quarta-feira, abril 18, 2007

TOQUEDEPRIMA...

MST recebeu R$ 3,7 milhões em janeiro de 2007
Josie Jeronimo , Jornal do Brasil

Cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra receberam, em repasses do governo federal, R$ 3,76 milhões só em janeiro. O valor refere-se aos recursos transferidos aos nove grupos com maior participação nas manifestações promovidas pelos sem-terra durante o Abril Vermelho.

Só uma cooperativa de Mato Grosso recebeu R$ 1,47 milhão do governo no início do ano. Apesar da ajuda governamental, os sem-terra mato-grossenses aderiram ontem à onda de protestos e fizeram uma grande manifestação em frente ao prédio da Justiça Federal, em Brasília.

Pernambuco é o Estado com maior mobilização no Abril Vermelho e também um dos que tem o maior número de cooperativas apoiadas pela União, com meio milhão em recursos.

O Paraná, que até agora não tem se destacado na Jornada de Luta pela Reforma Agrária figura na lista de repasses do governo como um dos mais favorecidos. Só uma cooperativa rural do Estado recebeu R$ 772.897 em janeiro.

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Dilma quer vetar Moreira e Priante

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tem feito a cabeça do presidente Lula para rejeitar duas indicações do PMDB para integrar o segundo escalão do governo: os ex-deputados Moreira Franco (RJ) para presidir a BR Distribuidora e José Priante (PA) para a diretoria financeira da Transpetro.

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Recomeça a megalicitação da Petrobrás
Lauro Jardim, Radar, Veja online

A McCann conseguiu, via decisão liminar conseguida Justiça fluminense, ser habilitada na megaconcorrência de publicidade da Petrobras. Agora, a estatal começará a julgar as propostas técnicas das agências habilitadas. Serão três as escolhidas para dividir 500 milhões de reais por dois anos de contrato.

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Defunto não reclama

Moura Cavalcanti era governador de Pernambuco quando um jovem parente de quem não gostava concluiu Medicina. Ele comentou com o secretário de Planejamento, Luiz Otávio:
- Já sei o que vai acontecer. Este garoto não tem consultório e vou ter que acabar nomeando-o para algum lugar no governo do Estado.
- Há um jeito de amenizar o problema...
- Qual? - animou-se Cavalcanti.
- O senhor pode nomeá-lo médico legista. Pelo menos os pacientes não vão reclamar.

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Falta de argumento

Debate desqualificado no plenário entre o líder do Democratas, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

Os dois debatiam a medida provisória que autoriza o governo a usar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Onyx é contra. Paulo Pereira, da base do governo, é favorável. Onyx começou:

- Lamento que as centrais sindicais estejam se apelegando ao governo

Paulo Pereira respondeu:
- Quero ver você ir no meu 1º de maio (festa do Dia do Trabalho organizado pela Força Sindical) e dizer que sou pelego lá. Quero ver se você tem coragem de fazer isso, já que você é muito macho.

Acabou que a medida provisória foi aprovada e será enviada ao Senado.

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Consolo de um amigo

- Que sacanagem...que sacanagem...que sacanagem. Não tem nenhum dado, nenhuma prova na matéria!

Foi assim, com essas palavras, que o deputado José Genoino (PT-SP) tentou consolar o amigo Jader Barbalho (PMDB-PA), alvo de uma denúncia da revista Veja, no plenário da Câmara.

De acordo com a matéria, Jader teria se livrado de uma dívida de R$ 82,4 milhões ao transferir sua concessão da TV Bandeirantes de uma empresa com dívidas com a Receita e o INSS para uma outra saneada.

Jader agradeceu as palavras e disse que tem documentos, certidões, notas para explicar tudo. Depois, cada um foi para o seu lado.
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Cade determina reversibilidade da compra da Ipiranga
Isabel Sobral, Estadão online

BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou na noite desta terça-feira , por meio de medida cautelar (decisão provisória), que a Petrobras, Braskem e Ultra garantam a reversibilidade da compra da Ipiranga, anunciada no dia 19 de março. Com isso, o conselho impede as companhias de tomarem qualquer decisão estratégica ou comercial que afetem as empresas do Grupo Ipiranga.

A medida valerá até que o conselho julgue o mérito da aquisição e seu impacto na concorrência. O julgamento não tem data marcada e o negócio ainda está sendo instruído pelas Secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, e de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça.
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A medida cautelar foi solicitada pelas duas secretarias que temem a tomada de decisões pelos novos controladores da Ipiranga que, após a investigação, não possam mais ser modificadas como venda de ativos, fábricas e modificação de postos de revenda de combustíveis. A decisão do Cade, que deverá ser homologada na sessão extraordinária de julgamentos de quarta-feira, 18, terá que ser publicada em fato relevante pelas empresas para que o mercado tenha conhecimento da decisão.

O autor da medida é o conselheiro relator do processo Luís Fernando Rigato Vasconcellos. Ele fixou ainda multa diária de R$ 100 mil por item da cautelar descumprido. Qualquer alteração no contrato entre essas empresas que vier a ser feito no futuro terá também que ser submetido à apreciação do Cade.

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Greve de peritos atrasa Operação Hurricane

A paralisação dos policiais federais, programada para esta quarta (18), atrasará a preparação dos laudos periciais relativos à Operação Hurricane. Com isso, as mais de duas toneladas de documentos apreendidos durante a operação não serão analisadas, atrasando a conclusão do caso. "Historicamente, temos uma defasagem de peritos no quadro da Polícia Federal que prejudica bastante o andamento dos laudos. Com essa paralisação e, na pior das hipóteses, a greve, o que era muito difícil ficará ainda mais complicado. O governo precisa entender que os peritos criminais federais já trabalham no limite. E que se a greve acontecer, o acúmulo de laudos pendentes poderá comprometer definitivamente o andamento dos inquéritos que dependem da materialidade da prova, conseguida exclusivamente por meio dos laudos periciais", argumenta o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Octavio Brandão Caldas Netto.