Palocci falando mal de Mantega
Cláudio Humberto
Segunda-feira o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, cruzou com o ex-ministro Antônio Palocci no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Paulinho lia nos jornais que o ministro Guido Mantega (Fazenda) preparava medida provisória garfando R$ 2,2 bilhões do FAT para pagar dívidas de agricultores com multinacionais.
Cláudio Humberto
Segunda-feira o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, cruzou com o ex-ministro Antônio Palocci no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Paulinho lia nos jornais que o ministro Guido Mantega (Fazenda) preparava medida provisória garfando R$ 2,2 bilhões do FAT para pagar dívidas de agricultores com multinacionais.
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- Que absurdo! - resmungou Paulinho.
- Que absurdo! - resmungou Paulinho.
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- Claro que é um absurdo, eu jamais faria isso! - concordou Palocci.
- Claro que é um absurdo, eu jamais faria isso! - concordou Palocci.
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E, diante de um Paulinho cada vez mais surpreso, o ex-ministro observou:
E, diante de um Paulinho cada vez mais surpreso, o ex-ministro observou:
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- E você, Paulinho, vivia pedindo minha cabeça!...
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Sombra e água fresca
De O Estado de S.Paulo
Depois de enfrentarem carga de trabalho de aproximadamente 15 horas por dia, com muitas noites maldormidas fora de casa, os ministros que deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reforma concluída no mês passado agora querem apenas aproveitar as pequenas coisas: descansar e matar a saudade da família. Mesmo orgulhosos de terem integrado quadros do Planalto, eles não escondem o alívio de deixar para trás essa etapa.
“Agora, estou só vadiando”, brinca o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, um dos que pediram ao presidente Lula para deixar o cargo. De volta a São Paulo, ele se impôs uma quarentena voluntária de seis meses e só retoma integralmente as atividades em seu escritório de advocacia em setembro.
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Um pote até aqui de processos
Da Folha de S.Paulo:
"Alvo preferencial dos partidos de oposição na eventual CPI do apagão aéreo, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) responde hoje a mais de uma centena de apurações sobre supostas irregularidades.
Segundo pesquisa realizada pela Folha, são 35 procedimentos administrativos do Ministério Público Federal, 95 processos no Tribunal de Contas da União, quatro investigações da Controladoria Geral da União e três apurações de suas auditorias internas que apontam graves irregularidades em contratos comerciais.
O TCU analisa, ainda, sete denúncias contra a Infraero. Desde a utilização de bens públicos para fins particulares, em Florianópolis, a questionamentos sobre permuta de terras públicas com particulares no Espírito Santo."
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Tarso Genro quer mostrar serviço
Da coluna Painel na Folha de S.Paulo
"Tarso Genro designou um grupo no Ministério da Justiça para elaborar, em 60 dias, um programa de segurança nacional. O ministro evita o clichê "PAC da Segurança" e diz que a idéia é integrar ações da área com os projetos sociais do governo.
- E você, Paulinho, vivia pedindo minha cabeça!...
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Sombra e água fresca
De O Estado de S.Paulo
Depois de enfrentarem carga de trabalho de aproximadamente 15 horas por dia, com muitas noites maldormidas fora de casa, os ministros que deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reforma concluída no mês passado agora querem apenas aproveitar as pequenas coisas: descansar e matar a saudade da família. Mesmo orgulhosos de terem integrado quadros do Planalto, eles não escondem o alívio de deixar para trás essa etapa.
“Agora, estou só vadiando”, brinca o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, um dos que pediram ao presidente Lula para deixar o cargo. De volta a São Paulo, ele se impôs uma quarentena voluntária de seis meses e só retoma integralmente as atividades em seu escritório de advocacia em setembro.
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Um pote até aqui de processos
Da Folha de S.Paulo:
"Alvo preferencial dos partidos de oposição na eventual CPI do apagão aéreo, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) responde hoje a mais de uma centena de apurações sobre supostas irregularidades.
Segundo pesquisa realizada pela Folha, são 35 procedimentos administrativos do Ministério Público Federal, 95 processos no Tribunal de Contas da União, quatro investigações da Controladoria Geral da União e três apurações de suas auditorias internas que apontam graves irregularidades em contratos comerciais.
O TCU analisa, ainda, sete denúncias contra a Infraero. Desde a utilização de bens públicos para fins particulares, em Florianópolis, a questionamentos sobre permuta de terras públicas com particulares no Espírito Santo."
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Tarso Genro quer mostrar serviço
Da coluna Painel na Folha de S.Paulo
"Tarso Genro designou um grupo no Ministério da Justiça para elaborar, em 60 dias, um programa de segurança nacional. O ministro evita o clichê "PAC da Segurança" e diz que a idéia é integrar ações da área com os projetos sociais do governo.
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O plano terá focos territorial, etário e social. No primeiro, as ações serão concentradas em "quatro ou cinco" regiões metropolitanas -Rio e São Paulo já estão na lista. No critério de idade a ênfase será nos jovens entre 11 e 19 anos. E no terceiro parâmetro a idéia é que as ações não se restrinjam às áreas de pobreza. De acordo com Tarso, serão tomadas medidas para coibir a criminalidade, ligada principalmente ao tráfico de drogas, entre a classe média."
COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais um “plano”, Tarso Genro ? Será que não seria mais barato e adequado terminar alguns dos já lançados por Lula no primeiro reinado ? A continuar assim, a NASA vai arrendar o governo Lula: como base de lançamento, é imbatível. Já no quesito evolução e execução de programas ...
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O escudo de Lula
De O Estado de S.Paulo:
Embora o discurso de posse do novo ministro do Trabalho, o pedetista Carlos Lupi, tenha soado canhestro e o comportamento de seus correligionários, vaiando o ex-ministro petista Luiz Marinho, tenha sido mais apropriado às barulhentas assembléias sindicais do que a uma cerimônia formal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar do novo auxiliar. O que ficou claro no ato é que Lupi será uma boa justificativa para aquilo que o governo Lula quer fazer mas não tem coragem de assumir publicamente: abandonar de vez as reformas sindical e trabalhista. Anunciadas como urgentes no início do primeiro mandato lulista, essas reformas geraram resistências e, para não enfrentá-las, o presidente agora quer deixar as propostas morrerem por esquecimento.
Lupi parece ter aprendido depressa o jeito lulista de governar. Como é hábito no governo do PT, o novo ministro foge das questões valendo-se de declarações genéricas, quando não demagógicas. Na sua gestão, garantiu, não haverá mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), porque ele não aceita “a redução dos direitos dos trabalhadores”.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Justamente por esta covardia, de não querer pagar o preço político na realização do que é preciso fazer para o país crescer na medida do que precisa e no mesmo nível dos demais emergentes, é que Lula sempre será apenas mais um presidente. Jamais se lhe poderá atribuir o título de “estadista”. Estadista de fato, jamais se acovarda. Jamais alinha sua atuação com a planilha de pesquisas de opinião como roteiro a seguir. Estadista assume os riscos e age no interesse do país, no bem estar social de seu povo, e não teleguiado pela ambição pessoal, movido pela arrogância e vaidade pessoais. Por Lula ser a pessoa que é, um político de boa veia e intuição, e mero negociador sindical, continuará a entrar para história como um governante medíocre apenas. E não pensem que não saiba: não é por outra razão que jamais reconheceu os méritos que recebeu do governo anterior. E nesta razão reside a principal preocupação em sempre falar mal de FHC, e nele depositar toda a sua inveja. Sendo assim, o discurso de Lula, apesar das inúmeras promessas que já fez ao contrário, continuará martelando na administração FHC. Claro que é baixo nível, mas quem tem visão assim tão medíocre, não consegue ver nada além de sua própria vaidade pessoal.
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Petrodólares
Radar, Veja online
Desembarcou em Brasília no dia 15 o xeque Hamad bin Jassem bin Jabor Al Thani , vice-primeiro ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar. Dono de uma fortuna estimada em mais de 10 bilhões de dólares, o xeque está à procura de praias particulares para investir em uma nova rede de resorts de luxo. Seus representantes no Brasil selecionaram 20 opções: a maioria delas na Bahia e em Angra dos Reis.
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Lula, o numinoso
Reinaldo Azevedo
Lula, o numinoso, falou a prefeitos, que foram a Brasília na tal 10ª Marcha. Do nada, afirmou que a reforma tributária que está no Congresso, aquela que havia sido acertada com os governadores, não vale mais. Ninguém sabia disso. Nem a base aliada. E daí? Depois de falar mal de FHC (ver abaixo), prometeu elevar o Fundo de Participação dos Municípios de 22,5% para 23,5% da arrecadação federal do Imposto de Renda e do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados). Se for assim, isso pode render aos prefeitos algo em torno de R$ 1,3 bilhão a mais. E anunciou ainda a redução da contrapartida exigida às prefeituras para convênios do PAC em habitação e saneamento: era de 3 a 20%, e ele prometeu que será de 0,1% a 5%, a depender do tamanho e da população do município. Tudo ali, no ato, Executivo e Legislativo encarnados num homem só. Os prefeitos aplaudiram de pé.
O plano terá focos territorial, etário e social. No primeiro, as ações serão concentradas em "quatro ou cinco" regiões metropolitanas -Rio e São Paulo já estão na lista. No critério de idade a ênfase será nos jovens entre 11 e 19 anos. E no terceiro parâmetro a idéia é que as ações não se restrinjam às áreas de pobreza. De acordo com Tarso, serão tomadas medidas para coibir a criminalidade, ligada principalmente ao tráfico de drogas, entre a classe média."
COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais um “plano”, Tarso Genro ? Será que não seria mais barato e adequado terminar alguns dos já lançados por Lula no primeiro reinado ? A continuar assim, a NASA vai arrendar o governo Lula: como base de lançamento, é imbatível. Já no quesito evolução e execução de programas ...
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O escudo de Lula
De O Estado de S.Paulo:
Embora o discurso de posse do novo ministro do Trabalho, o pedetista Carlos Lupi, tenha soado canhestro e o comportamento de seus correligionários, vaiando o ex-ministro petista Luiz Marinho, tenha sido mais apropriado às barulhentas assembléias sindicais do que a uma cerimônia formal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem do que se queixar do novo auxiliar. O que ficou claro no ato é que Lupi será uma boa justificativa para aquilo que o governo Lula quer fazer mas não tem coragem de assumir publicamente: abandonar de vez as reformas sindical e trabalhista. Anunciadas como urgentes no início do primeiro mandato lulista, essas reformas geraram resistências e, para não enfrentá-las, o presidente agora quer deixar as propostas morrerem por esquecimento.
Lupi parece ter aprendido depressa o jeito lulista de governar. Como é hábito no governo do PT, o novo ministro foge das questões valendo-se de declarações genéricas, quando não demagógicas. Na sua gestão, garantiu, não haverá mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), porque ele não aceita “a redução dos direitos dos trabalhadores”.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Justamente por esta covardia, de não querer pagar o preço político na realização do que é preciso fazer para o país crescer na medida do que precisa e no mesmo nível dos demais emergentes, é que Lula sempre será apenas mais um presidente. Jamais se lhe poderá atribuir o título de “estadista”. Estadista de fato, jamais se acovarda. Jamais alinha sua atuação com a planilha de pesquisas de opinião como roteiro a seguir. Estadista assume os riscos e age no interesse do país, no bem estar social de seu povo, e não teleguiado pela ambição pessoal, movido pela arrogância e vaidade pessoais. Por Lula ser a pessoa que é, um político de boa veia e intuição, e mero negociador sindical, continuará a entrar para história como um governante medíocre apenas. E não pensem que não saiba: não é por outra razão que jamais reconheceu os méritos que recebeu do governo anterior. E nesta razão reside a principal preocupação em sempre falar mal de FHC, e nele depositar toda a sua inveja. Sendo assim, o discurso de Lula, apesar das inúmeras promessas que já fez ao contrário, continuará martelando na administração FHC. Claro que é baixo nível, mas quem tem visão assim tão medíocre, não consegue ver nada além de sua própria vaidade pessoal.
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Petrodólares
Radar, Veja online
Desembarcou em Brasília no dia 15 o xeque Hamad bin Jassem bin Jabor Al Thani , vice-primeiro ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar. Dono de uma fortuna estimada em mais de 10 bilhões de dólares, o xeque está à procura de praias particulares para investir em uma nova rede de resorts de luxo. Seus representantes no Brasil selecionaram 20 opções: a maioria delas na Bahia e em Angra dos Reis.
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Lula, o numinoso
Reinaldo Azevedo
Lula, o numinoso, falou a prefeitos, que foram a Brasília na tal 10ª Marcha. Do nada, afirmou que a reforma tributária que está no Congresso, aquela que havia sido acertada com os governadores, não vale mais. Ninguém sabia disso. Nem a base aliada. E daí? Depois de falar mal de FHC (ver abaixo), prometeu elevar o Fundo de Participação dos Municípios de 22,5% para 23,5% da arrecadação federal do Imposto de Renda e do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados). Se for assim, isso pode render aos prefeitos algo em torno de R$ 1,3 bilhão a mais. E anunciou ainda a redução da contrapartida exigida às prefeituras para convênios do PAC em habitação e saneamento: era de 3 a 20%, e ele prometeu que será de 0,1% a 5%, a depender do tamanho e da população do município. Tudo ali, no ato, Executivo e Legislativo encarnados num homem só. Os prefeitos aplaudiram de pé.