Coluna de Leandro Mazzini
Foi assassinado há pouco em São Luís, no Maranhão, um dos mais aguerridos e críticos blogueiros políticos do estado, Décio Sá.
Ele estava sozinho no Bar da Marcela, na Av. Litorânea, da capital, onde pediu um prato com caranguejo e foi alvejado por seis tiros – dois deles na cabeça – por um motoqueiro que fugiu , sem deixar pistas.
Décio é conhecido na capital maranhense por denúncias contra setores públicos e políticos.
Brasil bloqueia projeto da ONU que pretende reduzir número de jornalistas assassinados
Talita Cruz, Observador PolíticoO governo brasileiro se aliou ao da Índia e do Paquistão para impedir a aprovação imediata de um projeto da ONU que visa diminuir o número de jornalistas mortos no mundo e combater a impunidade no esclarecimento desses casos.
Segundo o CPJ (Comitê para proteção dos Jornalistas), com sede em Nova York, 909 jornalistas foram mortos de 1992 até hoje no mundo. O Brasil ocupa a 11ª posição no ranking, com 21 mortos.
O plano de ação consiste apenas em defender mais a divulgação, acompanhamento e controle dos casos em que os jornalistas são impedidos de exercer suas funções, sobretudo quando são vitimas de violência. Sugere também a adoção de medidas que garantam segurança de profissionais em missões jornalísticas.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, dentre as objeções do governo, está por exemplo a definição mais “detalhada” do que seriam “situações de conflito e não conflito” enfrentadas por jornalistas.
Outra objeção do Brasil foi sobre a expressão “diplomacia silenciosa”, que deverá ser exercida por Estados membros da ONU para incentivar a liberdade de expressão. O governo ainda alega que que a grande maioria de casos verificados no Brasil não guarda relação direta com o exercicio da atividade.
Primeiro, um projeto desse nem seria necessário se os países se preocupassem com os jornalistas. Segundo, esse argumentos usados pelo governo possuem fundamento?

