sexta-feira, março 02, 2007

E a cadeira continua vazia...

Adelson Elias Vasconcellos

Desde janeiro de 2003, O Brasil ganhou um palanqueiro permanente, e a cadeira da presidência da república ficou vazia. Ali, deveria estar alguém capaz, trabalhador, interessado em promover um projeto de país voltado à liberdade, à qualidade de vida, ao progresso. Nada disso. O seu ocupante abandonou-a, por covardia, por omissão, por negligência, por incompetência? Sim, tudo isso e mais uma ainda: o “fujão” acha que sua presença em cadeira de trabalho, não se coaduna bem com sua bizarra personalidade de aposentado precoce. Portanto, nada de trabalho. Conseguiu o que mais queria, vencer a eleição, conquistar o poder, e bastando um bom programa de marketing, vender mentiras para ser apontado como um estadista. Nada de preocupações com trabalho, com problemas, enredar-se nas rotinas de governo, envolver-se com auxiliares, papéis, leis, ministérios. Ufa, isto tudo é desgastante demais, estressa, enche o saco. O melhor é comprar um avião de luxo e viajar. O resto a gente conta uma mentira e vende como verdade. O povão, alimentado com bolsa miséria, aceitará o produto sem discussão.

Pois nosso personagem bufão já entra em seu período de governo, e tudo continua como dantes: não se faz absolutamente nada que possa atr5apalhar o bom e modorrento sossego do chefe. E assim, de imbecilidades em imbecilidades, de preguiça em preguiça, de mediocridade em mediocridade, vamos seguindo estrada afora, cada vez mais distantes da civilização, cada vez mais atrasados, cada vez mais imbecilizados. E o chefe cada vez mais cada vez.

A cada nova estatística que se divulga sobre o desgoverno do senhor Lula, mais ele atenta à inteligência humana com suas tolices vadias e vagabundas. Dentre tantas as que se aturou no primeiro reinado, as duas últimas merecem profunda reflexão, por dão a tônica do que não se pode esperar deste deprimente cidadão que se elegeu presidente, mas que resolveu não governar. A primeira é sobre a violência que aflige o dia a dia de todos nós. A segunda, a estatística do PIB ridículo demonstrativo de um governo incompetente, irresponsável, comandado por um fanfarrão que julga acima de todas as verdades, sendo ele próprio a maior mentira plantada entre nós.

De início vamos afirmar o seguinte: criminalidade nada tem a ver com pobreza. Uma não implica na outra. A começar porque nem só de pobres é feita a criminalidade. Seu contingente é maior pela simples razão de serem os pobres o batalhão maior da população. Porém, tanto na classe média quanto no andar de cima do extrato social, há criminosos de todos os gêneros e tipos. Portanto, o perfil sócio-econômica nunca será causa determinante para alguém resvalar pelo, digamos ... mau caminho. Esta é uma escolha pessoal, individual. E por muitas vezes, apresentamos aqui exemplos de pessoas que viveram o inferno da miséria, sem oportunidades e sem condições de superarem as dificuldades, mas por méritos pessoais, pelo esforço e pela vontade, superaram a tudo e a todos, até aos preconceitos, e venceram. Portanto, o primeiro mito da fala presidencial, deve ser enterrado por ser a definição canalha feito por um cretino para uma situação na qual o Estado é quem deve ser responsabilizado, e não a sociedade que o sustenta. E dizendo Estado, estamos nos referindo ao Executivo por falta de programas, por contingenciamento de verbas na saúde, educação e segurança pública. Pelo Legislativo, que vota as leis necessárias à modernização do país. No Judiciário por falta de aplicação adequada do aparato legal já existente, e por oscilar suas decisões sempre em favor de uns outros apanigüados em detrimento de outros considerados pobres-coitados.

Mas ainda não é tudo: todo o Estado brasileiro está impregnado de três culturas danosas para o país: de um lado, a corrupção que, brejeira, faz a festa da canalhada toda. De outro, o manto da impunidade na base do “sabe com quem está falando”... Os quatro anos de Lula são um prato cheio neste sentido. E por fim, a cultura do desperdício, do esbanjamento e da irresponsabilidade usual com o dinheiro público. As três mazelas reunidas fazem a razão de ser das aflições que nos atormentam.

Governantes anteriores e atuais, nenhum deles pode se isentar. De um modo ou de outro, todos colaboraram, diretamente e indiretamente, para o quadro atual. Portanto, culpar, sistematicamente, os outros e a sociedade pela criminalidade existente, é o papel irresponsável e cretino da questão, e este papel Lula tem desempenhado com extremo vigor. E não apenas na segurança: Lula culpa a todos por tudo, menos a si mesmo, apesar de seus já quatro anos no poder, e apesar da luta vadia e vagabunda que seu partido desempenhou em mais de vinte anos de oposição no sentido de impedir a reforma do país.

Portanto, não soa nenhum um pouco estranha as afirmações deprimentes de quem estando no poder, e nele podendo fazer, simplesmente continua a atuar em favor dos criminosos. “Se o mal está feito, não se pode fazer mais nada”, esta é, caros brasileiros e brasileiras, a síntese de um governo falastrão, totalmente alienado e distante do verdadeiro papel que deveria representar. Porém, do alto de sua estupidez, ele mesmo avisa a todos que se preocupam com o risco que a falta de segurança representa às vidas, a sua filosofia presidencial, o “seu jeito de ser”. Se que tem pressa em ver uma ação que freie a violência, saibam que a pressa é apenas das vítimas. “A minha equipe é ganhadora. Você acha que um time que foi campeão ou uma escola de samba que foi campeã tem vontade de mudar sua direção? Eu não tenho nenhuma preocupação de mudar o governo. Não tenho pressa, não tenho pressão, não tem espaço na minha cabeça”.

E se você, brasileiro e brasileira, que já foi vítima da violência, ou teve um amigo ou parente vítima dela, e que desejaria ver os culpados julgados, condenados, e cumprindo pena, é bom ir se preparando. Porque no entendimento deste deprimente presidente, “...A questão da segurança é uma questão que hoje não tem um culpado, não tem dono, nem tem um inocente. Acho que todos nós, governantes e não-governantes, temos uma parcela de culpa”. E para culminar com sua irresponsável filosofia, ele a encerra da forma mais canalha que se possa imaginar. Na avaliação do “coisa”, a questão da violência não será resolvida apenas com o “aumento da quantidade de policiais ou presídios” no Brasil. Portanto, para Lula, nem a vítima é inocente. Acredite, a besta quadrada que fez esta estúpida declaração é nada mais nada menos do que o presidente da república. Conclusão: como todos somos os bandidos e não existem inocentes, não se faça mais nada. Liberou geral, galera !

A falta de um presidente que governe, tornou o país nestes últimos quatro anos, uma gandaia geral. Temos alguém na presidência, porém é como ali a cadeira permanecesse vazia. O cara que a ocupa, lá está para fazer figuração, não para trabalhar. Não adianta a sociedade ter pressa. Ele não a tem. Não adianta a sociedade pressioná-lo para tomar medidas em favor de sua segurança. Ele não aceita pressão. Não adianta as vítimas clamarem por justiça. Vítimas e bandidos para este moleque são todos culpados.

Definitivamente, somos levados a concluir que, na história de vida do senhor Lula, definitivamente, não existe inocente. Talvez a mãe, talvez...