sexta-feira, março 02, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Estado X Mercado?
por Orlando Tambosi , Blog Diego Casagrande

Liberalismo e socialismo foram as duas grandes forças antagônicas do século XX, confrontando-se no plano da política e das idéias. O primeiro, considerado de "direita", sempre defendeu a economia de mercado, a livre concorrência, a não invasão do Estado na economia. O segundo, identificado como de "esquerda", propugnava a propriedade coletiva dos principais meios de produção, a nacionalização (leia-se "estatização") das grandes empresas e dos bancos.
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Os acontecimentos entre 1989 e 1991 - a queda do muro de Berlim e o desmantelamento da União Soviética - destroçaram o campo do socialismo, à época chamado de "socialismo real". O que sobrou? Do socialismo real, nada. Se algo do socialismo permanece é apenas em sentido ideal, utópico. A China ainda se diz comunista, mas abre-se ao capitalismo com uma sofreguidão selvagem, sem salvaguardas para os cidadãos. Cuba também se declara socialista, pelo menos nos intermináveis discursos de Fidel Castro, mas a única coisa que a ilha alcançou foi a igualdade de todos na miséria.
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Goste-se ou não, os países mais desenvolvidos são liberais, capitalistas. E democráticos. Não são perfeitos, claro, mas nunca ambicionaram uma sociedade perfeita. Jamais prometeram a salvação (coisa para os templos religiosos). São assim os Estados Unidos, a Inglaterra e a maioria dos países europeus. Por acaso, são eles a "direita"?
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E o que é a "esquerda", se o socialismo fracassou estrondosamente? O chavismo na Venezuela, as estatizações de Evo Morales na Bolívia? Então, ser de "esquerda" é repetir incansavelmente os erros do passado. É voltar as costas às "lições da história", menosprezar os fatos, agarrar-se a uma tábua de salvação, mesmo que podre.
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A questão que a história nos deixou não é a oposição Estado versus Mercado - como parece indicar, uma vez mais, a guinada de alguns países latino-americanos para o estatismo, sob governos ditos de "esquerda" -, mas como equilibrar Estado e mercado. Não há outra saída.
A terceira via não passa de um fantasma.

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Difícil é reduzir salário de marajá
Cláudio Humberto

O presidente da Câmara Municipal do Recife, Josenildo Sinézio (PT), que bancou o salário de marajá do prefeito petista João Paulo, agora tem uma proposta reduzir a dinheirama. Como apenas 19 vereadores apareceram para trabalhar, a decisão foi adiada.

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Golpe bolchevique
Jorge Serrão, Alerta Total
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O Campo Majoritário (tradução do termo soviético Bolchevique), corrente que domina o PT, já tem um projeto mais ambicioso do que garantir ao presidente Lula um terceiro mandato.
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A intenção dos bolcheviques petistas é propor a aprovação do parlamentarismo em plebiscito que seria realizado juntamente com as eleições municipais de 2008. Com isso, estaria aberto o caminho não apenas para mais um governo do petista, mas para quantas reeleições forem possíveis.
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De tão geniais, esses petistas vão acabar refundando a União Soviética...

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Lula na contramão do MST
Da Folha de S.Paulo:

"Acuados e cansados da pressão dos movimentos sem-terra, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Palácio do Planalto avaliam abandonar as metas quantitativas de assentamentos da reforma agrária.

Uma segunda opção, menos drástica, mas ainda assim na contramão dos sem-terra, é torná-las secundárias diante da qualificação dos projetos de assentamentos já existentes.

Com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), a discussão ganhou força no final de 2006, quando o ministério fechou o balanço do primeiro mandato com o desgaste político de não ter cumprido a meta de 400 mil famílias assentadas (381 mil, segundo a pasta, foram beneficiadas).

A definição de metas não foi nem citada no programa de governo do petista."

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Lula na contramão do MST (2)
De O Estado de S.Paulo:

"As organizações que atuam em defesa da reforma agrária planejam para este ano uma jornada de movimentações sem precedentes nos primeiros quatro anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ela começa a ganhar corpo em março e deve atingir o pico em abril - mas prossegue de forma intensa durante todo o ano. Seus alvos principais serão o governo Lula e as empresas do setor do agronegócio, especialmente as que atuam com reflorestamento e sementes patenteadas."
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Jornal dos EUA critica Super-Receita
Cláudio Humberto

O protesto dos procuradores do Trabalho contra a Super-Receita foi notícia nos Estados Unidos: o jornal The Christian Science Monitor alertou para o risco que o novo organismo leva ao programa contra o trabalho escravo, com a perda de poder dos auditores.

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Orçamento do MEC terá menos R$ 609 milhões em 2007
Agência Brasil

O bloqueio de R$ 609,4 milhões do orçamento deste ano do Ministério da Educação foi condenado por entidades ligadas à área. O Ministério do Planejamento, responsável pelo contingenciamento, argumenta que, mesmo com a redução, as verbas para educação em 2007 são maiores que as do ano passado.

Em 2006, foram empenhados R$ 8,79 bilhões pelo Ministério da Educação. Este ano, a pasta está autorizada a gastar R$ 9,13 bilhões. Mas as organizações ressaltam que o corte vai representar menos investimentos para a área. Os investimentos da pasta, inicialmente previstos em R$ 1,5 bilhão neste ano, caíram para R$ 1,06 bilhão.

"Somente esses R$ 600 milhões que foram cortados representam mais que os investimentos do governo nos últimos dois anos na educação infantil e nas creches", estimou Daniel Cara, Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Segundo ele, em 2005 e 2006, o governo federal investiu pouco menos de R$ 500 milhões nessas áreas.

Daniel Cara avalia que a diminuição dos recursos vai acarretar prejuízos para um setor estratégico para o desenvolvimento do país. "Esse corte demonstra que o governo só tem compromisso com a política econômica, não com o social", avalia Cara.

O contingenciamento também desagradou aos governos estaduais, que dependem de repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra Rezende, considerou um retrocesso a retenção de recursos pelo governo. "No momento em que se discute a regulamentação do Fundeb, temos um enorme desafio para melhorar o ensino no país e é lamentável que haja essa restrição", comentou.