domingo, março 04, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Você sabe com quem está falando?

O deputado Celso Russomanno (PP-SP) responderá a processo por dano ao patrimônio público. Ontem, a denúncia contra o deputado, feita em 2002 pelo Ministério Público Federal, foi aceita por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso data de 21 de outubro de 2002. O irmão do deputado levou sua mãe ao Incor para um atendimento.
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A mãe do deputado estava demorando a ser atendida e o deputado foi ao hospital para acelerar o atendimento. Acabou xingando funcionários e quebrando uma porta do hospital.

Para os ministros do STF, Celso Russomanno personificou a frase “você sabe com quem está falando?”.

- É a carteirada, é a truculência, é a prepotência, o “sabe com quem está falando?”. Interessante que no Brasil esse “sabe com quem está falando?” se generalizou. Nos Estados Unidos é o contrário. O cidadão comum reage à carteirada fazendo a seguinte pergunta: “quem você pensa que é?” Vejam como são duas completamente diferentes -, disse o ministro Carlos Britto.

Caso condenado, o deputado pode ficar preso por até três anos.

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Exibicionismo

Talvez para matar de inveja os colegas na reunião de amanhã do Grupo do Rio, na Guiana, Lula usou, além do Air Force 51, dois helicópteros da FAB, para "viagens internas", como no Uruguai. Te cuida, George W. Bush!

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Um baú sem fundo de embromações
Editorial de O Estado de S. Paulo

"No dia 3 de março de 2006, os jornais brasileiros transcreveram os principais trechos de uma extensa entrevista do presidente Lula à revista londrina The Economist, incluída, juntamente com um editorial elogioso, na edição que começava a circular naquela sexta-feira, às vésperas de sua visita de Estado à Grã-Bretanha. Numa passagem, perguntado por que o PIB brasileiro cresceu apenas 2,3% no ano anterior, ele respondeu: “No Brasil, não estamos com pressa de fazer a economia decolar imediatamente. Primeiro, cuidamos de consolidar a base macroeconômica. Não quero um crescimento de 10% ou 15% ao ano.
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Quero um ciclo de crescimento sustentável de 4% ou 5%.” Passados 12 meses, confrontado com mais uma evidência de que a realidade teima em negar o que ele quer - o PIB de 2006 não chegou nem a 3% -, Lula não se deu por achado e ligou o piloto automático.

Começou por dizer que o crescimento econômico não depende da vontade do presidente ou do governo - o que é parte obviedade, parte mistificação. E elaborou, se é que o verbo se aplica: “O PIB só vai crescer na medida em que se crie uma dinâmica no País em que as pessoas acreditem que as coisas estão sendo feitas com seriedade.” Que quer dizer isso? O mesmo que quer dizer “não quero um crescimento de 10% ou 15% ao ano”. Ou seja, rigorosamente nada, afora expressar um movimento defensivo reflexo, típico de quem está desprovido de argumentos objetivos diante de verdades incômodas.

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Marco Aurélio apóia "recall" para políticos
Tribuna da Imprensa

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, manifestou ontem apoio à proposta que tramita no Congresso para a criação de um sistema de recall (convocação). Por meio desse mecanismo, a população poderia revogar o mandato de um político. "A sociedade reclama providências, reclama correção de rumos", afirmou.

Segundo ele, o instrumento do recall poderia fazer com que os políticos ficassem mais atentos para o fato de que foram eleitos para defender os interesses públicos e não os isolados e momentâneos. Marco Aurélio posicionou-se sobre o recall após receber do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, as propostas da entidade para a reforma política.

De acordo com o presidente do TSE, a reforma é necessária para "restabelecer-se a credibilidade do Parlamento" e aumentar a participação da população no processo político por meio de referendos, plebiscitos, projetos de iniciativa popular e recall.

O presidente do TSE também defendeu o fim da reeleição e do voto obrigatório e a redução do mandato dos senadores de 8 para 4 anos. "A reeleição mostrou-se algo que não é positivo, porque quase sempre temos a confusão entre a atividade decorrente do cargo e a atuação como candidato, o que implica desequilíbrio na disputa", afirmou. Sobre o voto obrigatório, Marco Aurélio disse: "Não concebo um direito como algo que deva ser imposto goela abaixo, sob pena de o cidadão ser multado por não exercer esse direito", afirmou.

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Descriminalização tiraria País de Convenção da ONU
Tribuna da Imprensa

Se a proposta de descriminalização do consumo de drogas ilícitas, recentemente defendida pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, for aceita, o Brasil terá que deixar a Convenção de Drogas de 1961, da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada por 188 países, explicou ontem o representante do Escritório contra Drogas e Crime do organismo internacional, Giovanni Quaglia.

"O Escritório é contra a descriminalização", afirmou ele, deixando claro que os países têm autonomia para decidir o que devem ou não fazer. Segundo disse, como a questão das drogas é um assunto federal, não há como uma eventual mudança na legislação brasileira ocorrer apenas no Rio. Cabral vem defendendo medidas específicas para o estado, como, por exemplo, em relação à redução da maioridade penal.

Perguntado sobre a postura do governador, o secretário nacional antidrogas, general Paulo Roberto Uchôa, evitou tecer comentários. "Ainda não conversamos, por isso, não sei quais os argumentos dele para defender a proposta", esquivou-se.

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Falou e disse:

"Este relativo distanciamento da parte principal do governo em relação à reforma agrária reflete o que todos sabemos, mas ninguém parece ter coragem de dizer claramente: o tempo histórico da reforma agrária passou."

Zander Navarro, sociólogo, em entrevista à Folha de S.Paulo