontar um cheque do BRB, operação executada por Moura. No entanto a história mudou no próximo dia, Neves explicou que o ex-governador do DF "estava apertado" e precisou de um empréstimo de R$ 300 mil para comprar uma bezerra nelore da Universidade de Marília. O assessor Valério Neves apresentou cópia da nota fiscal de venda da bezerra por R$ 532 mil e o comprovante do depósito relativo ao pagamento de R$ 271 mil. A diferença, segundo ele, deveu-se a um desconto concedido pelo vendedor. Neves também apresentou cópia de um contrato de empréstimo de R$ 300 mil assinado por Roriz e Constantino e uma promissória assinada pelo senador. Um pedido de investigação foi enviado à Procuradoria-Geral da República, órgão capaz de investigar o senador Joaquim Roriz, que tem foro privilegiado.