Do G1, em São Paulo, com informações da TV Globo
A Polícia Federal e o Ministério Publico Federal terminaram nesse domingo (22) a triagem de documentos e computadores que poderão servir como prova no inquérito da Operação Têmis, deflagrada na sexta-feira (23). A PF não descarta desdobramentos da operação.
A Polícia Federal e o Ministério Publico Federal terminaram nesse domingo (22) a triagem de documentos e computadores que poderão servir como prova no inquérito da Operação Têmis, deflagrada na sexta-feira (23). A PF não descarta desdobramentos da operação.
.
Há mais de 40 pessoas acusadas, entre elas empresários, advogados e magistrados. São citados os juízes federais Maria Cristina Barongero e Djalma Moreira Gomes, além dos desembargadores Alda Maria Bastos, Roberto Luiz Haddad e Nery da Costa Júnior.
Há mais de 40 pessoas acusadas, entre elas empresários, advogados e magistrados. São citados os juízes federais Maria Cristina Barongero e Djalma Moreira Gomes, além dos desembargadores Alda Maria Bastos, Roberto Luiz Haddad e Nery da Costa Júnior.
.
Por enquanto, todos os magistrados continuam trabalhando normalmente e só depois da análise das apreensões podem ser convocados a depor. A assessoria de imprensa da Justiça Federal informou que a juíza Maria Cristina está fora de seu gabinete desde fevereiro porque está de licença-maternidade.
Por enquanto, todos os magistrados continuam trabalhando normalmente e só depois da análise das apreensões podem ser convocados a depor. A assessoria de imprensa da Justiça Federal informou que a juíza Maria Cristina está fora de seu gabinete desde fevereiro porque está de licença-maternidade.
.
Único dos magistrados que aceitou dar entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Nery da Costa Jr se defendeu das acusações: "Jamais autorizei funcionamento de Bingo. Na minha jurisdição, nenhum caça-níquel foi autorizado". Segundo a PF, os magistrados são acusados de vender dez decisões judiciais favoráveis a bingos e a donos de máquinas caça-níquel. As investigações apontam que magistrados recebiam propina para favorecer o jogo ilegal. Na sexta-feira de início da Operação Têmis - Têmis é a deusa grega da Justiça - os agentes cumpriram 80 mandados de busca e apreensão em gabinetes dos magistrados no Tribunal Regional Federal e nas casas dos suspeitos.
COMENTANDO A NOTICIA: A gente pode até não gostar da lei, mas se ela prevê que respondam em liberdade os juízes e magistrados presos na Operação Furacão da Polícia Federal, então cumpra-se a lei. E que a sociedade pressione o congresso a mudar a lei para acabar com o privilégio, sem dúvida imoral sobre qualquer aspecto. Muito embora não acredito que o Congresso se moverá no sentido de mudar uma lei que os privilegias tanto quanto.
Inadmissível, porém, é que investigados por crimes de corrupção, permaneçam trabalhando, como se nada demais acontecesse. Não se trata de pré-julgar ninguém. Apenas, e a bem do serviço público e dos próprios acusados, o melhor seria que os mesmos fossem afastados de suas funções, até que o caso se esclarecesse por completo. Nada se provando contra os funcionários, então os mesmos retornariam e reassumiriam suas funções. Não pode é permanecerem atuando nas mesmas funções em que são acusados da pratica de corrupção.
Único dos magistrados que aceitou dar entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Nery da Costa Jr se defendeu das acusações: "Jamais autorizei funcionamento de Bingo. Na minha jurisdição, nenhum caça-níquel foi autorizado". Segundo a PF, os magistrados são acusados de vender dez decisões judiciais favoráveis a bingos e a donos de máquinas caça-níquel. As investigações apontam que magistrados recebiam propina para favorecer o jogo ilegal. Na sexta-feira de início da Operação Têmis - Têmis é a deusa grega da Justiça - os agentes cumpriram 80 mandados de busca e apreensão em gabinetes dos magistrados no Tribunal Regional Federal e nas casas dos suspeitos.
COMENTANDO A NOTICIA: A gente pode até não gostar da lei, mas se ela prevê que respondam em liberdade os juízes e magistrados presos na Operação Furacão da Polícia Federal, então cumpra-se a lei. E que a sociedade pressione o congresso a mudar a lei para acabar com o privilégio, sem dúvida imoral sobre qualquer aspecto. Muito embora não acredito que o Congresso se moverá no sentido de mudar uma lei que os privilegias tanto quanto.
Inadmissível, porém, é que investigados por crimes de corrupção, permaneçam trabalhando, como se nada demais acontecesse. Não se trata de pré-julgar ninguém. Apenas, e a bem do serviço público e dos próprios acusados, o melhor seria que os mesmos fossem afastados de suas funções, até que o caso se esclarecesse por completo. Nada se provando contra os funcionários, então os mesmos retornariam e reassumiriam suas funções. Não pode é permanecerem atuando nas mesmas funções em que são acusados da pratica de corrupção.