por Ipojuca Pontes , Blog Diego Casagrande
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O ministro da Comunicação e Propaganda do governo Lula, Franklin Martins, um dos seqüestradores do embaixador americano Charles B. Elbrick, em setembro de 1969, e ex-comentarista político (demitido) da Rede Globo de Televisão, disse no Fórum Nacional de TVs Públicas, realizado em Brasília, que a nova TV que o governo Lula pretende instalar ainda este ano: “É uma TV pública de qualidade e com bala na agulha”.
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Não sei o que o atual ministro da Comunicação e Propaganda entende por TV pública de qualidade, mas um fato é inquestionável: de “bala na agulha” ele conhece bastante: foi, simplesmente, integrante ativo e porta-voz da facção revolucionária que, de arma em punho, a pretexto de combater a “ditabranda” dos militares de 1964, assaltou bancos, invadiu quartéis e delegacias para “expropiar” armas e destruir com explosões prédios públicos que, segundo seu entendimento, “simbolizavam a opressão” e, o que é mais revelador, “justiçar” com rajadas de balas os antagonistas políticos que se contrapunham ao projeto de transformar o Brasil numa Cuba em tamanho gigante.
Não sei o que o atual ministro da Comunicação e Propaganda entende por TV pública de qualidade, mas um fato é inquestionável: de “bala na agulha” ele conhece bastante: foi, simplesmente, integrante ativo e porta-voz da facção revolucionária que, de arma em punho, a pretexto de combater a “ditabranda” dos militares de 1964, assaltou bancos, invadiu quartéis e delegacias para “expropiar” armas e destruir com explosões prédios públicos que, segundo seu entendimento, “simbolizavam a opressão” e, o que é mais revelador, “justiçar” com rajadas de balas os antagonistas políticos que se contrapunham ao projeto de transformar o Brasil numa Cuba em tamanho gigante.
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De certo modo, a idéia de um Ministério da Propaganda nasceu quando o governo viu cair por terra, em setembro de 2004, o sinistro projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Ancinav. Os motivos alegados eram outros, mas ambos, Conselho e Ancinav, iriam deter poder de polícia para punir os que se tornassem inconvenientes aos planos de se promover, no primeiro mandato de Lula, o processo de “transição para o socialismo” - conforme previsto na declaração final do Foro de São Paulo, ocorrido na cidade de Porto Alegre, em 30 de julho de 1997.
De certo modo, a idéia de um Ministério da Propaganda nasceu quando o governo viu cair por terra, em setembro de 2004, o sinistro projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Ancinav. Os motivos alegados eram outros, mas ambos, Conselho e Ancinav, iriam deter poder de polícia para punir os que se tornassem inconvenientes aos planos de se promover, no primeiro mandato de Lula, o processo de “transição para o socialismo” - conforme previsto na declaração final do Foro de São Paulo, ocorrido na cidade de Porto Alegre, em 30 de julho de 1997.
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No documento do Foro, elaborado por alguns dos aliados de fé do atual ministro da Comunicação e Propaganda, eram assinalados alguns itens fundamentais para se chegar ao controle da informação no Brasil, uma vez “que a questão da comunicação e da telecomunicação tem um sentido estratégico no enfrentamento ao neoliberalismo”. De forma objetiva, o documento apontava a urgente necessidade de se constituir não só o controle público sobre os meios de comunicação, mas, sobretudo, o dever de se reorganizar sistemas de comunicação no sentido contrário da “concentração monopolista”. (Para quem ainda não sabe, o Foro de São Paulo é uma diabólica entidade comunista criada por Fidel Castro e o PT em 1990, logo após o colapso da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, com o objetivo programático de “recriar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”).
No documento do Foro, elaborado por alguns dos aliados de fé do atual ministro da Comunicação e Propaganda, eram assinalados alguns itens fundamentais para se chegar ao controle da informação no Brasil, uma vez “que a questão da comunicação e da telecomunicação tem um sentido estratégico no enfrentamento ao neoliberalismo”. De forma objetiva, o documento apontava a urgente necessidade de se constituir não só o controle público sobre os meios de comunicação, mas, sobretudo, o dever de se reorganizar sistemas de comunicação no sentido contrário da “concentração monopolista”. (Para quem ainda não sabe, o Foro de São Paulo é uma diabólica entidade comunista criada por Fidel Castro e o PT em 1990, logo após o colapso da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, com o objetivo programático de “recriar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”).
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Já durante um debate televisivo na campanha do segundo mandato, em São Paulo, Lula da Silva apontava para a criação de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, como programa de governo, com o objetivo, entre outros tantos, de elaborar dispositivos legais para “regulamentar e descentralizar a mídia”. Na mesma fala, o ocupante do Palácio do Planalto referiu-se pontualmente ao fomento aberto de canais de comunicação para sindicatos, associações e entidades de classe, referindo-se, em particular, a adoção de política de incentivos legais e econômicos necessária a maior “pluralidade da informação”.
Já durante um debate televisivo na campanha do segundo mandato, em São Paulo, Lula da Silva apontava para a criação de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, como programa de governo, com o objetivo, entre outros tantos, de elaborar dispositivos legais para “regulamentar e descentralizar a mídia”. Na mesma fala, o ocupante do Palácio do Planalto referiu-se pontualmente ao fomento aberto de canais de comunicação para sindicatos, associações e entidades de classe, referindo-se, em particular, a adoção de política de incentivos legais e econômicos necessária a maior “pluralidade da informação”.
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O venerado Leon Trotsky, o homem da “revolução permanente”, costumava dizer, em outras palavras, que a burocracia do governo socialista antes de distribuir a grana com a patuléia, mete em primeiro lugar a sua parte (considerável) no bolso. É justamente o que faz agora com o anúncio da TV pública do planalto, orçada, de início, em R$ 250 milhões: Lula, antes de repassar as benesses dos meios de comunicação para os “companheiros de jornada”, resolveu criar a sua própria televisão pública, segundo ele, uma “coisa séria, não para falar bem do governo ou para falar mal do governo, mas uma coisa para informar”. O ocupante do poder central faz, todavia, uma advertência aos futuros mentores do novo aparato público: quer uma “informação tal como ela é, sem pintar de cor-de-rosa, mas também sem pichá-la”. Em suma, Lula quer um jornalismo “neutro e construtivo”, mas quem vai embarcar nessa canoa de peru sem cabeça?
O venerado Leon Trotsky, o homem da “revolução permanente”, costumava dizer, em outras palavras, que a burocracia do governo socialista antes de distribuir a grana com a patuléia, mete em primeiro lugar a sua parte (considerável) no bolso. É justamente o que faz agora com o anúncio da TV pública do planalto, orçada, de início, em R$ 250 milhões: Lula, antes de repassar as benesses dos meios de comunicação para os “companheiros de jornada”, resolveu criar a sua própria televisão pública, segundo ele, uma “coisa séria, não para falar bem do governo ou para falar mal do governo, mas uma coisa para informar”. O ocupante do poder central faz, todavia, uma advertência aos futuros mentores do novo aparato público: quer uma “informação tal como ela é, sem pintar de cor-de-rosa, mas também sem pichá-la”. Em suma, Lula quer um jornalismo “neutro e construtivo”, mas quem vai embarcar nessa canoa de peru sem cabeça?
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O que identifica qualquer governo totalitário, comunista, nazista ou fascista (no fundo, tudo a mesma coisa), é o permanente desejo de “neutralizar” a informação e repassá-la de acordo com sua verdade particular – uma verdade, de ordinário, francamente facciosa em defesa da manutenção do poder. Na URSS, por exemplo, Djanov, mentor da política cultural russa e porta-voz do governo stalinista, afirmava que o controle da informação era a chave para a transformação ideológica e a formação do espírito das massas. Joseph Goebbels, por sua vez, criou um fabuloso aparato audiovisual (rádio e cinema) para incutir na cabeça do povo alemão os bons propósitos de Hitler e seu projeto de manter acesa a tocha do Terceiro Reich durante mil anos. Já Fidel Castro, com a ajuda de Armando Hart, o ministro da Cultura (junto com Alfredo Guevara, do Icaic), criou um sistema de informação a serviço da desinformação, da censura e do culto a personalidade, disposto a sonegar ao povo cubano até mesmo a notícia da doença terminal que acomete o Líder Máximo.
O que identifica qualquer governo totalitário, comunista, nazista ou fascista (no fundo, tudo a mesma coisa), é o permanente desejo de “neutralizar” a informação e repassá-la de acordo com sua verdade particular – uma verdade, de ordinário, francamente facciosa em defesa da manutenção do poder. Na URSS, por exemplo, Djanov, mentor da política cultural russa e porta-voz do governo stalinista, afirmava que o controle da informação era a chave para a transformação ideológica e a formação do espírito das massas. Joseph Goebbels, por sua vez, criou um fabuloso aparato audiovisual (rádio e cinema) para incutir na cabeça do povo alemão os bons propósitos de Hitler e seu projeto de manter acesa a tocha do Terceiro Reich durante mil anos. Já Fidel Castro, com a ajuda de Armando Hart, o ministro da Cultura (junto com Alfredo Guevara, do Icaic), criou um sistema de informação a serviço da desinformação, da censura e do culto a personalidade, disposto a sonegar ao povo cubano até mesmo a notícia da doença terminal que acomete o Líder Máximo.
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Para dourar a pílula, o ocupante do Planalto deixou transparecer que a sua emissora de televisão, a ser tocada com a grana de empresas públicas, dará cursos de matemática, português e inglês ao meio dia, às duas da tarde, além de exibir peças teatrais e outras atividades culturais. Mas o grosso da programação, não duvidem, servirá para acompanhar e promover a criação da “democracia participativa” e realçar a importância dos “movimentos sociais”, liderados por abnegados como Stédile e José Rainha.
Para dourar a pílula, o ocupante do Planalto deixou transparecer que a sua emissora de televisão, a ser tocada com a grana de empresas públicas, dará cursos de matemática, português e inglês ao meio dia, às duas da tarde, além de exibir peças teatrais e outras atividades culturais. Mas o grosso da programação, não duvidem, servirá para acompanhar e promover a criação da “democracia participativa” e realçar a importância dos “movimentos sociais”, liderados por abnegados como Stédile e José Rainha.
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Pelos serviços já prestados a causa vermelha e ao governo Lula, quando comentarista político da TV Globo, Franklin Martins, o “isento”, é o tipo talhado para, no Ministério da Propaganda, informar e promover a gradativa “transição para o socialismo” planejada pelo Foro de São Paulo.
Quem duvidar é só esperar pra ver.
Pelos serviços já prestados a causa vermelha e ao governo Lula, quando comentarista político da TV Globo, Franklin Martins, o “isento”, é o tipo talhado para, no Ministério da Propaganda, informar e promover a gradativa “transição para o socialismo” planejada pelo Foro de São Paulo.
Quem duvidar é só esperar pra ver.