por Fábio Rabello, escritor
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O Brasil tem mais de trinta leis de incentivo à cultura. É incentivo de mais e cultura de menos. Por mim, seriam todas abolidas. Elas não funcionam e, toda vez que uma verba destinada ao patrocínio de uma obra de arte chega até onde deveria, estamos, mais uma vez, jogando dinheiro fora. A arte nacional é tão egocêntrica que não é capaz de influenciar nem a si mesma. E, quando por um milagre chega fora do país, provoca deboche. Se os artistas não têm dinheiro para viver de poesia, música ou outra arte qualquer, que vão explorar um parente, ou que vendam o carro! Não venham sugar o meu dinheiro. Afinal, o desvio de dinheiro público financiador de eventos culturais é proporcional ao número de leis que incentivam nossa protocultura. Pelo menos é isso o que ocorre no Brasil.
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Houve um tempo em que eu achava que o dinheiro empregado pelo Estado no mercado cinematográfico, por exemplo, deveria ser investido em construção de escolas. Hoje, penso diferente. Um jovem passa, no mínimo, onze anos sendo sustentado no ensino público pelo país e sai de lá sem saber usar singular e plural. O Estado perdeu tempo e dinheiro na tentativa de alfabetizá-lo. Jogou dinheiro fora. Jogou o seu e o meu dinheiro que, ao ser aplicado no ensino, acabou por criar monstros, feito Mary Shelley e seu Frankstein. Engana-se quem imagina que as cadeias públicas são fábricas de marginais. Mentira. São nossas arcaicas escolas. Quase todos os criminosos que ganham destaque na mídia possuem o ensino médio completo e são capazes de planejar crimes com uma periculosidade literária. Saem de lá formados no assunto. No entanto, não sabem que a capital do país é Brasília, ou que ficamos no Continente Americano. Já ouvi uma criança de nove anos, aluna da quarta série, dizer que a capital de São Paulo é Los Angeles. Mas um cidadão com ensino médio completo, de quase trinta nos, dizer tamanha atrocidade só prova que a escola é uma máquina criadora de Franksteins que, depois de formados, se revoltam contra o seu criador: o próprio Estado. Teria sido melhor ensiná-los a recapear asfalto e inseri-los no mercado de trabalho. Mas não, pagamos do nosso bolso para que eles venham, mais tarde, a assassinar um parente nosso.
Houve um tempo em que eu achava que o dinheiro empregado pelo Estado no mercado cinematográfico, por exemplo, deveria ser investido em construção de escolas. Hoje, penso diferente. Um jovem passa, no mínimo, onze anos sendo sustentado no ensino público pelo país e sai de lá sem saber usar singular e plural. O Estado perdeu tempo e dinheiro na tentativa de alfabetizá-lo. Jogou dinheiro fora. Jogou o seu e o meu dinheiro que, ao ser aplicado no ensino, acabou por criar monstros, feito Mary Shelley e seu Frankstein. Engana-se quem imagina que as cadeias públicas são fábricas de marginais. Mentira. São nossas arcaicas escolas. Quase todos os criminosos que ganham destaque na mídia possuem o ensino médio completo e são capazes de planejar crimes com uma periculosidade literária. Saem de lá formados no assunto. No entanto, não sabem que a capital do país é Brasília, ou que ficamos no Continente Americano. Já ouvi uma criança de nove anos, aluna da quarta série, dizer que a capital de São Paulo é Los Angeles. Mas um cidadão com ensino médio completo, de quase trinta nos, dizer tamanha atrocidade só prova que a escola é uma máquina criadora de Franksteins que, depois de formados, se revoltam contra o seu criador: o próprio Estado. Teria sido melhor ensiná-los a recapear asfalto e inseri-los no mercado de trabalho. Mas não, pagamos do nosso bolso para que eles venham, mais tarde, a assassinar um parente nosso.
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Gilberto Gil, ministro da Cultura, admitiu dias atrás que só toma decisões fundamentais depois de consultar as moedas do I-Ching. Fernando Haddad, ministro da Educação, deve estar se consultando com as baianas charlatãs do Viaduto do Chá, visto o que já foi exposto aqui. O problema é que nunca tivemos muita sorte quando o assunto é moeda e, se tais consultas realmente dessem certo, o I-Ching já teria orientado Gilberto Gil a parar de cantar. Quanto a Fernando Haddad, creio que às vezes é preciso ter a mão aberta. Nem que seja só para a mãe-de-santo dar uma olhadinha.
Gilberto Gil, ministro da Cultura, admitiu dias atrás que só toma decisões fundamentais depois de consultar as moedas do I-Ching. Fernando Haddad, ministro da Educação, deve estar se consultando com as baianas charlatãs do Viaduto do Chá, visto o que já foi exposto aqui. O problema é que nunca tivemos muita sorte quando o assunto é moeda e, se tais consultas realmente dessem certo, o I-Ching já teria orientado Gilberto Gil a parar de cantar. Quanto a Fernando Haddad, creio que às vezes é preciso ter a mão aberta. Nem que seja só para a mãe-de-santo dar uma olhadinha.