Que país é esse?
Do colunista Merval Pereira em O Globo
"A mulher do ministro da Cultura, Flora Gil, depois de ter seu carro blindado alvejado 16 vezes numa tentativa de assalto ano passado no Rio, disse que aquilo poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo.
A ministra Ellen Grace, presidente do Supremo Tribunal Federal, depois de assaltada na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, juntamente com o vice-presidente Gilmar Mendes, disse que assaltos acontecem.
A mulher do ministro da Fazenda, a psicanalista Eliane Mantega, depois de ter ficado seqüestrada com o marido e filhos por três horas, disse que os bandidos foram "supergentis". O ministro demorou 12 horas para comunicar o crime.
Que país é esse?"
COMENTANDO A NOTÍCIA: Para você ver, Merval, num país em que as autoridades tratam o crime como algo corriqueiro, coisa banal, você vai esperar que estas mesmas autoridades façam seu dever de casa no tocante à Segurança ? Vai ver que, para eles, o brutal e estúpido assassinato do garoto João Hélio esteja na conta de “coisas que acontecem”. Quando a autoridade pública se comporta de forma tão irresponsável diante do crime como as nossas autoridades têm-se se comportado, ao cidadão deste país restam duas alternativas: ou adere ao crime, já que não se pune mesmo, ou vai embora do país, para um lugar onde haja civilização na sociedade, e vergonha na cara das autoridades.
*****************
Juro futuro sobe com atenções voltadas à cena externa
Fonte: Agência Estado
Os juros futuros estão subindo no início do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 10h20, o contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,19% ao ano, ante o fechamento de ontem a 12,15% ao ano. O contrato de janeiro de 2009 avança para 12,10% ao ano, contra 11,96% do final da tarde ontem.
A queda das principais bolsas de valores européias nesta manhã, além da indicação negativa dos índices futuros de Nova York, prenuncia a continuidade do movimento de prevenção de prejuízos (ordens "stop loss") no mercado de juros nesta quinta-feira.
O que deixa os mercados nervosos agora é o temor de que a economia norte-americana embarque em um processo de forte desaceleração. E, por isso, os vários indicadores econômicos que serão divulgados hoje prometem mexer com os ânimos e, desde já, deixam os investidores ansiosos.
O foco do mercado de juros está totalmente voltado para o cenário internacional. A ponto de a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que acontece na próxima semana (dias 6 e 7), pouco afetar os preços hoje. A previsão de que o comitê reduzirá a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) em 0,25 ponto porcentual, para o nível de 12,75% ao ano, não chegou a ser alterada no período em que os índices de inflação vinham surpreendendo positivamente. E, ao que parece, a turbulência externa deverá inibir o crescimento de apostas mais otimistas, como o corte de 0,5 ponto.
****************
Lento mas inexorável
Giulio Sanmartini, Prosa & Política
Estamos assistindo mais uma jagunçada do presidente da República, que se intromete de forma indevida no poder Legislativo, propondo e os presidente do Senado e da Câmara dos Deputados concordando, em reunirem-se os três todas as segundas feiras para discutir a pauta desse poder.
Lula não consegue nem levar avante, como é sua obrigação, o Executivo, com que autoridade se arvora a meter o bedelho onde não deve, nem pode?
Trata-se de uma intervenção totalmente antidemocrática, que os deputados e senadores repudiavam com veemência durante a ditadura militar.
Dora Kramer desenvolve um raciocínio interessante, imagina se o presidente da República propusesse uma reunião semanal com o presidente do Supremo Tribunal Federal para tratar da pauta do Judiciário.
Do colunista Merval Pereira em O Globo
"A mulher do ministro da Cultura, Flora Gil, depois de ter seu carro blindado alvejado 16 vezes numa tentativa de assalto ano passado no Rio, disse que aquilo poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo.
A ministra Ellen Grace, presidente do Supremo Tribunal Federal, depois de assaltada na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, juntamente com o vice-presidente Gilmar Mendes, disse que assaltos acontecem.
A mulher do ministro da Fazenda, a psicanalista Eliane Mantega, depois de ter ficado seqüestrada com o marido e filhos por três horas, disse que os bandidos foram "supergentis". O ministro demorou 12 horas para comunicar o crime.
Que país é esse?"
COMENTANDO A NOTÍCIA: Para você ver, Merval, num país em que as autoridades tratam o crime como algo corriqueiro, coisa banal, você vai esperar que estas mesmas autoridades façam seu dever de casa no tocante à Segurança ? Vai ver que, para eles, o brutal e estúpido assassinato do garoto João Hélio esteja na conta de “coisas que acontecem”. Quando a autoridade pública se comporta de forma tão irresponsável diante do crime como as nossas autoridades têm-se se comportado, ao cidadão deste país restam duas alternativas: ou adere ao crime, já que não se pune mesmo, ou vai embora do país, para um lugar onde haja civilização na sociedade, e vergonha na cara das autoridades.
*****************
Juro futuro sobe com atenções voltadas à cena externa
Fonte: Agência Estado
Os juros futuros estão subindo no início do pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Às 10h20, o contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 12,19% ao ano, ante o fechamento de ontem a 12,15% ao ano. O contrato de janeiro de 2009 avança para 12,10% ao ano, contra 11,96% do final da tarde ontem.
A queda das principais bolsas de valores européias nesta manhã, além da indicação negativa dos índices futuros de Nova York, prenuncia a continuidade do movimento de prevenção de prejuízos (ordens "stop loss") no mercado de juros nesta quinta-feira.
O que deixa os mercados nervosos agora é o temor de que a economia norte-americana embarque em um processo de forte desaceleração. E, por isso, os vários indicadores econômicos que serão divulgados hoje prometem mexer com os ânimos e, desde já, deixam os investidores ansiosos.
O foco do mercado de juros está totalmente voltado para o cenário internacional. A ponto de a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que acontece na próxima semana (dias 6 e 7), pouco afetar os preços hoje. A previsão de que o comitê reduzirá a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) em 0,25 ponto porcentual, para o nível de 12,75% ao ano, não chegou a ser alterada no período em que os índices de inflação vinham surpreendendo positivamente. E, ao que parece, a turbulência externa deverá inibir o crescimento de apostas mais otimistas, como o corte de 0,5 ponto.
****************
Lento mas inexorável
Giulio Sanmartini, Prosa & Política
Estamos assistindo mais uma jagunçada do presidente da República, que se intromete de forma indevida no poder Legislativo, propondo e os presidente do Senado e da Câmara dos Deputados concordando, em reunirem-se os três todas as segundas feiras para discutir a pauta desse poder.
Lula não consegue nem levar avante, como é sua obrigação, o Executivo, com que autoridade se arvora a meter o bedelho onde não deve, nem pode?
Trata-se de uma intervenção totalmente antidemocrática, que os deputados e senadores repudiavam com veemência durante a ditadura militar.
Dora Kramer desenvolve um raciocínio interessante, imagina se o presidente da República propusesse uma reunião semanal com o presidente do Supremo Tribunal Federal para tratar da pauta do Judiciário.
.
Seria algo inadmissível. Há uma tendência de um poder ocupar os espaços deixado por outro, é exatamente o que está acontecendo com o Legislativo, que por torpe clientelismo tornou-se um anexo do Palácio.
A jornalista ainda discorre mais sobre essa perigosa situação, que nos faz desconfiar que Luiz Inácio Lula da Silva, imitando seu “compañero” Chávez, caminha lenta mas inexoravelmente para um regime totalitarista. (G.S.).
Ainda há tempo para impedi-lo.
****************
"La Nacion": Argentina vetou plano de Lula para Uruguai
SÃO PAULO - Três dias antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Uruguai, diplomatas do Brasil e da Argentina reuniram-se para definir a pauta que Lula apresentaria ao colega Tabaré Vázquez.
Seria algo inadmissível. Há uma tendência de um poder ocupar os espaços deixado por outro, é exatamente o que está acontecendo com o Legislativo, que por torpe clientelismo tornou-se um anexo do Palácio.
A jornalista ainda discorre mais sobre essa perigosa situação, que nos faz desconfiar que Luiz Inácio Lula da Silva, imitando seu “compañero” Chávez, caminha lenta mas inexoravelmente para um regime totalitarista. (G.S.).
Ainda há tempo para impedi-lo.
****************
"La Nacion": Argentina vetou plano de Lula para Uruguai
SÃO PAULO - Três dias antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Uruguai, diplomatas do Brasil e da Argentina reuniram-se para definir a pauta que Lula apresentaria ao colega Tabaré Vázquez.
.
Nessa conversa, os argentinos derrubaram uma das principais propostas que Lula pretendia apresentar e que lhes pareceu prejudicial.
A informação foi divulgada ontem pelo diário "La Nación", de Buenos Aires, e atribuída a um dos diplomatas que participaram do encontro. O que Lula pretendia oferecer a Vázquez era uma flexibilização das "regras de origem" do acordo do Mercosul, para facilitar as exportações do Uruguai e do Paraguai.
Os dois poderiam exportar, com a tarifa menor do Mercosul, itens incorporados de terceiros países. "Para o Brasil isso pode ajudar os países menores. Mas seria prejudicial às nossas indústrias, por exemplo, porque criaria uma enorme proliferação na área de autopeças", disse o funcionário.
*****************
Senado adia discussão sobre maioridade penal
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou por 45 dias a discussão do projeto que reduz a maioridade penal para 16 anos. A pedido do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), uma subcomissão foi criada para nesse prazo analisar vários projetos de segurança pública, incluindo o que trata da maioridade penal. Entre essas medidas está a unificação das polícias e a criação de escolas integrais para abrigar crianças e adolescentes por mais tempo.
O presidente da CCJ, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e o relator, senador Demóstenes Torres (PFL-GO), se manifestaram contra o adiamento da discussão. ACM disse que a decisão demonstra que o Congresso já está se esquecendo da morte do menino João Hélio, arrastado por bandidos no Rio de Janeiro.
******************
Falou e disse:
“Neste governo, só o Banco Central entregou a mercadoria prometida”
Senador tucano Arthur Virgílio (AM), sobre a gestão do presidente do BC, Henrique Meirelles.
Nessa conversa, os argentinos derrubaram uma das principais propostas que Lula pretendia apresentar e que lhes pareceu prejudicial.
A informação foi divulgada ontem pelo diário "La Nación", de Buenos Aires, e atribuída a um dos diplomatas que participaram do encontro. O que Lula pretendia oferecer a Vázquez era uma flexibilização das "regras de origem" do acordo do Mercosul, para facilitar as exportações do Uruguai e do Paraguai.
Os dois poderiam exportar, com a tarifa menor do Mercosul, itens incorporados de terceiros países. "Para o Brasil isso pode ajudar os países menores. Mas seria prejudicial às nossas indústrias, por exemplo, porque criaria uma enorme proliferação na área de autopeças", disse o funcionário.
*****************
Senado adia discussão sobre maioridade penal
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou por 45 dias a discussão do projeto que reduz a maioridade penal para 16 anos. A pedido do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), uma subcomissão foi criada para nesse prazo analisar vários projetos de segurança pública, incluindo o que trata da maioridade penal. Entre essas medidas está a unificação das polícias e a criação de escolas integrais para abrigar crianças e adolescentes por mais tempo.
O presidente da CCJ, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e o relator, senador Demóstenes Torres (PFL-GO), se manifestaram contra o adiamento da discussão. ACM disse que a decisão demonstra que o Congresso já está se esquecendo da morte do menino João Hélio, arrastado por bandidos no Rio de Janeiro.
******************
Falou e disse:
“Neste governo, só o Banco Central entregou a mercadoria prometida”
Senador tucano Arthur Virgílio (AM), sobre a gestão do presidente do BC, Henrique Meirelles.