Lula cobra 'cumplicidade' de empresários
Carolina Iskandarian Do G1
Durante discurso na cerimônia de posse do novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o desempenho do setor automobilístico brasileiro e, diante de uma platéia de empresários, cobrou “cumplicidade” para construir o futuro do país, “ao invés de ficar diagnosticando desgraça”. A declaração foi direcionada ao novo presidente da Anfavea, o empresário Jackson Schneider. “Você tem o governo todo como um parceiro, para que juntos, ao invés de ficarmos diagnosticando desgraça, possamos construir o futuro desse país”, afirmou.
Carolina Iskandarian Do G1
Durante discurso na cerimônia de posse do novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o desempenho do setor automobilístico brasileiro e, diante de uma platéia de empresários, cobrou “cumplicidade” para construir o futuro do país, “ao invés de ficar diagnosticando desgraça”. A declaração foi direcionada ao novo presidente da Anfavea, o empresário Jackson Schneider. “Você tem o governo todo como um parceiro, para que juntos, ao invés de ficarmos diagnosticando desgraça, possamos construir o futuro desse país”, afirmou.
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Lula voltou a dizer que o Brasil só tem condições de crescer se houver um esforço conjunto de todos os setores da sociedade. “Precisamos estabelecer uma cumplicidade, porque não existe problema que o governo e a indústria automobilísticas enfrentem sozinhos. Temos de estabelecer regras de conversação.” O presidente elogiou o desempenho do setor automotivo, que, segundo Schneider, em meio século produziu 50 milhões de veículos.
Lula voltou a dizer que o Brasil só tem condições de crescer se houver um esforço conjunto de todos os setores da sociedade. “Precisamos estabelecer uma cumplicidade, porque não existe problema que o governo e a indústria automobilísticas enfrentem sozinhos. Temos de estabelecer regras de conversação.” O presidente elogiou o desempenho do setor automotivo, que, segundo Schneider, em meio século produziu 50 milhões de veículos.
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Ao ressaltar a importância do programa dos biocombustíveis, o presidente cometeu uma gafe quando apontou as vantagens do carro flex, que funciona tanto a álcool como a gasolina.
“A engenharia conseguiu mostrar um carro que será o pacote mais extraordinário que a gente pode oferecer ao mundo: um carro que tem alternância de combustível. Um carro menos poluente. E que será o carro do futuro, se cumprirmos as regras estabelecidas pelos estados para diminuir o aumento da caloria do nosso planeta”.
Incompatibilidade zero
Segundo Lula, não há incompatibilidade entre a produção dos biocombustíveis e a produção de alimentos porque o Brasil teria milhões de hectares livres para plantio. Otimista, o presidente disse até ser possível uma "combinação perfeita" entre os dois.
"Não existe nenhuma possibilidade de a gente entrar em choque nisso", afirmou o presidente, acrescentando que o programa de biocombustíveis "foi pensado para a África, América Central e América do Sul".
Lula recorreu aos seus tempos de sindicalista para dizer que aprendeu "como construir um leque de forças" para garantir que o Brasil tivesse peso nas negociações mundiais. E lembrou que as conversas sobre acordos comerciais entre as principais nações do mundo passam hoje pelo G-20, grupo de países em desenvolvimento do qual o Brasil é um dos líderes.
Estiveram presentes também no evento os ministros Luiz Marinho (Previdência) e Miguel Jorge (Desenvolvimento e Comércio Exterior), além do vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman.
Enquanto isso...
Lula revoga corte no Judiciário e Legislativo
Do G1, em Brasília
O corte no orçamento chegava a R$ 1,2 bilhão.
Revogação ocorre às vésperas de o STF decidir futuro da CPI do Apagão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogou o decreto que bloqueava parte dos orçamentos do Judiciário e do Legislativo. O corte chegava a um R$ 1,2 bilhão. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, argumentou que o governo aceitou a posição do Judiciário de que não tinha como cumprir a decisão de cortar o orçamento.
A revogação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), às vésperas da decisão, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar ou não a instalação, no Congresso Nacional, da CPI do Apagão Aéreo."O que baseou a decisão é que nossa projeção de receita está abaixo do que mandamos de orçamento para o Legislativo no ano passado. Acontece que há uma diferença pequena de cerca de R$ 5 bilhões que temos a menos e nos últimos dois meses há indicativos de que a receita vai subir", declarou o ministro Paulo Bernardo. "Achamos melhor fazer essa adequação. Acho que foi uma decisão sensata."
COMENTANDO A NOTICIA: A cumplicidade que Lula pede não é a mesma que ele oferece. Veja como repor o valor cortado ao orçamento do Judiciário é feito, por “coincidência”, na antevéspera de uma decisão do STF de interesse do governo.
No fundo, e na época comentamos sobre isto, não havia nenhuma razão para o corte. Porém, foi feito lá atrás, coisa de um mês se tanto, para barganhar agora.
Em relação aos empresários, por exemplo, todas a reformas que interessam Lula empurra com a barriga e, covardemente não as executa por medo de pagar um alto preço político junto aos eleitores. Mas quer que os empresários façam “investimentos” num quadro de tributação excessiva e insegurança jurídica.
Que Lula faça sua parte. Apresente propostas concretas, e apenas cartinha de boa intenções. Crie o governo o clima necessário para que os investimentos se realizem. Porque de conversa fiada, o saco já estourou !
Ao ressaltar a importância do programa dos biocombustíveis, o presidente cometeu uma gafe quando apontou as vantagens do carro flex, que funciona tanto a álcool como a gasolina.
“A engenharia conseguiu mostrar um carro que será o pacote mais extraordinário que a gente pode oferecer ao mundo: um carro que tem alternância de combustível. Um carro menos poluente. E que será o carro do futuro, se cumprirmos as regras estabelecidas pelos estados para diminuir o aumento da caloria do nosso planeta”.
Incompatibilidade zero
Segundo Lula, não há incompatibilidade entre a produção dos biocombustíveis e a produção de alimentos porque o Brasil teria milhões de hectares livres para plantio. Otimista, o presidente disse até ser possível uma "combinação perfeita" entre os dois.
"Não existe nenhuma possibilidade de a gente entrar em choque nisso", afirmou o presidente, acrescentando que o programa de biocombustíveis "foi pensado para a África, América Central e América do Sul".
Lula recorreu aos seus tempos de sindicalista para dizer que aprendeu "como construir um leque de forças" para garantir que o Brasil tivesse peso nas negociações mundiais. E lembrou que as conversas sobre acordos comerciais entre as principais nações do mundo passam hoje pelo G-20, grupo de países em desenvolvimento do qual o Brasil é um dos líderes.
Estiveram presentes também no evento os ministros Luiz Marinho (Previdência) e Miguel Jorge (Desenvolvimento e Comércio Exterior), além do vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman.
Enquanto isso...
Lula revoga corte no Judiciário e Legislativo
Do G1, em Brasília
O corte no orçamento chegava a R$ 1,2 bilhão.
Revogação ocorre às vésperas de o STF decidir futuro da CPI do Apagão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogou o decreto que bloqueava parte dos orçamentos do Judiciário e do Legislativo. O corte chegava a um R$ 1,2 bilhão. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, argumentou que o governo aceitou a posição do Judiciário de que não tinha como cumprir a decisão de cortar o orçamento.
A revogação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), às vésperas da decisão, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar ou não a instalação, no Congresso Nacional, da CPI do Apagão Aéreo."O que baseou a decisão é que nossa projeção de receita está abaixo do que mandamos de orçamento para o Legislativo no ano passado. Acontece que há uma diferença pequena de cerca de R$ 5 bilhões que temos a menos e nos últimos dois meses há indicativos de que a receita vai subir", declarou o ministro Paulo Bernardo. "Achamos melhor fazer essa adequação. Acho que foi uma decisão sensata."
COMENTANDO A NOTICIA: A cumplicidade que Lula pede não é a mesma que ele oferece. Veja como repor o valor cortado ao orçamento do Judiciário é feito, por “coincidência”, na antevéspera de uma decisão do STF de interesse do governo.
No fundo, e na época comentamos sobre isto, não havia nenhuma razão para o corte. Porém, foi feito lá atrás, coisa de um mês se tanto, para barganhar agora.
Em relação aos empresários, por exemplo, todas a reformas que interessam Lula empurra com a barriga e, covardemente não as executa por medo de pagar um alto preço político junto aos eleitores. Mas quer que os empresários façam “investimentos” num quadro de tributação excessiva e insegurança jurídica.
Que Lula faça sua parte. Apresente propostas concretas, e apenas cartinha de boa intenções. Crie o governo o clima necessário para que os investimentos se realizem. Porque de conversa fiada, o saco já estourou !