“O pagamento foi feito rigorosamente como foi relatado pela revista VEJA”
Reinaldo Azevedo
Bem, vocês ouviram Pedro Calmon, advogado de Mônica Veloso, a mãe da filha de Renan Calheiros, no Jornal Nacional? “O pagamento foi feito rigorosamente como foi relatado pela revista VEJA”. Isso significa o seguinte:
Reinaldo Azevedo
Bem, vocês ouviram Pedro Calmon, advogado de Mônica Veloso, a mãe da filha de Renan Calheiros, no Jornal Nacional? “O pagamento foi feito rigorosamente como foi relatado pela revista VEJA”. Isso significa o seguinte:
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- Pagamento de R$ 12.500;
- Pagamento em dinheiro;
- Pagamento feito no escritório da Mendes Júnior.
- Pagamento de R$ 12.500;
- Pagamento em dinheiro;
- Pagamento feito no escritório da Mendes Júnior.
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Indagada pelo Jornal Nacional, a assessoria do senador disse que, com efeito, alguns pagamentos foram mesmo feitos em dinheiro, no escritório da empreiteira. Mas só às vezes... Isso ele não disse a seus pares.
Indagada pelo Jornal Nacional, a assessoria do senador disse que, com efeito, alguns pagamentos foram mesmo feitos em dinheiro, no escritório da empreiteira. Mas só às vezes... Isso ele não disse a seus pares.
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Os senadores, antes da entrevista de Calmon, acharam que Calheiros foi bem “convincente”. Ideli Salvatti (PT-SC), a inefável, previu que tudo ficará bem e defendeu a preservação do “espaço democrático do Senado”, tão duramente conquistado. Alguém sabia que o Senado estava ameaçado pelas histórias um tanto atrapalhadas de Calheiros?
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OAS passa o rodo
Lauro Jardim, Radar, Veja Online
O mundo das empreiteiras baianas anda agitado. O escritório da OAS em Brasília foi fechado provisoriamente na semana passada: passaram o rodo nos executivos que lá operavam. Todo mundo demitido.
Os senadores, antes da entrevista de Calmon, acharam que Calheiros foi bem “convincente”. Ideli Salvatti (PT-SC), a inefável, previu que tudo ficará bem e defendeu a preservação do “espaço democrático do Senado”, tão duramente conquistado. Alguém sabia que o Senado estava ameaçado pelas histórias um tanto atrapalhadas de Calheiros?
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OAS passa o rodo
Lauro Jardim, Radar, Veja Online
O mundo das empreiteiras baianas anda agitado. O escritório da OAS em Brasília foi fechado provisoriamente na semana passada: passaram o rodo nos executivos que lá operavam. Todo mundo demitido.
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Trocando seis por coisa nenhuma
Deixou nesta semana a diretoria da Cepisa (Companhia Energética do Piauí) Jorge Targa Juni, preso na Operação Navalha da Polícia Federal.
Nas próximas semanas, assumirá o cargo João Henrique, ex-deputado do PMDB, indiciado pela CPI dos Correios e com processo ainda correndo na Justiça.
João Henrique foi presidente dos Correios em 2004 e 2005, época em que surgiram os escândalos de pagamento de propina e de licitações direcionadas. Será levado ao cargo pelo governador Wellington Dias (PT).
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A dúvida de Wellington Salgado
Do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), sem saber o que faz para apresentar emendas ao orçamento sem se complicar com a Justiça:
- Como eu vou fazer política hoje? Eu tenho R$ 6 milhões para distribuir para as minhas prefeituras de Minas Gerais. Como eu distribuo? Eu quero um manual de como vou fazer isso. Eu chego lá na prefeitura, dou um dinheiro, mas como eu fico nessa história? Eu tenho que distribuir o dinheiro! Agora, vai ter que ter um manualzinho para isso. Como eu posso ser político? Como posso fazer política? Como posso levar recursos para o local que me elegeu? Como vou ao ministério pedir dinheiro para Uberlândia (MG)? Eu não sei mais o que vou fazer, meu amigo. Eu sou passarinho no ninho ainda. Não estou voando, deste tamanho (do alto de seus 2 metros), mas não sei voar.
E continuou:
- O que vou fazer? Colocar um esparadrapo no dedo e só vou servir para apertar botão. A minha função aqui será apertar botão, votar sim, votar não ou me abster.
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Entrando pelos fundos
Lauro Jardim, Radar, Veja Online
Está marcada para hoje, ao meio-dia, na 4ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a audiência de conciliação entre Renan Calheiros e a jornalista Mônica Veloso. Os dois discutem o valor da pensão alimentícia de uma das filhas de Calheiros, de 3 anos de idade. Uma das testemunhas arroladas no processo é o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior - amigo e despachante financeiro da família Calheiros. Renan pediu ao juiz permissão para entrar no tribunal pela garagem. O juiz negou.
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Trocando seis por coisa nenhuma
Deixou nesta semana a diretoria da Cepisa (Companhia Energética do Piauí) Jorge Targa Juni, preso na Operação Navalha da Polícia Federal.
Nas próximas semanas, assumirá o cargo João Henrique, ex-deputado do PMDB, indiciado pela CPI dos Correios e com processo ainda correndo na Justiça.
João Henrique foi presidente dos Correios em 2004 e 2005, época em que surgiram os escândalos de pagamento de propina e de licitações direcionadas. Será levado ao cargo pelo governador Wellington Dias (PT).
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A dúvida de Wellington Salgado
Do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), sem saber o que faz para apresentar emendas ao orçamento sem se complicar com a Justiça:
- Como eu vou fazer política hoje? Eu tenho R$ 6 milhões para distribuir para as minhas prefeituras de Minas Gerais. Como eu distribuo? Eu quero um manual de como vou fazer isso. Eu chego lá na prefeitura, dou um dinheiro, mas como eu fico nessa história? Eu tenho que distribuir o dinheiro! Agora, vai ter que ter um manualzinho para isso. Como eu posso ser político? Como posso fazer política? Como posso levar recursos para o local que me elegeu? Como vou ao ministério pedir dinheiro para Uberlândia (MG)? Eu não sei mais o que vou fazer, meu amigo. Eu sou passarinho no ninho ainda. Não estou voando, deste tamanho (do alto de seus 2 metros), mas não sei voar.
E continuou:
- O que vou fazer? Colocar um esparadrapo no dedo e só vou servir para apertar botão. A minha função aqui será apertar botão, votar sim, votar não ou me abster.
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Entrando pelos fundos
Lauro Jardim, Radar, Veja Online
Está marcada para hoje, ao meio-dia, na 4ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a audiência de conciliação entre Renan Calheiros e a jornalista Mônica Veloso. Os dois discutem o valor da pensão alimentícia de uma das filhas de Calheiros, de 3 anos de idade. Uma das testemunhas arroladas no processo é o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior - amigo e despachante financeiro da família Calheiros. Renan pediu ao juiz permissão para entrar no tribunal pela garagem. O juiz negou.
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Lula se compara a ´uma boa mãe´ por dar atenção aos pobres
Lula se compara a ´uma boa mãe´ por dar atenção aos pobres
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BRASÍLIA - No momento em que o País se vê diante de novas denúncias de desvio de dinheiro público, reveladas pela Operação Navalha da Polícia Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se coloca como contraponto: compara-se a uma boa mãe, que olha para todos os filhos de maneira igual, mas dá maior atenção "aos mais frágeis".
Dirigindo-se a grupos que se consideram fragilizados, ele aconselhou aproveitar o momento para fazer suas reivindicações. "Muitas vezes se fica discutindo R$ 30 mil, R$ 50 mil e de repente você vê no jornal milhões saindo pelo ralo, sem que a gente possa cuidar dos pobres", disse.
A declaração de Lula coincide com a Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, que investiga fraudes em licitações de obras públicas e envolve políticos, empresários e funcionários públicos. O escândalo chegou a derrubar o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, acusado de receber propina de R$ 100 mil em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema.
Lula falou durante cerimônia em Brasília para assinatura de Medida Provisória que cria uma pensão vitalícia de R$ 750,00 para vítimas da hanseníase. "O momento é agora. Segundo mandato é para a gente fazer tudo que não fez no primeiro. Fazer mais e melhor. Minha disposição é total e absoluta", afirmou.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Seria interessante, e até mais proveitoso, que a “boa mãe” (Evo Moralez que o diga!), olhasse um pouco mais para os ralos que lhe estão bem próximos, já que por ali o desperdício tem sido muito maior do que as operações que a PF tem descoberto. Por exemplo, a publicidade, as cartilhas pagas e não impressas, o custo do séqüito imperial, os cartões corporativos. Caso Lula ache isto pouco, poderia jogar a preguiça de lado, e começar a se deter na leitura dos relatórios do Tribuna de Contas da União. Acredite, Luiz Inácio: você vai se surpreender de ver tantos e tão caros ralos bem pertinho de você, coisa assim de metros de sua sala imperial.
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Ciro Gomes diz que é contra qualquer CPI e critica mídia
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que é contra a instalação da CPI da Operação Navalha e de qualquer outra CPI. "Eu sou avesso a isso. Não assino nem essa e nenhuma outra CPI. Sou contra", disse.
BRASÍLIA - No momento em que o País se vê diante de novas denúncias de desvio de dinheiro público, reveladas pela Operação Navalha da Polícia Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se coloca como contraponto: compara-se a uma boa mãe, que olha para todos os filhos de maneira igual, mas dá maior atenção "aos mais frágeis".
Dirigindo-se a grupos que se consideram fragilizados, ele aconselhou aproveitar o momento para fazer suas reivindicações. "Muitas vezes se fica discutindo R$ 30 mil, R$ 50 mil e de repente você vê no jornal milhões saindo pelo ralo, sem que a gente possa cuidar dos pobres", disse.
A declaração de Lula coincide com a Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, que investiga fraudes em licitações de obras públicas e envolve políticos, empresários e funcionários públicos. O escândalo chegou a derrubar o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, acusado de receber propina de R$ 100 mil em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema.
Lula falou durante cerimônia em Brasília para assinatura de Medida Provisória que cria uma pensão vitalícia de R$ 750,00 para vítimas da hanseníase. "O momento é agora. Segundo mandato é para a gente fazer tudo que não fez no primeiro. Fazer mais e melhor. Minha disposição é total e absoluta", afirmou.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Seria interessante, e até mais proveitoso, que a “boa mãe” (Evo Moralez que o diga!), olhasse um pouco mais para os ralos que lhe estão bem próximos, já que por ali o desperdício tem sido muito maior do que as operações que a PF tem descoberto. Por exemplo, a publicidade, as cartilhas pagas e não impressas, o custo do séqüito imperial, os cartões corporativos. Caso Lula ache isto pouco, poderia jogar a preguiça de lado, e começar a se deter na leitura dos relatórios do Tribuna de Contas da União. Acredite, Luiz Inácio: você vai se surpreender de ver tantos e tão caros ralos bem pertinho de você, coisa assim de metros de sua sala imperial.
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Ciro Gomes diz que é contra qualquer CPI e critica mídia
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que é contra a instalação da CPI da Operação Navalha e de qualquer outra CPI. "Eu sou avesso a isso. Não assino nem essa e nenhuma outra CPI. Sou contra", disse.
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Ele criticou a imprensa. “Os excessos são derivados muito mais do descuido com que uma certa parte da imprensa brasileira trata desses assuntos do que de uma imponderável leniência de autoridades. É espetáculo.”
Ele criticou a imprensa. “Os excessos são derivados muito mais do descuido com que uma certa parte da imprensa brasileira trata desses assuntos do que de uma imponderável leniência de autoridades. É espetáculo.”
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Ciro ainda defendeu o ex-ministro Silas Rondeau. “Tenho convicção - posso estar enganado - de que o ministro Silas Rondeau é inocente. Acabamos de ver o trucidamento moral de um homem decente.”
COMENTANDO A NOTÍCIA: Ciro Gomes é que adora dar espetáculo. Como quando quer acusar a mídia pelos desvios de dinheiro nas diferentes camadas do poder. Ou será que a corrupção, senhor Ciro, existe apenas nos noticiários? Seria bom que o deputado lesse os relatórios do TCU sobre irregulares em diferentes setores do governo federal.
Ser aliado é uma coisa: ser conivente e cúmplice já é outra...
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Ciro ainda defendeu o ex-ministro Silas Rondeau. “Tenho convicção - posso estar enganado - de que o ministro Silas Rondeau é inocente. Acabamos de ver o trucidamento moral de um homem decente.”
COMENTANDO A NOTÍCIA: Ciro Gomes é que adora dar espetáculo. Como quando quer acusar a mídia pelos desvios de dinheiro nas diferentes camadas do poder. Ou será que a corrupção, senhor Ciro, existe apenas nos noticiários? Seria bom que o deputado lesse os relatórios do TCU sobre irregulares em diferentes setores do governo federal.
Ser aliado é uma coisa: ser conivente e cúmplice já é outra...
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