segunda-feira, março 24, 2008

Lula se diz indignado com insinuações sobre o PAC. Mas que ele é eleitoreiro, lá isso é!!!

Adelson Elias Vasconcellos

Para quem acusa a oposição de estar nervosa, o Luiz Inácio até que fala com muita “indignação”. Só que já provamos aqui muitas vezes que o pac é sim um programa eleitoreiro. Até porque este papo furado de que 87% das metas estabelecidas é papo furado. A maioria das obras em andamento já de governos anteriores a Lula. Portanto...

Quanto ao fato do programa ter sido lançado há dois anos, acredito que o Luiz Inácio precisa tomar algumas com equipe econômica de noções elementares de aritmética. O programa eleitoreiro foi lançado no início de 2007, portanto, recém completou dois anos. Contudo, o ano de 2007 transcorreu inteirinho e não se viu tanto palanque armado e tantos “convênios” e “protocolos de intenções” assinados como agora, justo em ano eleitoral...

E, por fim, o fato de não haver eleição para presidente ou governador, não significa que haja interesse do governo nas eleições. Até pelo contrário: para o PT e grande parte da base aliada elas são fundamentais para alavancar o futuro sucessor que Lula quer eleger. Deste modo, existe grande interesse, e as obras, não tenham dúvida, são a alavanca perfeita para impulsionar candidaturas. Além disso, não se precisa, se o pacote não fosse eleitoreiro, e atendesse exclusivamente o interesse público, de palanques, discursos, festas, contratação de claques, etc. E, bastante analisar-se os discursos, sempre cheios de ataques aos adversários políticos, com o inegável estilo de autopromoção, dão sim, goste Lula ou não, o tom característico de palanque eleitoreiro. Uma cerimônia simples seria, talvez mais barata e mais objetiva. De festa de lançamento de cartas de boas intenções, a gente já cansou.

Agora tem uma coisa, e isto o tempo vai dizer: não bastam convênios e protocolos, com repasses de verbas. As obras PRECISAM acontecer e o que se viu até agora é um belo pacote empacado !!!:

A reportagem é da agência Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tenha cunho eleitoreiro. Após enumerar algumas das conquistas atribuídas às ações do governo, ele rebateu mais uma vez matérias publicadas recentemente pela imprensa que relacionam a iniciativa e a proximidade das eleições.

"Ora, é no mínimo uma coisa que me deixa indignado. Ou seja, o governo não está disputando nenhuma eleição. Não tem eleição para presidente da República e não tem eleição para governador. O programa é um programa que o governo federal anunciou com dois anos de antecedência e esse dinheiro agora está gerando aquilo que nós queríamos que ele gerasse: emprego e melhoria na vida das pessoas", afirmou em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.

A distribuição da verba do PAC, garante Lula, não privilegia administrações de partidos da base aliada do governo.

"Quando vamos a uma cidade, eu não quero saber se o prefeito é candidato à reeleição, se o prefeito é do PFL, se o prefeito é do PT ou do PSDB. Ou seja, eu quero saber que ele tem uma obra importante para ser feita, sobretudo quando se trata de urbanização de favela e saneamento básico".

No início do mês, durante lançamento de obras do PAC na periferia do Rio de Janeiro, Lula afirmou que o programa foi implantado em momento oportuno porque seu mandato termina em 2010 e ele não pode disputar a reeleição.

Balanço do governo após um ano do programa apontou que 87% das metas propostas apresentavam andamento adequado. Representantes da sociedade, no entanto, apontaram falhas no PAC. Em nota, a direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) reclamou de "deficiências graves" nas iniciativas. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou texto em que o primeiro ano do programa foi considerado insuficiente para modernizar a infra-estrutura do País.