Mariana Barbosa, Folha de São Paulo
Os brasileiros consumiram, em média, 4,4 milhões de exemplares de jornais por dia em 2011, um recorde. A alta foi de 3,5% sobre 2010.
Os números, apurados pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação), referem-se à circulação de jornais pagos, nas versões impressa e digital. Cerca de 2% do total é relativo à circulação em meios digitais. Os dados da circulação digital serão divulgados até o fim da semana.
A Folha segue na liderança entre os jornais de prestígio, com circulação média de 297,2 mil exemplares. O crescimento, no ano, foi de 0,9%.
Segundo o presidente do IVC, Pedro Martins Silva, o crescimento em 2011 foi impulsionado pela venda de jornais populares, com preço de capa de até R$ 0,99: o segmento avançou 10,3%.
Já o grupo de veículos com preço de capa acima de R$ 2,00 registrou aumento de 1,6% na circulação, enquanto no segmento intermediário a alta foi de 0,3%. O jornal "Agora", do Grupo Folha, que custa R$ 1,50, cresceu 3,4%.
"São números vigorosos para uma mídia que cada vez mais sofre concorrência com as novas mídias", diz Silva. O crescimento de 10,3% dos jornais populares mostra, na sua visão, a vontade do brasileiro médio de se informar.
"Há três explicações: a nova classe média tem vontade de consumir informação e possui renda para isso e existem produtos no mercado com uma linguagem adaptada a esse consumidor."
Para o presidente do IVC, a concorrência com os meios digitais afeta mais os jornais tradicionais, com preço de capa acima de R$ 2,00.
"Apesar dessa concorrência, o segmento registra um crescimento interessante quando comparado com o resto do mundo desenvolvido, onde há queda de circulação", diz. "Isso mostra que por aqui existem pessoas entrando no mercado e consumindo mais desse produto."
******COMENTANDO A NOTÍCIA:
Há algum tempo, se questionava muito a razão para o povo brasileiro conceder tanto crédito à Lula, considerando-se que tanto a estabilidade econômica quanto os programas sociais, não foram obra sua, dentre as diferentes razões que alinhei, uma era, e ainda é, preponderante: a falta de memória do povo brasileiro se dá pelo fato de que cerca de 85% da população brasileira é desinformada, não lê jornais ou revistas, e bem mais ainda nunca leu um livro em sua sequer. Não livro escolar, muito embora aqui também exista um enorme percentual de não-leitores.
Contudo, o dado acima demonstra que aqueles 85% que havia previsto, ainda era muito. Vejam lá no alto: com um crescimento de 3,5% sobre 2010, 0 ano que passou representou um recorde histórico de venda diária de jornais no país. Qual foi a média? Apenas e tão somente 4,4 milhões de venda diária. Como a venda de revistas tem um peso bem menor, vamos arredondar a conta para 10,0 milhões de leitores que diariamente se mantém informados e olhe que estou sendo bastante otimista, hein!).
Moral da história: considerando a população brasileira, apenas 5%, e não mais do que isso, se pode considerar como “informados”. O resto toma conhecimento de ouvido ou pela maciça propaganda oficial, que, como todos sabemos, é cretinamente distorcida (em favor do governo, é claro).
Fica fácil entender porque um governante consegue criar em torno de si um mito quase divino e se tornar tão popular, apesar do governo que fez, onde apenas manteve ou copiou com outro, nome, programas e o plano de governo de seu antecessor.
A estatística acima comprova que o povo brasileiro continuará, ainda, e por muito tempo, infelizmente, verdadeira massa de manobra dos maus políticos que vicejam no país.
