quarta-feira, abril 18, 2007

Chávez não rasga dólares

Carlos Sardenberg, Portal G1
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O presidente Lula foi à Venezuela lançar a pedra fundamental de um grande empreendimento de produção de petroquímicos, liderado pela empresa brasileira Braskem, o braço da Odebrecht no ramo químico.
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Com isso, a Venezuela melhora e muito o aproveitamento de seus campos de gás. Tem mais valor – e dá mais dinheiro – produzir os derivados ali mesmo, em vez de vender o gás natural.
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Disse o presidente Hugo Chávez que a produção da nova planta de termoplásticos vai atender prioritariamente o mercado interno.Conversa.
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A maior parte da produção da Braskem vai para os Estados Unidos - e é justamente a facilidade de exportação que torna viável (e muito atraente) o projeto. Chávez, naturalmente, sabe disso.
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Afinal, ele vende quase todo seu petróleo justamente para os EUA. Ele vai assim, enche o bolso de dólares e esculhamba os americanos.
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Hoje, prometeu uma guerra de 100 anos se os americanos tentarem tomar seu petróleo com armas. Ora, os americanos já tomam e com a melhor arma possível, o dólar. Com o qual, aliás, vão levar também os termoplásticos da Braskem – que ganha assim um mercado de primeira.
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Mas a Braskem não tem medo de uma futura nacionalização? Afinal, Chávez está nacionalizando as instalações de todas as companhias estrangeiras.“Mas nós fomos convidados por eles” – responde o diretor da Braskem, Alexandrino de Alencar.