Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo
Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2001 e 2005. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação sai do governo como press release do Bolsa Família.
Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
Ou seja: chegaremos ao paraíso no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocado para carros imaginários.
COMENTANDO A NOTICIA: O comentário do Fiúza é mais do que oportuno, ele nos remete para a dolorosa realidade de que a renda no país é medida pelo nivelamento mais baixo. Errado. Ela deveria sim, subir degraus, e não descer. Ora, o que deveria ser considerado classe média no País, eram os parâmetros dos anos 70. De lá para cá, este nível deveria subir, e não descer. Lembrando sempre que pagava imposto de renda na fonte, quem recebia de cinco salários mínimos para cima. Hoje, com três a retenção já é obrigatória, e já partindo de uma alíquota absurda de 27,5%. Esta perda na consistência de salários que deveria demarcar o grau de “classe média” no país serve apenas para iludir o grande público, aquele que pensava que era pobre. Então, mude-se a estatística, recue-se o patamar de renda, e pronto, você tem aí uma mudança na classe de pobre para classe média. Cretinice ? Sim, claro, que é. Leva vantagem o político safado que produziu a mágica, e rale-se o povo que continuará tão pobre quanto antes. Iludido, mas agora sonhando em ser feliz.
Na verdade, você não precisa achatar o andar de cima para reduzir as desigualdades. Basta apenas aumentar a renda das classe mais baixas da pirâmide social. Só, e ai é que surgem os canastrões, se aumentar a renda do andar de baixo, “quebrará a Previdência”. Pode ?
Tão nocivo quanto o problema da desigualdade, só o mito da igualdade. Em nome dele, os guardiões da ética perseguem o pacto nacional da mediocridade.
Já diziam os líderes do MST: não basta distribuir a terra, é preciso punir os fazendeiros. É nessa linha que a classe média, coitada, que mora num conjugado em Copacabana e é chamada de “rica” pelas estatísticas, vai sendo enforcada por uma carga de impostos cada vez mais absurda, que a impede de consumir e aquecer a economia – tudo em nome da “igualdade”.
O Ipea está comemorando “uma significativa redução na desigualdade de renda no Brasil” entre 2001 e 2005. O índice de Gini caiu 4,6%. É claro que, hoje em dia, esse tipo de informação sai do governo como press release do Bolsa Família.
Chato é constatar que parte dessa “melhoria social” deve-se ao esfolamento dos 10% mais ricos, cuja renda caiu no mesmo período – lembrando que, no Brasil, o sujeito que ganha 2 mil reais por mês é considerado “mais rico”.
Ou seja: chegaremos ao paraíso no dia em que todos os brasileiros estiverem descalços na esquina pedindo trocado para carros imaginários.
COMENTANDO A NOTICIA: O comentário do Fiúza é mais do que oportuno, ele nos remete para a dolorosa realidade de que a renda no país é medida pelo nivelamento mais baixo. Errado. Ela deveria sim, subir degraus, e não descer. Ora, o que deveria ser considerado classe média no País, eram os parâmetros dos anos 70. De lá para cá, este nível deveria subir, e não descer. Lembrando sempre que pagava imposto de renda na fonte, quem recebia de cinco salários mínimos para cima. Hoje, com três a retenção já é obrigatória, e já partindo de uma alíquota absurda de 27,5%. Esta perda na consistência de salários que deveria demarcar o grau de “classe média” no país serve apenas para iludir o grande público, aquele que pensava que era pobre. Então, mude-se a estatística, recue-se o patamar de renda, e pronto, você tem aí uma mudança na classe de pobre para classe média. Cretinice ? Sim, claro, que é. Leva vantagem o político safado que produziu a mágica, e rale-se o povo que continuará tão pobre quanto antes. Iludido, mas agora sonhando em ser feliz.
Na verdade, você não precisa achatar o andar de cima para reduzir as desigualdades. Basta apenas aumentar a renda das classe mais baixas da pirâmide social. Só, e ai é que surgem os canastrões, se aumentar a renda do andar de baixo, “quebrará a Previdência”. Pode ?