Folha de São Paulo
A perda de competitividade do Brasil chegou a produtos nacionais típicos, informa reportagem de Tatiana Freitas publicada na Folha desta quarta-feira.
Em 2011, as importações de óleo de dendê avançaram 414%, as compras de coco seco subiram 172% e as de álcool, 1.058%, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
Sem falar nas cargas de feijão chinês e na evolução das importações de alumínio do país que possui a terceira maior jazida mundial de bauxita (minério de alumínio).
O câmbio, que em parte do ano passado esteve entre R$ 1,50 e R$ 1,60, o aumento do custo da mão de obra e a alta carga tributária explicam a maior concorrência em produtos que têm a cara do Brasil, segundo especialistas.
"O país está muito caro, especialmente na produção. Por isso, perde competitividade até em setores em que tem vocação natural", afirma José Augusto de Castro, presidente em exercício da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).
A força do mercado interno também justifica as maiores importações. "Todo mundo quer vir para cá. Fatalmente, as importações sobem", diz Mauro Moreno, vice-presidente da Abal (Associação Brasileira do Alumínio).
Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
E esta tem sido uma tendência desde que o PT assumiu o poder em 2003: a desnacionalização e desindustrialização do país. Estamos exportando empregos, muitas das nossas indústrias estão fechando as portas aqui e indo instalar-se em outros países, conforme inúmeras reportagens que publicamos aqui no blog. Enquanto os turistas brasileiros fazem a festa lá fora, foram mais de 20 bilhões de dólares só em 2011, o turista do exterior gastou no Brasil no mesmo ano cerca de 7 bilhões de dólares. Fazem três anos que a indústria não cresce, e o maior consumo da população tem sido bancado por importados, comprados aqui ou lá fora.
O Brasil se tornou muito caro, e nisto pesa, e muito!, a carga tributária (mas não só ela, claro) que acaba escoando ou para os bolsos das elites políticas ou para os privilégios indecentes dos membros do Poder Judiciário. É a isso que o governo federal chama de política industrial? Este é o patriotismo deles, tão reclamado enquanto foram oposição? As únicas atividades industriais que têm sido bafejadas por medidas pontuais são aquelas cujos empresários se comprometem com os caixas das campanhas eleitorais.
A balança comercial do país só não é deficitária por conta da nossa produção agropecuária, exatamente o ramo mais demonizado pelos petistas e sua gangue de impostores. Ela tem sido o esteio da nossa estabilidade econômica, da nossa musculatura em reservas internacionais e o ponto positivo do nosso comércio internacional. E ainda existem as Marinas da Silva praticando terrorismo contra os agropecuaristas!!!!