terça-feira, maio 29, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Renan não comprova origem do dinheiro de pensão
Maria Clara Cabral, Redação Terra

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não comprovou a origem dos R$ 8 mil mensais que utilizou para dar assistência à jornalista Mônica Velloso durante a gravidez nem do pagamento de R$ 100 mil para custear despesas futuras de sua filha. No discurso em que realizou sua defesa no Senado, feito na tarde desta segunda-feira, Renan falou dos valores, mas não mostrou documentos que Renan confirma o pagamento de R$ 8 mil mensais, mas os documentos apresentados por Renan não mostram da onde saiu esse dinheiro. O presidente do Senado afirmou ainda que pagava R$ 3 mil para Mônica depois que a menina nasceu, dinheiro que era descontado diretamente na sua folha de pagamento do Congresso. O contra-cheque foi apresentado.

Além desse valor, Renan afirmou que pagou R$ 100 mil para custear despesas futuras de sua filha, para estudos e etc. Também não há documento que mostre o pagamento desse valor.

Na documentação entregue por Renan há ainda o seu Imposto de Renda do exercício de 2005, que consta a propriedade da Fazenda Novo Lago, comprado segundo ele, por R$ 120 mil em 2003.

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (Democratas - GO), afirmou que deve ouvir o jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, e analisar os documentos apresentados pelo presidente do Senado. Em seu discurso, Renan apresentou documentos que contradizem as informações da reportagem publicada na revista.

De acordo com o jornalista Policarpo Júnior, Renan pagava para sua filha com a jornalista Mônica Velloso uma pensão de R$ 12 mil. Além disso, a matéria diz que Renan pagava, por meio do lobista Cláudio Gontijo, R$ 4,5 mil de aluguel de um apartamento em Brasília.

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Bolívia: renúncia de Rondeau dificulta negociações sobre gás
AFP

A renúncia do ministro brasileiro de Minas e Energia, Silas Rondeau, acusado de corrupção, "está bloqueando" as negociações sobre o gás que a Bolívia exporta para o Estado do Mato Grosso, informou nesta segunda-feira o ministro de Hidrocarbonetos do país vizinho, Carlos Villegas.

Segundo a imprensa local, o Brasil só aceitará pagar mais pelo gás boliviano se o volume exportado for maior.

O preço do gás foi reajustado em US$ 1,02, subindo para 4,20 o milhão de BTU (unidade térmica britânica). O novo contrato deveria ter entrado em vigor no dia 15 de maio, mas com a exigência brasileira, esta data foi adiada porque a YPFB e a Petrobras ainda estão fazendo os acertos técnicos finais.

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O mercado vê inflação menor e PIB ainda maior
Veja online

O mercado reduziu outra vez sua estimativa de inflação para 2007 e, ao mesmo tempo, elevou a projeção de crescimento da economia brasileira deste ano. Os novos números são os seguintes: inflação de 3,5% e elevação do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas pelo país, em 4,16%, segundo a agência de notícias Reuters.

As informações constam de pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) e divulgada nesta segunda-feira. A taxa estimada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anterior era de 3,6%. Já para 2008, foi mantida a estimativa de alta de preços de 4%.

Já em relação ao PIB, os operadores e analistas de mercado acreditavam em uma aceleração de 4,1%. As alterações refletem o bom momento dos indicadores nacionais.

Juros - O mercado avalia ainda que a taxa básica de juros (Selic), fixada pelo BC, deve chegar a 12% em junho. Para isso, o Comitê de Política Monetária (Copom), que determina a cifra, deveria cortar em 0,5 ponto porcentual a taxa em sua próxima reunião, nos dias 5 e 6 de junho, já que os juros estão em 12,5%. Espera-se que, em dezembro, a Selic chegue a 10,75%.

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Ministro da Agricultura do Japão comete suicídio
EFE

O ministro da Agricultura, Florestas e Pesca japonês, Toshikatsu Matsuoka, morreu nesta segunda-feira (28) após se enforcar em um edifício residencial para parlamentares em Tóquio, no Japão.
Imerso em um escândalo por suposto uso indevido de dinheiro público, o ministro foi encontrado inconsciente e encaminhado a um centro hospitalar, onde foi internado com parada cardíaca. A divulgação da morte ocorreu momentos depois da internação no hospital da capital japonesa.

Denúncias
Toshikatsu Matsuoka estava envolvido em um escândalo por suposto uso indevido de dinheiro público. As denúncias começaram após a publicação do elevado orçamento de seu ministério.

Segundo a agência japonesa "Kyodo", Matsuoka pode estar ainda envolvido em doações de entidades com interesses nos recursos florestais para seu partido. Em um discurso realizado na quarta-feira (23) ao comitê orçamentário do Parlamento japonês , o ministro da Agricultura assegurou que não revelaria os detalhes dos orçamentos de seu Ministério e que o tempo todo tinha agido "de acordo com a lei".
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Nascido em 1945, Matsuoka fazia parte do governo do atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, desde sua constituição em setembro de 2006. O primeiro-ministro e o governamental Partido Liberal Democrático (PLD) foram acusados repetidamente pela oposição de "proteger" Matsuoka neste escândalo.

COMENTANDO A NOTICIA: Ah se esta moda pega por aqui ? Além de caixão, vai faltar corda !

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O custo está lá. Já repararam?
Carlos Sardenberg, Portal G1
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Toda essa crise política e os indicadores financeiros nem aí.
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Não se mexeram nem os indicadores que mostram (ou não) confiança na economia nacional. Hoje, conforme se vê no Relatório de Mercado do BC, o pessoal de fora do governo continua reduzindo as previsões de inflação para este ano e, em consequência, as projeções de juros. Também se prevê a continuidade do dólar fraco.
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Isso se deve a uma convicção: a de que, qualquer que seja o tamanho da crise, as bases da política econômica não serão alteradas.
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Não quer dizer que o desempenho econômico seja imune a corrupção e a sistemas ruins de alocação de investimentos públicos. Estados falando de investimentos em infraestrutura, cruciais para o país. Mas a bagunça de hoje afeta o crescimento de médio e longo prazo.
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Ou seja, os juros não sobem hoje, nem a bolsa despenca, mas o nosso sistema de definição e realização de investimentos públicos evidentemente atrapalha, especialmente os projetos de longo prazo. Já repararam como certos projetos nunca têm fim e ficando torrando dinheiro por anos a fio? É custo Brasil, difícil de medir exatamente, mas você vê que está lá.
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Cada real roubado é um real a menos em obra de infraestrutura.

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