Adelson Elias Vasconcellos
Dia 24.02., publicamos uma reportagem de Chico Siqueira para o Estadão, em que ele nos narra as histórias de Marinalva e Leia, duas ex-faxineiras, e que jogaram no lixo o discurso imbecil de Lula e resolveram estudar e acabaram estudantes em faculdades. No fim de 2006, já separada do marido e com um salário de R$ 700, a faxineira Leia, fez o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), um dos mais concorridos do País. Passou! A partir do dia 26, será uma das alunas do curso de Licenciatura em Pedagogia do campus de São José do Rio Preto, onde trabalha desde maio de 2005 com vassoura e rodo, limpando a sujeira deixada por alunos e professores. Fez o mesmo caminho da ex-faxineira Marinalva Imaculada Cuzin, hoje com 42 anos, formou-se pedagoga em 2001, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e conclui neste ano o doutorado em Educação. Marinalva era monitora de educação infantil em uma creche municipal e trabalhava à noite como faxineira do cursinho vestibular do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp em 1996, quando decidiu voltar a estudar. “Acreditava que podia ter uma vida e um futuro melhores”, afirmou. (clique aqui para ler reportagem completa).
Dia 24.02., publicamos uma reportagem de Chico Siqueira para o Estadão, em que ele nos narra as histórias de Marinalva e Leia, duas ex-faxineiras, e que jogaram no lixo o discurso imbecil de Lula e resolveram estudar e acabaram estudantes em faculdades. No fim de 2006, já separada do marido e com um salário de R$ 700, a faxineira Leia, fez o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), um dos mais concorridos do País. Passou! A partir do dia 26, será uma das alunas do curso de Licenciatura em Pedagogia do campus de São José do Rio Preto, onde trabalha desde maio de 2005 com vassoura e rodo, limpando a sujeira deixada por alunos e professores. Fez o mesmo caminho da ex-faxineira Marinalva Imaculada Cuzin, hoje com 42 anos, formou-se pedagoga em 2001, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e conclui neste ano o doutorado em Educação. Marinalva era monitora de educação infantil em uma creche municipal e trabalhava à noite como faxineira do cursinho vestibular do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp em 1996, quando decidiu voltar a estudar. “Acreditava que podia ter uma vida e um futuro melhores”, afirmou. (clique aqui para ler reportagem completa).
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Ontem, no Pernambuco, inaugurando lançamento de pedra fundamental (?), Lula resolveu deitar sua filosofia de boteco de marginal, para explicar a onda de violência que atinge o Brasil em volume cada vez mais crescentes, e em brutalidade cada vez mais bárbara. Isto por que no início da semana foi divulgado um mapa da violência, e alguém deve ter pedido a Lula a sua opinião. Como há poucos dias tivéramos o crime bárbaro do menino João Hélio, assim como tivéramos a morte de 9 pessoas queimadas vivas no interior de um ônibus no Rio de Janeiro, dentre tantos casos estúpidos ocorridos em tão pouco tempo. Lula parece que sentiu a pressão e abriu a boca para deitar uma falação tola e delinqüente.
Leiam de Letícia Lins em O Globo:
"Um dia após a divulgação do Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que "o mal já está feito", que por enquanto não há perspectiva de solução imediata e que o problema não se combate apenas com mais policiamento nas ruas.
Afirmou, ainda, que muitas vezes a violência "é uma questão de sobrevivência", e disse que seu governo está empenhando em proporcionar educação de mais qualidade aos jovens para que o problema não persista com tanta gravidade.
— Se a gente não mudar, para que país cresça, gere empregos, crie oportunidade para essa meninada entrar na universidade, aprender uma profissão, se a gente não fizer isso, pode botar dez vezes mais polícia na rua e não resolverá o problema da violência, porque muitas vezes ela é uma questão de sobrevivência. Precisamos levar em conta que essa não é a regra, mas a exceção — disse o presidente.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Como provamos acima, esta balela de Lula não se casa com a realidade. Tem muita gente pobre, trabalhando, dando um duro, morando mal, sendo mal assistida por um governo que não lhe devolve dignamente, em serviços, parte dos 40% em impostos que leva do que ganha. Marinalva e Leia são apenas dois dos milhares de exemplos existentes no país. Países ricos, desenvolvidos, com qualidade de vida, tem um índice de violência também “aceitável” ou tolerável” ao menos. Mas a riqueza das nações não as isentou das pessoas más que existem no mundo. Em todos os cantos. Em todas as épocas. Há pessoas más e pessoas boas. E isto independe de condição sócio-econômica.
“(...) Lula culpou a política econômica do passado pela violência. Ao referir-se ao Brasil como um país de oportunidades e que vive em um momento de credibilidade internacional, Lula destacou a violência como um dos principais problemas, do qual os jovens são não só vítimas como protagonistas:
— Eles são resultado de décadas de políticas econômicas que não surtiram os efeitos causadores de esperanças e expectativas. Portanto, esses jovens são vítimas de erros cometidos no passado. E nós temos a responsabilidade de evitar que os futuros adolescentes sejam vítimas dos mesmos erros que esses foram agora. O caso não tem solução imediata. E ninguém pode ficar apenas procurando quem é o culpado por essa situação. Tem muitos culpados, tem muitas causas. Todo mundo sabe o diagnóstico. O que precisamos é que assumamos as nossas responsabilidades, o prefeito, o governador, o governo federal, a sociedade brasileira — disse. (...)”
“(...) Lula afirmou ser necessário que o país encontre urgentemente soluções para que não se perpetue como um retrato da violência. Para ele, só há um meio de combatê-la: a combinação de investimentos em educação, com a geração de emprego e renda.
— O mal já está feito. Agora o que precisamos é acabar com essa situação, que não é motivo de orgulho para nenhum de nós — disse(...).
E da forma mais cretina possível concluiu dizendo:
“(...) Para o presidente, não falta cadeia para os jovens".
Comecemos pelo final. Faltam cadeias sim, pelo menos cadeias para prender gente, não os chiqueiros existentes por aí. Aliás, previu construir cinco, fez uma e não a ocupou totalmente, de acordo com seu Programa de Segurança no primeiro mandato. E ainda fez o favor de podar mais de 80% os recursos previstos para a segurança.
Isto do lado da segurança. Do lado da geração de empregos, Lula prometeu 10 milhões. Lembram-se ? Ficou pela metade. Menos até. Investimentos em educação ? Bem, vocês leram os resultados das provas do ENEM e do SAEB. Os resultados de hoje são piores do que os de 10 anos atrás. Aliás, já que ele mencionou os “governos anteriores” é bom que se diga que a estabilidade econômica foi conquista do governo anterior ao dele. As avaliações em educação só são possíveis porque foram implantada no governo anterior ao dele. E os programas sociais só existem, porque foram implantados no governo anterior ao dele. Tendo passado quatro anos, o que fez o governo em relação à redução da criminalidade ? Além do discurso, acreditem, absolutamente NADA.
Até pelo contrário. Ao aliviar seus companheiros nos crimes do mensalão, dos Correios, do IRB, do Visanet-BB, cartilhas, GTech/Caixa Econômica, vampiros, e culminando com o dossiê fajuto, Lula ajudou a encobrir criminosos e abençoá-los com o manto da impunidade, impunidade esta que é um incentivo e tanto para os crimes menores. O pouco que se descobriu nunca o foram por iniciativas do governo Lula. Talvez por isso sua preocupação seja sempre culpar a todos pelos crimes, menos a si mesmo. E, na raiz de seu discurso, esteja configurada sua preocupação em não querer culpar os criminosos, e sim as vítimas. É o exercício da auto-defesa.
Na reportagem seguinte vocês lerão como o governo Lula combate o crime. Ele prefere encobri-los. Passa por cima da lei. Para ele é mais fácil dizer que não existem inocentes. Um jeito bem cretino de generalizar uma característica pessoal. E ao dizer que “o mal está feito”, agora consigo entender porquê: o país já o elegeu presidente. De fato, o mal já está feito. Desde 29 de outubro de 2006.
No fundo, inocente aqui só aqueles que acreditaram que votando em Lula o país teria um presidente que o governasse... Hoje, o que se vê é uma cadeira vazia. O eleito continua no palanque. Não há jeito de tirá-lo de lá. Ele diz que não tem pressa. Enquanto aguardamos, o país segue no caos. Culpar a sociedade pela criminalidade é tirar a responsabilidade do indivíduo que comete esse crime.
“Roubo porque a sociedade me obriga”, é uma desculpa imbecil que não serve para as muitas Léias e Marinalvas, os muitos Joãos e Antonios, que apesar de sua condição de pobreza, escolheram serem honestos, decentes e trabalhadores. Existem milhões deles espalhados pelo país. E foram eles que escolheram Lula para presidente. Portanto, ao acusá-los de serem culpados pela violência, Lula está esbofeteando a cada um deles, que esperavam que Lula fosse igual a eles todos. Parece que a igualdade aqui está no fato de serem todos brasileiros. Quanto a ser trabalhador, honesto e pobre, Lula esqueceu o que seja ou o que significa isto.
Leiam de Letícia Lins em O Globo:
"Um dia após a divulgação do Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que "o mal já está feito", que por enquanto não há perspectiva de solução imediata e que o problema não se combate apenas com mais policiamento nas ruas.
Afirmou, ainda, que muitas vezes a violência "é uma questão de sobrevivência", e disse que seu governo está empenhando em proporcionar educação de mais qualidade aos jovens para que o problema não persista com tanta gravidade.
— Se a gente não mudar, para que país cresça, gere empregos, crie oportunidade para essa meninada entrar na universidade, aprender uma profissão, se a gente não fizer isso, pode botar dez vezes mais polícia na rua e não resolverá o problema da violência, porque muitas vezes ela é uma questão de sobrevivência. Precisamos levar em conta que essa não é a regra, mas a exceção — disse o presidente.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Como provamos acima, esta balela de Lula não se casa com a realidade. Tem muita gente pobre, trabalhando, dando um duro, morando mal, sendo mal assistida por um governo que não lhe devolve dignamente, em serviços, parte dos 40% em impostos que leva do que ganha. Marinalva e Leia são apenas dois dos milhares de exemplos existentes no país. Países ricos, desenvolvidos, com qualidade de vida, tem um índice de violência também “aceitável” ou tolerável” ao menos. Mas a riqueza das nações não as isentou das pessoas más que existem no mundo. Em todos os cantos. Em todas as épocas. Há pessoas más e pessoas boas. E isto independe de condição sócio-econômica.
“(...) Lula culpou a política econômica do passado pela violência. Ao referir-se ao Brasil como um país de oportunidades e que vive em um momento de credibilidade internacional, Lula destacou a violência como um dos principais problemas, do qual os jovens são não só vítimas como protagonistas:
— Eles são resultado de décadas de políticas econômicas que não surtiram os efeitos causadores de esperanças e expectativas. Portanto, esses jovens são vítimas de erros cometidos no passado. E nós temos a responsabilidade de evitar que os futuros adolescentes sejam vítimas dos mesmos erros que esses foram agora. O caso não tem solução imediata. E ninguém pode ficar apenas procurando quem é o culpado por essa situação. Tem muitos culpados, tem muitas causas. Todo mundo sabe o diagnóstico. O que precisamos é que assumamos as nossas responsabilidades, o prefeito, o governador, o governo federal, a sociedade brasileira — disse. (...)”
“(...) Lula afirmou ser necessário que o país encontre urgentemente soluções para que não se perpetue como um retrato da violência. Para ele, só há um meio de combatê-la: a combinação de investimentos em educação, com a geração de emprego e renda.
— O mal já está feito. Agora o que precisamos é acabar com essa situação, que não é motivo de orgulho para nenhum de nós — disse(...).
E da forma mais cretina possível concluiu dizendo:
“(...) Para o presidente, não falta cadeia para os jovens".
Comecemos pelo final. Faltam cadeias sim, pelo menos cadeias para prender gente, não os chiqueiros existentes por aí. Aliás, previu construir cinco, fez uma e não a ocupou totalmente, de acordo com seu Programa de Segurança no primeiro mandato. E ainda fez o favor de podar mais de 80% os recursos previstos para a segurança.
Isto do lado da segurança. Do lado da geração de empregos, Lula prometeu 10 milhões. Lembram-se ? Ficou pela metade. Menos até. Investimentos em educação ? Bem, vocês leram os resultados das provas do ENEM e do SAEB. Os resultados de hoje são piores do que os de 10 anos atrás. Aliás, já que ele mencionou os “governos anteriores” é bom que se diga que a estabilidade econômica foi conquista do governo anterior ao dele. As avaliações em educação só são possíveis porque foram implantada no governo anterior ao dele. E os programas sociais só existem, porque foram implantados no governo anterior ao dele. Tendo passado quatro anos, o que fez o governo em relação à redução da criminalidade ? Além do discurso, acreditem, absolutamente NADA.
Até pelo contrário. Ao aliviar seus companheiros nos crimes do mensalão, dos Correios, do IRB, do Visanet-BB, cartilhas, GTech/Caixa Econômica, vampiros, e culminando com o dossiê fajuto, Lula ajudou a encobrir criminosos e abençoá-los com o manto da impunidade, impunidade esta que é um incentivo e tanto para os crimes menores. O pouco que se descobriu nunca o foram por iniciativas do governo Lula. Talvez por isso sua preocupação seja sempre culpar a todos pelos crimes, menos a si mesmo. E, na raiz de seu discurso, esteja configurada sua preocupação em não querer culpar os criminosos, e sim as vítimas. É o exercício da auto-defesa.
Na reportagem seguinte vocês lerão como o governo Lula combate o crime. Ele prefere encobri-los. Passa por cima da lei. Para ele é mais fácil dizer que não existem inocentes. Um jeito bem cretino de generalizar uma característica pessoal. E ao dizer que “o mal está feito”, agora consigo entender porquê: o país já o elegeu presidente. De fato, o mal já está feito. Desde 29 de outubro de 2006.
No fundo, inocente aqui só aqueles que acreditaram que votando em Lula o país teria um presidente que o governasse... Hoje, o que se vê é uma cadeira vazia. O eleito continua no palanque. Não há jeito de tirá-lo de lá. Ele diz que não tem pressa. Enquanto aguardamos, o país segue no caos. Culpar a sociedade pela criminalidade é tirar a responsabilidade do indivíduo que comete esse crime.
“Roubo porque a sociedade me obriga”, é uma desculpa imbecil que não serve para as muitas Léias e Marinalvas, os muitos Joãos e Antonios, que apesar de sua condição de pobreza, escolheram serem honestos, decentes e trabalhadores. Existem milhões deles espalhados pelo país. E foram eles que escolheram Lula para presidente. Portanto, ao acusá-los de serem culpados pela violência, Lula está esbofeteando a cada um deles, que esperavam que Lula fosse igual a eles todos. Parece que a igualdade aqui está no fato de serem todos brasileiros. Quanto a ser trabalhador, honesto e pobre, Lula esqueceu o que seja ou o que significa isto.